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“Estamos introduzindo no mercado um novo cilindro de atuação para
sistemas valvulados, de menor tamanho e mesmo poder de atuação. Esse novo
modelo possui menos usinagem, o que o torna mais acessível, além de
facilitar o processo de manutenção e reparo e de exigir menor tempo de
montagem e desmontagem”, garante Gualberto.
Nacionalização – De origem canadense, a Husky foi criada há quinze
anos e seu negócio original era o de produzir células completas de
equipamentos para transformação de embalagens de PET. Com o passar do
tempo, diversificou sua linha, se especializando também na produção de
câmaras quentes. A empresa conta com duas fábricas na China, além de
plantas industriais nos Estados Unidos, em Luxemburgo e no Brasil. Ao
todo, mantém 44 escritórios em todo o mundo, onde são atendidos pedidos de
cerca de cem países.
“Em sistemas de câmaras quentes, nós cobrimos praticamente todos os
segmentos do mercado”, revela Paulo Brasileiro, gerente de área da Husky.
No Brasil, a fábrica foi inaugurada em 1999 no município de Jundiaí-SP. No
início, todas as câmaras quentes vendidas no mercado nacional eram
importadas. No final de 2004, começou o processo de nacionalização dos
manifolds, 100% nacionais desde 2006.
De acordo com Brasileiro, as vendas por aqui sobem todos os anos. “A
partir de 2002, o crescimento foi acelerado, chegamos a praticamente
dobrar o volume de vendas de um ano para o outro”, diz. Os bons resultados
permanecem, apesar da redução do volume de moldes produzidos no Brasil por
causa da crise e da concorrência dos importados. “A Husky projeta
crescimento em 2009. Nossos principais clientes operam em mercados de
moldes duráveis e de maior demanda tecnológica e não foram tão afetados
pela economia”, justifica. Para o gerente, o crescimento da empresa merece
ser ressaltado, pois o mercado de ferramentas passa por momentos de
retração. Uma das características da Husky, diz Brasileiro, é a de avaliar
de forma individual todos os projetos de câmaras quentes. “Mesmo para o
sistema mais simples de injeção de resinas de uso geral, empregamos
práticas de engenharia como análises de fluxo e análises térmicas, o que
nos diferencia da concorrência. Todo projeto é avaliado em vários níveis,
de modo que garanta resultado positivo desde o primeiro teste e constância
durante toda a vida da ferramenta”, informa.
O gerente também ressalta alguns produtos oferecidos com características
peculiares. São os casos dos sistemas de vedação de bicos com mola,
voltados para permitir a operação da câmara quente em faixa ampla de
temperaturas sem risco de vazamentos de plásticos. Também são exaltadas as
resistências, com características de alto desempenho e durabilidade, os
componentes resistentes ao desgaste e corrosão e os sistemas valvulados
para múltiplas cavidades back to back. “A Husky oferece a solução mais
arrojada quando se deseja stack molds com bicos valvulados”, garante.
Em busca da eficiência – Fundada em 1958 nos Estados Unidos, a
Incoe se encontra no Brasil desde 1997, quando passou a contar com equipes
especializadas locais e instalou uma fábrica de componentes em Itatiba-SP.
“Com vendas e escritórios de suporte técnico situados na América do Norte,
América do Sul, Europa e Ásia, somos comprometidos em dar suporte aos
nossos clientes em nível global”, assegura o gerente-geral Michael
Rollmann.
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Para o executivo, no mercado extremamente competitivo
de hoje, os transformadores têm de procurar melhor eficiência e
redução de custos. Esse é o segredo da evolução desse nicho de
mercado. “Os sistemas de câmara quente fornecem consideráveis
vantagens em termos de redução de ciclos de produção e gastos com
matéria-prima”, resume. Uma das características da empresa, de acordo
com Rollmann, é a de manter componentes-padrão estocados, prontos para
a entrega nos mais diversos pontos do território nacional. “Nossa
plataforma global de produtos assegura a reposição dos componentes em
todos os continentes, sempre de acordo com nossos estilos, padrões
dimensionais e de qualidade”, afirma. |
Cuca Jorge

Rollman garante estoque de componentes-padrão |
A linha de câmaras quentes da Incoe comercializada no Brasil é bastante
completa. É formada, entre outros, por sistemas convencionais, mais
indicados para aplicações de menor valor agregado cujo objetivo principal
é a eliminação dos canais frios. Também conta com sistemas valvulados,
para aplicações como peças com elevado rigor visual, em que não são
permitidas as presenças de
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emendas frias, ou elevada precisão, resultante do
melhor controle do processo e redução da tensão exercida sobre o
material.
Os sistemas pneumáticos fornecidos têm alimentação de ar por meio de
furações, com entradas de ar dos cilindros na fase superior. Os
hidráulicos são fornecidos com tubulação dobrada, para facilitar a
montagem no molde e elevar a robustez do sistema. As passagens |
Divulgação

Sistema valvulado back to back fabricado pela Incoe |
dos tubos são previstas em projeto, para reduzir o tempo de instalação.
A empresa também fornece as placas onde são montadas as câmaras quentes
(hot halves), resistências blindadas com dois filamentos separados em cada
resistência de bico (twin heater) e uma série de outros itens especiais.
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Estoque – Há alguns anos, o porta-molde era o
carro-chefe das vendas da Tecnoserv. A crescente procura por câmaras
quentes vem alterando esse perfil. “Há uns cinco ou oito anos, as
câmaras quentes respondiam por algo em torno de 8% de nosso
faturamento. Hoje, elas representam 40%”, revela Teixeira. |
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Cuca Jorge

Sistema de câmaras quentes da Tecnoserv |
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Para o dirigente, a demanda atual das câmaras se estende para equipar
ampla variação de moldes, de resinas commodities a plásticos de
engenharia, para peças voltadas aos mais diversos
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segmentos industriais, como os de embalagens,
medicina, utensílios domésticos, industrial, automobilístico, de
eletroeletrônicos e outros. “Elas se popularizaram, os principais
transformadores estão conscientes do retorno rápido proporcionado
pelas câmaras”, justifica.
Um dos segredos da Tecnoserv tem sido o de investir bastante em peças
de reposição. “Temos estoques para pronta entrega de vários
componentes, em especial de resistências voltadas para câmaras dos
mais diversos fabricantes”, revela. Teixeira adverte: para se atingir
ganhos expressivos, os usuários devem estar bem treinados para lidar
com as câmaras. “A má regulagem da máquina pode por tudo a perder”,
avalia. Por isso, ele |
Cuca Jorge

Para Teixeira, treinamento do usuário é
fundamental |
aposta no treinamento como forma de se alcançar os resultados
esperados. “No caso da câmara quente, as ações de pós-venda são muito
importantes”, resume.
Sem crise – A Delkron, criada há 22 anos e instalada em
Mairiporã-SP, tem se beneficiado com o desenvolvimento desse nicho de
mercado. “Nós temos crescido de forma constante”, diz Kaiser. Neste ano,
com exceção do primeiro trimestre, quando foi afetada pela crise, a
empresa tem apresentado resultados muito positivos. “Desde abril estamos
crescendo 50% em relação ao mesmo período do ano passado”, revela o
diretor de engenharia.
Um dos motivos dos bons resultados tem sido o lançamento recente de um
equipamento fruto de mais de dez anos de pesquisas e testes de produção.
Trata-se do sistema de câmara quente Delkron série “E”, todo fabricado de
aço inox e com a parte elétrica encapsulada, o que resulta em vida útil
muito longa. “O sistema é praticamente isento de qualquer desgaste e da
necessidade de ajustes ou manutenções após a instalação”, informa.
O equipamento da Delkron vem composto com acessórios como sensores de
temperatura e de pressão intracavitários, que possibilitam a leitura e o
registro gráfico da moldagem, cavidade por cavidade. De acordo com o
diretor, além da vida útil superior e isenta de manutenção, o controle do
processo de injeção permite a visualização e registro de problemas na
moldagem da peça durante o ciclo de injeção. “Qualquer problema da
injetora que interfira na moldagem também é identificado no painel de
controle Delkron e registrado de forma gráfica precisa, com dados como
hora, minuto e segundo e condições nas quais foram geradas as peças”, diz.
Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, fala sobre a possibilidade
oferecida pelos equipamentos valvulados Delkron de movimentos simultâneos
de dosagem de resina e abertura da máquina injetora, sem problemas de
escorrimento de plástico entre as placas do molde que estão abertas. Essas
propriedades, na visão do diretor, permitem melhor acabamento do ponto de
entrada de resina na peça, menores índices de tensão e maior
produtividade. “A dosagem de resina pode ocorrer em paralelo à abertura do
molde, extração da peça e fechamento da máquina para o início do novo
ciclo produtivo, o que resulta em ganho de tempo produtivo. Temos
acompanhado casos em que o ciclo foi reduzido em até 25%”, informa.
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Periféricos engordam
as vendas
O mercado de câmaras quentes para moldes de injeção
também é composto por uma série de itens periféricos, voltados para a
supervisão das temperaturas da resina utilizadas ou outras funções.
Trata-se de mais um mercado promissor para os fornecedores desses
equipamentos.
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Uma das empresas a se aproveitar desse nicho é a
Polimold. Entre os aparelhos oferecidos pela empresa, destaque
para o lançamento feito na última edição da Brasilplast, realizada
em maio no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Trata-se
de um aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas
presentes nos sistemas valvulados. Antes, a empresa comercializava
aparelhos similares fornecidos por meio de terceiros. “Os novos
modelos controlam os tempos de injeção em qualquer ferramenta, não
só nas fabricadas com os nossos porta-moldes”, destaca Cleber
Silva, gerente de desenvolvimento e marketing. |
Cuca Jorge

Aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas |
A Husky também atua nesse mercado. “Desde 2008, a
empresa monta no Brasil seus controladores de temperatura”, conta o
gerente de área Paulo Brasileiro. Os modelos mais simples, de até doze
zonas, são equipados com interface sensível ao toque, proteção
elétrica nas duas fases, leitura de corrente e alocação do termopar à
zona de controle via software. “São características raramente
disponíveis para equipamentos do gênero”, garante o gerente. Os
controladores também possuem placas de controle independentes e
substituíveis no campo. “Essa característica é desejável para a
simplicidade e rapidez de manutenção”, emenda.
Controladores de temperatura também se encontram entre as atrações da
Incoe. A empresa oferece um microprocessador com até 128 zonas de
controle, com precisão em torno de 0,5 grau Celsius. Outro produto é
um dispositivo para controle das injeções sequenciais, cuja abertura
das válvulas se dá por tempo ou posição da rosca. A empresa também
destaca seus acessórios para máquinas injetoras, como filtros
homogeneizadores e bicos extensores. |
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