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O desempenho da Unipar Comercial em 2009 segue o que todo o mercado
sentiu, e deverá resultar, ao fim do ano, em patamares de crescimento na
ordem de 3%, em relação ao ano anterior. “Houve uma queda de consumo em
toda a cadeia do plástico, e nós não fugimos disso. O final de 2008 foi
muito difícil, e o primeiro trimestre de 2009 também”, confirma Utrera.
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Após o encerramento das atividades da SPP Resinas,
gradual e sem provocar distúrbios de desabastecimento, segundo
distribuidores que remanesceram ativos, a próxima jogada do xadrez da
distribuição pode ser a união entre os negócios de distribuição da
Fortymil e da Sasil, duas componentes do sistema de comercialização da
Braskem. O negócio vem sendo comentado há algum tempo, mas, de acordo
com o diretor da Fortymil, Ricardo Mason, ainda não foi concluído. Ele
“está caminhando”, mas se as conversas não se direcionarem ao final
feliz, Mason afirma que a Fortymil, na divisão de distribuição,
buscará outras formas de crescimento, mantendo o foco |

Fusão de negócios com a Sasil "está caminhando", diz Mason |
em commodities plásticas. A concretização do negócio, no entanto,
parece ser um desfecho mais coerente no panorama atual do varejo.
A empresa deve fechar 2009 com um crescimento máximo de 5%. “O mercado
está morno e, se continuar assim, 2009 será um ano razoável”, diz o
diretor da Fortymil. Para explicar essa certa resistência do segmento à
crise internacional, Mason diz que o mercado do distribuidor está focado
na indústria nacional, que fornece produtos para o mercado interno. Isso
diminui os impactos oriundos da economia internacional, pois o cliente da
distribuição não é exportador, em regra. Além disso, a carteira de
clientes de um distribuidor costuma ser ampla e heterogênea, forjando
alguma proteção natural às oscilações.
Plásticos de engenharia – Se nas commodities plásticas a
configuração dos produtores locais impõe mudanças aos seus distribuidores,
a comercialização de plásticos de engenharia aparentemente não seria
afetada. No entanto, grandes empresas estrangeiras também têm estabelecido
frentes no Brasil, em parceria ou não, como a mexicana SM Resinas, e a
norte-
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americana Muehlstein, em decorrência da necessidade
por novos mercados, perante a estagnação dos mercados maduros. “Será
melhor para as empresas internacionais ter parceiras locais”, diz João
Rodrigues, diretor-presidente da ThaThi, uma distribuidora de
plásticos de engenharia, entre eles os da DuPont.
Dentro da tendência que enxerga em seu campo de atuação, Rodrigues
engatilha uma nova parceria para 2010, sobre a qual nada mais revela.
A partir do segundo semestre de 2009, entretanto, a empresa começa a
traçar uma parceria comercial com a Pochteca, uma distribuidora
mexicana de commodities plásticas, contrariando, de certo modo, seu
foco em plásticos de engenharia. Mas as commodities entrarão no
portfólio da ThaThi apenas como |

Rodrigues enfrenta globalização com parcerias internacionais |
um complemento para clientes já existentes e um reforço no faturamento
da empresa, sem o intuito de comercializar grandes volumes, em larga
escala.
O diretor-presidente confirma algo que já era evidente na última
Brasilplast, o momento de maior penetração do PBT no mercado brasileiro.
Esse polímero tem recebido atenção especial da DuPont e passa por uma
reestruturação na “essência” de sua produção. “Alguns grades terão uma
condição comercial bastante atrativa a partir do segundo semestre desse
ano”, diz Rodrigues.
A ThaThi conseguiu retomar o patamar de faturamento pré-crise após uma
recuperação ocorrida nos últimos três meses, auxiliada pela manutenção do
IPI reduzido em segmentos consumidores de resinas de engenharia, como
automóveis, linha branca e construção civil. Caso mantenha o volume de
negócios do último trimestre e com as possíveis entradas de pequenos
volumes provenientes da parceria com a Pochteca, a empresa poderá crescer
entre 8% e 12% em 2009, um número alto em comparação ao que se ouve no
mercado. Esse otimismo vem de projetos desenvolvidos durante a crise e
queda de consumo, e que entraram em operação no segundo semestre do ano,
melhorando o faturamento da distribuidora.
Os carros, que o governo tratou de manter protegidos da “crise criada
pelos ricos”, também contribuíram para manter o faturamento da Apta, uma
distribuidora e representante com atuação nos estados do sul do Brasil e
foco em plásticos especiais. Mesmo com toda a gritaria das montadoras, o
consumo de polímeros de engenharia pelo setor automotivo foi bom nos
primeiros meses do ano, particularmente em automobilística pesada, segundo
o diretor-comercial da empresa, Marcelo Berghahn, que adiciona máquinas
agrícolas e alguns nichos menores, muito específicos, como outros bons
consumidores nos primeiros meses de 2009. O crescimento do ano deverá ser
modesto, e 5% é o objetivo buscado.
Para Berghahn, a reconfiguração da petroquímica nacional tem pouco impacto
nos negócios de distribuição da Apta, mas o diretor-comercial sugere que o
segmento de alto desempenho talvez precise de alguns ajustes, como têm
sido necessários no caso da distribuição de commodities: a limitação da
quantidade de distribuidores e uma maior organização dos atores do
mercado. “A distribuição de plásticos de engenharia já é um pouco mais
organizada, pela característica dos produtos e a maior necessidade por
assessoramento técnico. Mas é preciso um pouco mais de maturidade em
termos de capacitação dos distribuidores”, entende o diretor-comercial da
Apta, referindo-se ao fato de que há empresas que distribuem,
tradicionalmente, commodities, e agregam materiais de engenharia ao seu
portfólio sem a correspondente capacitação técnica. A inexperiência com
plásticos especiais gera casos em que o distribuidor vende o material
seguindo o mesmo padrão de comercialização da commodity, sem o devido
apoio técnico, às vezes incorrendo em erros até de precificação. “São
etapas de amadurecimento em fase final nas commodities, mas que ainda
precisam acontecer na distribuição de plásticos de engenharia”, completa
Berghahn. Ele acredita, porém, ser necessário apenas aparar pequenas
arestas, pois, de modo geral, o setor é “bem resolvido”.
Além de distribuidora de algumas produtoras de plásticos de engenharia, a
Apta é representante e distribuidora de PA, POM e PBT da Radici em todo o
sul do país. Berghahn faz questão de ressaltar o “título” de
representante, que julga ser uma prova da capacidade técnica da Apta. Ao
representar um produtor, além de realizar todo o trabalho comercial, a
empresa tem a obrigação de replicar todo o trabalho técnico realizado nas
fábricas do representado no desenvolvimento de produtos, levando-os à
clientela. Por isso, a capacitação técnica é a maior bandeira da Apta. “E
está dando muito certo”, diz o seu diretor-comercial.
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