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Mercado – De acordo com Zanetti, as perspectivas apresentadas pela
Brasilplast foram boas, embora o mercado ainda esteja abaixo do esperado.
“Os três últimos meses de 2008 foram os piores. Embora existam sinais de
recuperação, acho difícil alcançar os resultados do ano passado, quando o
mercado registrou crescimento em torno de 5%”, avaliou.
A Pavan Zanetti também viu recuar a participação das exportações. A média
passou de 30% da produção para 10%. As importações brasileiras de sopradoras
ainda não preocupam. A indústria nacional absorve o maior volume da demanda,
estimada entre 220 e 250 unidades/ano. Nas contas de Zanetti, em 2008 esse
número não superou as 180 máquinas.
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Sem arriscar os números de 2009, os especialistas do setor esperam a
retomada das vendas e a gradativa recuperação dos investimentos ao longo do
ano. “A crise internacional e a falta de crédito no mercado resultaram numa
recuada geral desde outubro do ano passado, mas achamos que já há bons
sinais para uma retomada ainda em 2009”, afirmou o sócio-gerente da Kal
Internacional, Hans Lüters. A empresa, de Bragança Paulista-SP, representa a
norte-americana Jomar no Brasil desde 1997. |
| Fabricante assegura operação ágil e grande força de
fechamento |
O desempenho da Brasilplast também ficou além do estimado em virtude do
panorama atual do mercado. “Inicialmente, estávamos com dúvidas, mas
especialmente a qualidade das visitas nos surpreendeu. A quantidade, porém,
foi menor em relação à edição anterior, em 2007. Estamos trabalhando em
diversos projetos novos e alguns reativados do ano passado.”
A Jomar fabrica desde sopradoras convencionais por extrusão, com modelos
entre 1 e 25 litros de capacidade, até as máquinas injection-blow (injeção-sopro)
para produção de frascos farmacêuticos, roll-ons de uma peça só, potes
cosméticos e outros. “Opera com todo tipo de termoplástico”, ressaltou.
O destaque ficou por conta da nova máquina de injeção-sopro híbrida, o
modelo M-135, cujo principal apelo refere-se à redução no consumo de energia
elétrica da ordem de 35%. “Isso é muito importante, se considerarmos que o
modelo convencional já consumia aproximadamente 33% menos energia que um
modelo similar da concorrência”, garantiu Lüters.
Os principais nichos de atuação da Jomar no Brasil são em embalagens para
cosméticos e farmacêuticos. “Atendemos a uma pequena parte do mercado de PET,
já que o processo de injeção-sopro opera muito bem com todos os
termoplásticos.”
A Kal Internacional também divulgou na Brasilplast as impressoras
serigráficas da Kammann para embalagens plásticas e de vidro, cilíndricas,
ovais, planas e cônicas, como frascos, copos, potes, garrafas, bisnagas,
tampas e similares. “São máquinas automáticas lineares e CNC, de uma até dez
cores, com capacidades entre mil e 12 mil frascos por hora, trabalhando
principalmente com tintas de cura UV.”
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Pintarelli ressaltou em sua máquina o baixo consumo
energético |
Reduzir o consumo de energia elétrica também foi o objetivo da Pintarelli.
Ao reestruturar sua linha de máquinas, a empresa buscou ainda melhorar a
relação custo/benefício dos equipamentos, segundo informações do diretor
Carlos Alberto Pintarelli. A empresa fabrica três séries de sopradoras,
Starmak, Versátile e Soprática, com capacidades para até 8, 6 e 5 litros,
respectivamente, desde 2005. “São linhas complementares com preços e
construções diferenciados”, afirmou.
As duas primeiras possuem versões com mesa simples e dupla. A Soprática tem
duas versões, ambas com mesa simples, e podem ser hidráulicas ou
pneumáticas. Dedicado à produção de pequenos frascos, o novo modelo
pneumático visa a reduzir o custo e o consumo de energia, além de facilitar
e simplificar a manutenção.
Assim como a Soprática, a linha Versátile também estava no estande. O modelo
possui cabeçote que permite fabricar frascos com capacidade para um litro,
em três cavidades; dois litros em duas cavidades e bombonas de cinco litros
em uma cavidade. “Trata-se de equipamento de baixo custo inicial que garante
boa produtividade e baixo consumo de energia elétrica”, disse o diretor da
área técnica, Sérgio Pintarelli.
As máquinas são projetadas com saída frontal ou lateral orientada; mesa de
sopro montada sobre guias lineares, cabeçotes exclusivos no modelo 3.2.1, e
acionamento da rosca por motor de alto rendimento e redutor do tipo pendular
com acoplamento direto, com variação de velocidade por inversor de
frequência e resistências elétricas isoladas.
Com capacidade para fabricar 25 sopradoras por ano, a Pintarelli está
confiante na recuperação do setor. “Se alcançarmos os índices de 2008,
ficaremos satisfeitos”, afirmou Carlos Alberto. Segundo ele, a Brasilplast
prospectou novos negócios e, certamente, vai influenciar nos resultados
comerciais de 2009.
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