Happy hour - O amplo estande da Polimold no evento estava repleto de mesas onde os visitantes podiam tomar drinques e saborear petiscos. A ideia agradou, os visitantes compareceram e o clima era similar ao do happy hour dos bares mais frequentados. O movimento refletiu o bom momento vivido pela empresa. “A crise existe, mas se eu me queixasse seria um mentiroso. Até o final de abril, nossos resultados estão 3% acima do orçamento previsto”, disse o presidente Alexandre Fix.

Para o dirigente, as vendas no mercado interno estão em recuperação, depois do susto ocorrido no final do ano passado. “A coisa está ruim quando falamos em exportações, elas caíram 50% nos primeiros meses do ano em relação ao início de 2008. A crise pegou forte nos outros países”, revelou. Os negócios não atingiram o patamar do mesmo período do ano passado, mas hoje a empresa atravessa melhor momento financeiro. “Ajustamos nossa equipe, cortamos estoques, estamos com o caixa em melhor situação”, informou.

A Polimold é brasileira e líder no mercado de porta-moldes, nicho para o qual oferece uma gama de medidas que permitem mais de 900 mil combinações aos projetistas. A empresa também fornece câmaras quentes e outros componentes para ferramentarias. Conta com mais de 50 máquinas CNCs, 380 colaboradores e processa por mês 350 toneladas de aço, em média. Para o segmento de porta-moldes, apresentou três novidades. “Nós agora estamos fornecendo os porta-moldes desmontados, para facilitar a manipulação das placas e o intercâmbio entre componentes na operação de montagem realizada pelos clientes”, informou Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing.
Polimold lançou aparelho de controle para sistemas de válvulas pneumáticas

Para facilitar a vida dos ferramenteiros na hora da fabricação do molde, foram adicionadas referências visuais em todo o perímetro externo das placas cavidades. “Essas referências facilitam o processo de localização do centro da placa, reduzindo o tempo de preparação para o início da usinagem”, explicou Silva. A terceira novidade ficou por conta da inclusão de rasgos de abertura dispostos nos quatro cantos das placas cavidades, voltados para auxiliar a separação e a abertura do molde.

Outros produtos de destaque da Polimold são os sistemas valvulados, indicados para a fabricação de peças em que existam mais de um ponto de injeção. Esses sistemas permitem, por meio do uso de pneumática, a fluência do material no molde de modo que evite problemas nas peças como linhas de emenda ou pontos com menor resistência mecânica. A empresa divulgou um lançamento para esse mercado: desenvolveu e passa a comercializar aparelhos de controle de movimento das válvulas pneumáticas, antes fornecidos por terceiros. “Esses aparelhos controlam os tempos de injeção em qualquer ferramenta, não só nas fabricadas com os nossos porta-moldes”, destacou Silva.

Grande porte - A MDL-Danly, empresa de origem norte-americana e hoje com capital nacional, participa do mercado de porta-moldes e componentes frios para injeção de plásticos há 18 anos, dos seus 35 de atividades, iniciadas como fabricante de bases para estampos, até hoje inclusas em sua linha produtiva. A empresa atua em todos os mercados, mas faz mais sucesso no segmento de moldes de grande dimensão, com placas de dimensões de até 2.500 mm x 2.000 mm.

Essa particularidade fez a MDL-Danly atravessar os piores momentos da crise com maior facilidade. “No passado, os transformadores produziam peças plásticas de dimensões menores. Hoje, cada vez mais eles estão fabricando peças de maior porte”, disse Estevam Horvate, gerente de vendas. A empresa aproveitou o estande montado na Brasilplast para divulgar a aquisição de novas máquinas “gigantes” de usinagem de placas na fábrica que mantém em São Paulo.

A expositora também divulgou os componentes produzidos na sua fábrica de Sorocaba-SP e aproveitou para anunciar o lançamento de buchas grafitadas para moldes grandes e colares de esferas para placas extratoras. “Nós fabricávamos esses colares apenas para exportação, mas o aumento da procura fez com que os colocássemos à disposição também no mercado interno”, disse Horvate.

Horvate: nicho de moldes gigantes ajuda MDL a atravessar a crise

O sucesso entre os gigantes não faz a MDL-Danly descuidar dos pequenos. A empresa, este ano, está dedicando especial atenção aos menores, a fim de ampliar sua participação nesse nicho de mercado. “Estamos preocupados em aumentar o leque de produtos padronizados para entrega rápida”, revelou. Nessa faixa de atuação, oferece modelos com dimensões de 180 mm x 200 mm a 600 mm x 500 mm.

Uma das surpresas agradáveis da feira, para o gerente de vendas, ficou por conta da presença em ótimo número de representantes de outros países, em especial da América do Sul. “Temos bom desempenho nas vendas para países como Argentina e Peru”, revelou. Ele também viu a exposição como oportunidade para divulgar as vantagens da padronização no mercado brasileiro. “Muitos clientes gastam mais ao usinar buchas com medidas similares às que temos na prateleira e podemos fornecer de imediato a preços acessíveis”, exemplificou.

Lançamentos – Outros importantes fornecedores de componentes para moldes também mostraram novidades na Brasilplast. A Miranda aproveitou a exposição para mostrar várias novidades, entre as quais uma série de componentes, casos de pinos, lâminas e buchas voltados para sistemas de extração, gavetas e centralizadores. “Falta hábito no Brasil para utilizar padronizados na hora da manutenção dos moldes”, justificou o gerente-comercial José de Oliveira Miranda Neto.

O executivo da Miranda reclamou da concorrência desleal no mercado de porta-moldes. “Uma das empresas baixou os preços e bagunçou o mercado”, acusou sem citar nomes. Ele viu a feira como uma oportunidade de trazer novos clientes para a casa. “Tem aparecido gente nova por aqui”, disse. As vendas da empresa, depois de uma queda no final de 2008, voltaram aos patamares do início do ano passado. “Em vista do que aconteceu com a economia, até que está bom”, conformou-se. A Miranda, também fabricante de bases de estampos e outros produtos para a indústria metalúrgica, oferece em seu catálogo mais de 500 mil combinações de porta-moldes para injeção de plásticos.
Miranda Neto: feira ajuda empresa a divulgar peças para manutenção

Com algumas centenas de milhares de combinações de porta-moldes oferecidas em seus catálogos, a Tecnoserv aproveitou a feira para anunciar alguns produtos importados de empresas que passou a representar no Brasil. Entre eles, uma nova linha de sistemas valvulados e câmaras quentes fabricados na Nova Zelândia, controladores de temperatura de câmaras quentes para moldes com até 128 cavidades, produzidos em Taiwan, e placas de isolação térmica trazidas da Alemanha.

Wilson Teixeira, diretor técnico da Tecnoserv, encontra-se entre os profissionais do ramo mais otimistas. “A crise não nos afetou com força, desde janeiro estamos conseguindo crescer em relação ao mesmo período do ano passado”, revelou. Para o profissional, a feira se mostrou surpreendente. “Tivemos visitantes de vários países e o mercado interno apresenta boas perspectivas, está havendo a retomada da economia”, garantiu.
 
Teixeira: cursos promovidos pela Tecnoserv colaboram com disseminação da padronização

Teixeira reconhece a falta de hábito de padronização existente no mercado brasileiro. “O problema existe, mas estamos procurando agir para combater o problema”, informou. A maneira de “pôr a mão na massa” foi investir em educação. “Temos promovido treinamentos gratuitos nos clientes para preparar os técnicos a utilizar melhor os moldes com câmaras quentes”, contou.

 

Outro expositor do ramo foi a Três-S, empresa bastante conhecida como fornecedora de componentes como molas, punções, pinos e extratores, entre outros. Há dois anos, a empresa entrou para o mercado de porta-moldes e está satisfeita com os resultados obtidos. “O mercado não parou de forma muito violenta, estamos passando pela crise sem muitos sustos”, diz Claudir Sandro Mori, gerente-comercial.

Entre as novidades da Três-S apresentadas na feira, encontra-se uma maior oferta de combinações de mediA empresa oferece milhares de combinações com placas de dimensões de até 450 mm x 600 mm. Os produtos foram conferidos por um bom número de visitantes. “A feira está boa, estamos travando muitos contatos novos, inclusive com empresários de outros países da América do Sul”, ressaltou Mori.

Mori: mercado para a Três-S não sofreu muito com crise econômica

Matéria-prima – Fabricantes nacionais e representantes de fornecedores internacionais de aços para a construção de ferramentas também estiveram presentes na exposição. Entre os fabricantes nacionais, a Villares Metals teve estande dos mais movimentados. Na linha de aços oferecidos, o mais vendido é o VP20 ISO, com dureza na faixa entre 30 e 34 HRC. O material está presente em aproximadamente 85% dos moldes produzidos com as matérias-primas da empresa.

O mercado de matérias-primas com dureza até 30 HRC, em que hoje a Villares Metals atua de forma tímida, é o novo alvo. Para esse nicho de mercado, a empresa lançou na feira o aço VP100. Dirigido aos fabricantes de moldes de menor porte, o produto apresenta características ressaltadas pelos profissionais da empresa. “O VP100 tem propriedades mecânicas muito homogêneas e uniformidade de dureza. Permite ótima soldabilidade, apresenta superior condutividade térmica e maior facilidade de usinagem por eletroerosão”, enumerou Osmar Donizetti, gerente de marketing. A Villares Metals também participa com vários produtos do mercado de aços com durezas superiores.
Donizetti: estamos passando pela crise sem muito susto


 

 
<<< Anterior

Próxima >>>