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Faixa intermediária - Outra expoente do mercado de flexografia, a Feva, não
tem motivos para comemorar, pois passou por momentos de turbulência, mas, no
caso, de ordem doméstica. Por isso, muito se especulou sobre a sua situação
durante a Brasilplast. Expositores do setor se perguntavam o que teria
acontecido com essa fabricante de impressoras flexográficas; alguns chegaram
a se espantar com sua presença no evento. Esse alvoroço tem uma explicação:
a Feva por muitos anos foi líder de mercado e hoje nem sabe em que posição
se encontra no ranking e há controvérsias se ela ainda está no páreo. No ano
passado, a empresa passou por sérias dificuldades financeiras, sobretudo em
virtude do término da parceria, firmada em 2002, com a fabricante
norte-americana de flexográficas Paper Converting Machine Company (PCMC).
“Com o fim do acordo, nós tivemos de arcar com a estrutura anteriormente
montada, o que ficou muito custoso e aí não aguentamos”, explicou o
gerente-comercial da Feva, Odair Cardoso.
Esse crash resultou na redução do quadro de funcionários (antes eram 250;
hoje, são cerca de cem) e em um certo retrocesso da companhia. Em três anos
de parceria, foram produzidas 29 máquinas gear-less, das quais 28 de dez
cores e uma de oito cores; em 2008, fabricou doze equipamentos convencionais
e com bastante dificuldade. “Quando acabou a parceria, a Feva assumiu o
passivo e quase ficou quebrada”, revelou Cardoso. No entanto, a participação
nesta Brasilplast teve o papel de mostrar que a empresa pretende retomar a
posição de tempos atrás. Segundo o gerente-comercial da Feva, a fabricante
está se restabelecendo e pretende voltar a oferecer ao mercado impressoras
gear-less; de momento, a ideia é atuar com um tipo de tecnologia
intermediária.
Para mostrar que está ativa, a companhia, que neste ano completa 74 anos,
optou por fazer um open-house em sua fábrica em Cotia-SP, onde o visitante
podia ver o processo de fabricação de impressoras Feva Flex Mundial de dez,
oito e seis cores. Essa família conta com uma estação de impressão com
cilindro central, estrutura dos grupos impressores via satélite e sistema de
secagem entre cores, entre outras características. Foi desenvolvida para
trocas rápidas de camisas porta-clichê, on board, pela lateral da máquina.
No estande estava exposta a laminadora Feva Flex SolventLess.
Com o foco em empresas de pequeno e médio porte, a Colorflex levou para seu
estande na Brasilplast a rebobinadeira Smart, uma versão compacta, para até
500 metros de filme. “Existia um vazio no mercado, buscamos uma brecha, ou
seja, estamos com o foco em quem não consegue fazer grandes investimentos”,
afirmou o diretor da Colorflex, José Vieira Alves.
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Para concorrer em nichos mais sofisticados,
entrou no mercado de laminação, com a laminadora Diamond,
solvent less. “Há uma tendência sem volta, quem quer se atualizar precisa de
máquina do tipo sem solvente”, explicou. Entre as flexográficas, a Colorflex
divulgou a impressora de seis cores e 1.200 m de largura, a Practica. Também
para atingir médios e pequenos convertedores, a impressora alcança a
velocidade de até 220 metros de impressão. O set-up leva entre 1h30 e 2
horas. A estratégia parece estar dando certo: no primeiro trimestre de 2009,
a fabricante cresceu 30% em relação a igual período do ano passado. |
| Practica visa às necessidades do médio e pequeno
convertedor |
A empresa se diz em condições de oferecer ao convertedor brasileiro
impressoras sem engrenagens. “Não existe limite técnico no mercado e, sim,
financeiro”, comentou Vieira. Daqui a dois anos, em média, a fabricante
estima que apresentará um modelo gear-less. Para o diretor, a flexografia é
um mercado ainda em expansão no país e, portanto, com uma demanda em
formação para modelos mais sofisticados. “O Brasil ainda não acordou para a
automação”, comentou.
O mercado de banda média é um dos que mais cresce no país. Por isso, a
Walmak exibiu a flexográfica SuperFlex WSS, de diâmetro de 1.600 mm, com
engrenagem e tambor central refrigerado, capaz de atingir velocidade de 300
metros por minuto e de realizar a troca de serviço (oito cores), em média
entre 2 horas e 2h30. A impressora conta com fusos de esfera para garantir
precisão de posicionamento de 20,83 mícrons e sistema de avanço e recuo dos
conjuntos impressores motorizados, com travamento elétrico dos conjuntos
feito automaticamente, sem uso de hidráulica, entre outras características.
| Hoje na Walmak 30% da produção é de modelos banda larga. “Os grandes pedidos
não existem mais”, comentou o gerente de vendas e marketing da Walmak,
Thiago Luis Garcia. Para ele, a flexografia ainda não se consolidou no
Brasil, o que abre espaço para outros sistemas de impressão como offset. A
companhia produz, em média, doze máquinas por ano. Essa taxa, no entanto,
tende a aumentar, pois a fabricante irá mudar de endereço para uma área
maior, onde pretende fabricar entre vinte e vinte e cinco impressoras por
ano. |
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| Superflex conta com engrenagem e tambor central
refrigerado |
A Flexo Tech não levou máquinas no estande, apenas cartazes. A ideia era
convidar os visitantes para ver suas máquinas nas empresas dos convertedores.
“Assim nossos clientes podem avaliar nossos equipamentos com todas as
dificuldades e realidades do chão de fábrica”, comentou o diretor-comercial
da empresa, Romário Zonneveld. Outra estratégia foi a de levá-los à unidade
fabril, em Curitiba. Apesar da tradição do mercado de flexografia, a
companhia tinha o objetivo na feira de demonstrar sua entrada no setor de
extrusão.
No ramo da flexografia, não apresentou lançamentos, divulgou duas máquinas:
a Solution Sleeve CNC, de seis e oito cores, e a Access 8, ambas lançadas em
2008. A primeira possui como características: camisas porta-clichê com troca
na máquina, posicionamento das unidades de impressão com acionamento por
meio de motores de passo, sistema de pré-posicionamento de formato,
relatório de produção e manutenção, entre outras. Essa máquina alavancou o
faturamento da companhia em 2008 em relação ao ano anterior. Já a Access
representa a aposta da Flexo Tech na tecnologia gear-less. A impressora,
segundo a fabricante, utiliza servomotores no acionamento e sistema CNC no
posicionamento dos cilindros, bem como camisas nos cilindros anilox e
porta-clichês.
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