CORTE E SOLDA

Máquina nacional evolui para enfrentar competição com as estrangeiras

Texto de Rose de Moraes Fotos de Cuca Jorge

As máquinas de corte e solda apresentadas na 12ª. Brasilplast evoluíram a ponto de se equiparar aos modelos fabricados nos países do Primeiro Mundo, capazes de oferecer alta produtividade, flexibilidade e tecnologia de ponta, segundo atestam seus fabricantes. A constatação foi observada entre vários fabricantes nacionais e internacionais presentes nessa edição da feira, ávidos por firmar novos contatos e parcerias no mercado brasileiro, considerado a maior plataforma de negócios de toda a América do Sul, a despeito dos efeitos da crise mundial.

As novas versões de máquinas automáticas para a produção de sacolas plásticas do tipo camiseta já são projetadas com quatro pistas e conseguem produzir 270 “batidas” por pista, ou seja, cortam e soldam 1.080 sacolas por minuto, em dimensões-padrão, com larguras de 40 mm e comprimentos de 50 mm.

“Alcançamos esse nível de produtividade graças à instalação de servomotores nos periféricos, no desbobinador, no sanfonador e também no bloco central da máquina”, explicou Farid Labaki Junior, gerente-comercial da Hece, responsável pelo desenvolvimento das novas máquinas da série EC, dedicadas ao corte e solda de polietileno, em três modelos, comercializados com duas, três ou quatro pistas.

O projeto da nova série EC foi concluído em 2008, mas o foco de vendas, por causa da retração observada nos primeiros meses deste ano, está sendo direcionado para o mercado doméstico de reposição e para o exterior, estratégias de comercialização consideradas as mais viáveis atualmente, em virtude da retração no consumo e do grande cerco feito às sacolas plásticas descartáveis, conhecidas como sacolas de supermercado.

Servomotores elevam produtividade a 270 batidas por pista, disse Labaki

“Hoje, temos que nos voltar para os fabricantes de pequenos e médios volumes, que produzem lotes desde 100 toneladas até 500 toneladas, porque as grandes indústrias que antes fabricavam sacolas estão buscando novas alternativas de produção como sacarias industriais, bobinas técnicas e laminados; ou então partindo para a produção de embalagens descartáveis”, observou Farid.

Para uma empresa com 47 anos de existência, e mais de 3 mil máquinas instaladas no Brasil e em vários outros países, os investimentos, no entanto, não podem cessar e foram conferidos em vários aprimoramentos realizados em equipamentos expostos na feira, entre os quais se destacou a veterana linha de corte e solda, fabricada há 25 anos, e com sistema para produzir sacos valvulados de PP, PE e BOPP. O modelo SC-700 III, em demonstração na feira, operava com acessório aplicador de zíper contínuo.

Outro modelo em destaque no estande da Hece foi o da máquina automática para a produção de sacos plásticos de BOPP. Projetado para cortes duplos, conta com cilindros aletados para evitar rugosidades e opera com larguras de 850 mm.

 

 
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