Historicamente, em torno de 20% do faturamento da Polimold vem de exportações. Esse valor se manteve no ano passado, mas os ventos da economia provocaram mudanças no perfil desses negócios. A valorização do real e o preço do aço prejudicaram as vendas externas dos porta-moldes. Em compensação, a empresa passou a comercializar com sucesso no exterior suas câmaras quentes e sistemas valvulados. “São produtos mais caros que os porta-moldes, nós agregamos valor às exportações”, revela Fix.

Essa alteração trouxe consequências também nas vendas realizadas no mercado interno. Com a redução do comércio internacional de porta-moldes, a ociosidade nas máquinas de usinagem gerou a oportunidade para a empresa explorar a prestação de serviços, aproveitando a demanda dos clientes pelos moldes quase prontos. “Dessa forma, também conseguimos agregar valor às vendas nacionais”, emenda Fix.

A Polimold oferece aos clientes em torno de um milhão de opções possíveis, levando-se em conta a combinação entre as dimensões das placas e as características dos diversos componentes. As dimensões máximas das placas dos modelos são de 696 mm x 996 mm. “Todos os desenhos dos nossos porta-moldes estão disponíveis na internet. O projetista pode acessar as informações e iniciar o projeto da ferramenta de forma mais ágil”, explica Silva.

Uma das vantagens importantes da empresa apontadas por Fix se encontra na excelência da empresa na fabricação de câmaras quentes, componentes cada vez mais procurados pelos clientes. Elas foram desenvolvidas pela engenharia da Polimold. “Prova da qualidade de nossas câmaras se encontra no fato de as exportarmos para vários países”, orgulha-se. Além do mercado latino-americano, onde os clientes mais significativos são a Argentina e o México, a empresa vende para vários países europeus, Estados Unidos e China. As vantagens proporcionadas pelas câmaras, como a transformação de peças sem galhos, entre outras, fazem com que a venda desses componentes nos últimos anos tenha curva ascendente também no território nacional.


Projetista acessa os desenhos via internet, ressalta Silva

Outra linha destacada é a de sistemas valvulados para câmaras quentes, também projetados pela Polimold, que igualmente fazem sucesso no mercado externo. “O sistema valvulado é bastante sofisticado e indicado para a fabricação de peças em moldes onde existam mais de um ponto de injeção”, diz Silva. Ele permite a fluência “inteligente” do material dentro do molde, e tem como finalidade evitar o surgimento de linhas de emenda ou de pontos com menor resistência mecânica.

Pequenos e gigantes – De origem norte-americana e hoje controlada por investidores brasileiros, a MDL-Danly participa do mercado nacional como fabricante de bases para estampos há 35 anos. Na área de injeção de plásticos, passou a oferecer ferramentas pré-fabricadas há 18 anos. A empresa possui três fábricas no Brasil. Duas delas, localizadas na capital paulista e em Mairinque-SP, são voltadas para a produção das estruturas dos porta-moldes.

Em Sorocaba-SP, a empresa conta com unidade voltada apenas para a fabricação de componentes para ferramentas, como buchas, pinos e outros. “Essa estrutura nos permite a pronta entrega de qualquer pino ou bucha solicitado pelo cliente”, destaca o gerente de vendas. As peças fabricadas em Sorocaba, além de atender o mercado nacional, são utilizadas pelas plantas que a empresa mantém na França e no México, além de serem exportadas para os Estados Unidos e diversos países da Europa e Ásia.

A empresa oferece milhares de combinações de porta-moldes, com placas de dimensões de até 2.500mm x 2.000mm. O filão dos moldes gigantes é motivo de sucesso. Com equipamentos como uma retífica plana tangencial usada em placas de aço com dimensões de 3.000mm x 1.500m x 1.000m ou uma furadora que produz furos de até 32mm de diâmetro e 2 metros de profundidade, tem conquistado muitas encomendas entre representantes de segmentos que utilizam peças plásticas de grande porte, como as indústrias automobilísticas, de linha branca e de eletrodomésticos. Nessas dimensões, os porta-moldes, em geral, são acompanhados de prestação de serviços extras de usinagem.

“Antes, os transformadores produziam peças plásticas menores e depois as montavam ou soldavam para obter um projeto de grandes dimensões. Hoje, cada vez mais eles estão se utilizando de grandes moldes para fabricar peças de maior porte”, diz. Por esse motivo, a empresa adquiriu novos equipamentos de grande porte para aprimorar a estrutura da fábrica de Mairinque.

O sucesso entre os gigantes não faz a MDL-Danly descuidar dos pequenos. A empresa está dedicando neste ano especial atenção aos menores, a fim de ampliar sua participação nesse nicho de mercado. “Estamos preocupados em aumentar o leque de produtos padronizados para entrega rápida”, revela Horvate. Nessa faixa de atuação, oferece modelos com dimensões de 180mm x 200mm a 600mm x 500 mm.

Endereço único – Oferecer aos clientes porta-moldes e todos os seus componentes é a estratégia adotada pela Miranda. “Isso gera muitas vantagens para os clientes: da agilidade que eles obtêm de encontrar tudo em um único endereço à condição de pagamento mais favorável”, defende Miranda Neto. Para o dirigente, a estratégia vem se mostrando muito acertada, como prova o excepcional desempenho das vendas obtido no ano passado.

Outro trunfo da Miranda é o de ampliar constantemente seu catálogo de produtos. Na última edição da Brasilplast, realizada em 2007, a empresa lançou novo catálogo, com mais de 500 mil combinações. “Hoje adotamos as normas de padronização europeias, nosso catálogo apresenta as mesmas opções oferecidas pela Polimold”, garante o dirigente.

A atividade de origem da Miranda, atuação na qual a empresa permanece até hoje, foi o fornecimento de bases de estampo e outros produtos para a indústria metalúrgica. Os porta-moldes para plástico representam em torno de 35% do faturamento da empresa, que conta com 150 funcionários.

Para atender à demanda crescente, a empresa investiu, nos últimos anos, na compra de novas máquinas de usinagem de aço. Seus modelos padronizados contam com dimensões até 1.500mm x 1.500mm, no caso das ferramentas quadradas, ou com diâmetros de até 600mm, no caso de moldes redondos. “Os moldes redondos estão cada vez menos sendo usados, mas algumas ferramentarias caseiras ainda os adquirem”, explica.


Os porta-moldes da Miranda seguem padronização européia

Com 60 funcionários e no mercado desde 1995, a Tecnoserv tem como carros-chefe de sua linha de produção os porta-moldes e as câmaras quentes, oferecidos em vários tamanhos e combinações. “Entre os padronizados, nós oferecemos 600 mil possibilidades de combinações de montagem, levando-se em conta as dimensões das placas e de seus componentes. Também fazemos modelos especiais, com dimensões diferenciadas, de acordo com a necessidade dos clientes”, diz o diretor técnico Teixeira.

Da mesma forma que seus concorrentes, o executivo enfatiza o sucesso das vendas de produtos totalmente equipados e com serviços extras de usinagem, já prontos para receber as cavidades. “Os clientes estão muito interessados em receber os porta-moldes já com furos de refrigeração e outros trabalhos, além dos acessórios necessários, como molas, pinos extratores e, em alguns casos, câmaras quentes”, ressalta.

Para ele, as vantagens dessa compra para os ferramenteiros são claras. “Os porta-moldes usinados e equipados diminuem o tempo da fabricação da ferramenta. Hoje, a redução dos prazos é fundamental para a realização dos negócios”, defende.

Todos os componentes são de fabricação própria. A Tecnoserv também comercializa resistências elétricas para bicos e manifolds destinados à reposição de peças, itens que oferece no regime de pronta entrega, além de outros acessórios dirigidos à operação de injeção. A empresa produz placas com dimensões de até 900mm x 2.000mm. “Um de nossos pontos fortes é a assistência técnica, ajudamos os clientes em todas as etapas de desenvolvimento do projeto”, garante Teixeira.

 

 

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