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Plástico avança no transporte de água A nova proposta endossada pela Sabic para disseminar o uso dos plásticos de engenharia abarca, agora, os sistemas de transporte de fluidos, como alternativa substitutiva de materiais tradicionais como cobre e latão em tubos, torneiras, válvulas e caldeiras. Como argumentos para a adoção dos polímeros termoplásticos, a empresa ressalta que o plástico oferece a possibilidade de construir sistemas de água mais limpos, seguros e rentáveis. Para tanto, relaciona benefícios como redução de custos, não exposição ao chumbo (utilizado na fabricação de ligas de latão), integração de peças e alto desempenho aliados a uma longa vida útil do produto final.
rosqueados. A intenção é compreender melhor o desempenho do polímero em tais usos e fornecer subsídios para aprimorar as resinas de modo que atendam às necessidades do mercado. O conhecimento adquirido já resultou no desenvolvimento de novos compostos avançados, com desempenho focado em situações específicas de transporte de água. Por conta de atributos como a baixa absorção de água e a estabilidade dimensional, sinônimos de melhor precisão e desempenho, as resinas Noryl (combinações amorfas de resinas de éter polifenileno e poliestireno) e Noryl GTX (polímero éter polifenileno modificado associado com poliamida) moldam componentes de medição de água e rotores de bomba. As polieterimidas constituem opção para aplicações altamente técnicas, com exigências de resistência a altas temperaturas, dimensões reduzidas e estabilidade de longo prazo em associação com aprovações para água potável; enquanto os compostos LNP Lubricomp (termoplásticos de engenharia formulados com lubrificantes internos) com carga de grafite são opções para aplicações como pistões de medidor de água, em razão de sua resistência à abrasão e ao desgaste, além da estabilidade dimensional e do baixo coeficiente de atrito. Computador “verde” – A Sabic também propõe expandir o uso de resinas na fabricação de peças para computadores e sugere ampliar as aplicações para suas linhas de polímeros parcialmente derivados de resíduos de pós-consumo, entre os quais os originados de garrafas de PET. São elas, a família de polibutileno tereftalato (Valox iQ) e as novas blendas que combinam policarbonato amorfo e resinas PBT semicristalinas (Xenoy iQ). A série de PBT formulado com base no poliéster reciclado já é usada comercialmente nos ventiladores de resfriamento dos computadores. A ideia do fabricante é estender os produtos a novas peças, como a moldagem de gabinetes e guarnições com a nova blenda. As sugestões comportam também envoltórios de dissipadores de calor e conectores, entre outros itens. Livres de halogênio (a empresa emprega uma tecnologia exclusiva de retardante à chama), as resinas Valox iQ propiciam redução de energia de processamento e as emissões de carbono. Os produtos favorecem os fabricantes em prol de uma atuação mais ecológica e atendem à diretiva WEEE da União Europeia para o descarte de equipamentos elétricos e eletrônicos (waste electrical and electronic equipment). Além disso, podem atender aos requisitos opcionais de seleção de materiais da EPEAT – Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produtos Eletrônicos (Electronic Product Environmental Assessment Tool), o que favorece os fabricantes a obter a certificação ouro. A proposta da Sabic envolve até a fiação eletrônica, com a indicação de uso das resinas de éter de polifenileno modificado (Noryl Flexible) com retardante à chama livre de halogênio, com desempenho de processamento equiparado ao do policloreto de vinila e benefícios como baixa gravidade específica e melhor resistência à abrasão. Além de atender às regulamentações existentes (RoHS e WEEE), os produtos são certificados conforme as especificações UL1581 para 80 C, 90 C e 105 C e usados em várias configurações de cabos em todo o mundo. Maria A. de Sino Reto |
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