esse M conjunto de atributos, os silicones e seus derivados são empregados como selantes, lubrificantes, espumantes, isolantes elétricos, revestimentos, solventes (em lavagem a seco), e na confecção de peças elastoméricas para inúmeras indústrias, mas, por se tratar de especialidades químicas, com preços elevados, se destinam a aplicações de alto valor agregado. No Brasil, pela inexistência de algumas das indústrias consumidoras cativas, ou pelo fato de haver substitutos mais baratos como insumos para outras, a demanda ainda é baixa, em comparação à dos mercados norte-americano, europeu e asiático.
de tantos tipos diferentes de silicones, desde líquidos (os óleos), até as borrachas (os elastômeros). A cadeia principal alternando átomos de silício e oxigênio também explica a termoestabilidade dos silicones em comparação às resinas plásticas, pois a energia da ligação Si-O, de 451 kJ/mol, é cerca de 30% maior que a da ligação C-C, de 352 kJ/mol.
Proximidade aos plásticos – O polissiloxano possui aplicações relacionadas com a indústria de plásticos, pois ele também pode ser moldado em peças, embora o processo de formagem seja substancialmente diferente. Além disso, o produto é utilizado na indústria de resinas como aditivo, ou para facilitar a desmoldagem de peças. O polímero empregado na produção de partes moldadas, no entanto, é uma borracha, apesar de já existirem silicones termoplásticos no mercado, porém com volumes ainda muito menores que os dos elastômeros. A alemã Wacker, em três de suas cinco divisões, fabrica produtos ligados à tecnologia do silício: placas delgadas (wafers) de silicone para a manufatura de semicondutores, silício hiperpuro para aplicação em semicondutores e indústria eletrônica (principalmente em painéis para geração de energia solar), e silicones propriamente ditos, incluindo fluidos, emulsões, resinas, elastômeros e selantes, além de silanos e sílica pirogênica.
agrupamentos pertencentes a cadeias diferentes estabelecerem ligações entre si. Forma-se algo semelhante a uma teia tridimensional com propriedades mecânicas muito superiores, fenômeno denominado reticulação, cura, ou, inapropriadamente, vulcanização – designação específica para a reticulação com enxofre. A cura costuma ser feita pela passagem em túnel de ar quente a 300ºC, embora também possa ser utilizado banho de vapor. O cabeçote de extrusão, também ao contrário do processamento de termoplásticos, não pode ser aquecido. Aliás, ele precisa ser resfriado a temperaturas entre 20ºC e 25ºC. O aquecimento acidental do cabeçote acarretaria o desenlace do processo de cura, o entupimento do equipamento e a desagradável necessidade de desmontagem para a remoção da borracha curada na etapa incorreta.
residual seja eliminado. Isso é necessário porque o agente de cura pode provocar a degradação do polímero. “A pós-cura não é uma regra. Ela depende da aplicação, e geralmente é requerida quando se pretende uma estabilidade térmica melhor, uma deformação permanente menor, o contato com alimentos ou o uso em aplicações médicas”, explica o químico de aplicação. Aplicação – A utilização desses elastômeros é realmente muito diversa. A borracha de silicone HTV é bastante empregada na confecção de mangueiras automotivas, principalmente para caminhões e ônibus, graças à excelente estabilidade térmica e resistência dinâmica, e em capas de vela, sendo os requisitos principais a proteção contra umidade e poeira e isolamento elétrico. Anéis e retentores em geral, para máquinas, carros e equipamentos industriais, são feitos de silicone por causa da boa resistência do material a óleo, à estabilidade térmica, à baixa deformação permanente e à estabilidade em baixas temperaturas. Coxins de escapamento, que são as peças que fixam o escapamento à parte inferior dos automóveis, ficam próximos do motor, às vezes bem perto do local onde ocorre a combustão ou onde se localiza o catalisador, e também são feitos de HTV, em razão das propriedades de resistência térmica. Cabos elétricos de silicone se beneficiam da resistência elétrica do material. Nessa aplicação, também são usados termoplásticos, como o polietileno reticulado (XLPE ou PEX, de cross-linked polyethylene) e o PVC, mas Schmitz ressalta que a estabilidade térmica do silicone é muito maior. Além disso, o PVC, ao queimar-se, pode produzir cloreto de hidrogênio (HCl), corrosivo e tóxico, ao passo que a combustão do polissiloxano gera apenas sílica e CO2, em quantidades pequenas. O PVC sofre a concorrência da borracha também em artefatos médicos, como balões, membranas, tubos e catéteres, principalmente pelo baixo teor de halogênios do elastômero. |
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