Cultura
da automação cresce As vendas se encontravam em patamar para lá de satisfatório até o mês de outubro. A crise econômica internacional provocou um arrefecimento na demanda. Os principais fornecedores de robôs de três eixos, voltados para a automação das máquinas injetoras, da mesma forma que representantes de todos os demais segmentos da economia, não sabem ao certo o que vai acontecer. O quadro não está claro, mas existe pelo menos um bom motivo para se manter o otimismo. A percepção é unânime: os investimentos em automação parecem ser irreversíveis para os transformadores interessados em se manter competitivos no mercado. E o índice de automação da indústria brasileira ainda é bastante reduzido. O potencial do mercado é enorme e as vendas devem voltar em breve a um nível satisfatório, a não ser que ocorra uma catástrofe econômica nos próximos meses.
consolidação no Brasil das montadoras japonesas e de suas respectivas fornecedoras de autopeças. Sem falar nos produtores de eletroeletrônicos japoneses que estão fazendo sucesso por aqui. “Marcas como Honda, Toyota, LG e Samsung dão preferência aos parceiros que mantêm no exterior. Nossa perspectiva é de crescimento das vendas em 2009”, afirma Roberto Eiji Kimura, diretor da empresa.
resultado, o diretor explica que a forte oscilação no valor do dólar nas últimas semanas fez com que vários clientes antecipassem as compras. “Estamos com a carteira fechada até fevereiro. Por enquanto, a crise não tem nos incomodado”, comemora.
ano estávamos superando os resultados do ano passado até outubro, mas a crise fez os nossos clientes diminuírem o ritmo das compras. Alguns projetos foram suspensos até que se definam com maior clareza os rumos da economia”, diz Milito. Otimismo dos executivos à parte, há motivos para preocupações. Um deles é o desempenho das vendas de veículos. As três empresas admitem que nos últimos anos as montadoras e a indústria de autopeças foram os principais compradores de robôs. O resultado se deve ao fato da indústria automobilística ter apresentado desempenho excepcional no Brasil. Com problemas de restrições de crédito aos consumidores, os números de novembro mostraram forte queda nas vendas de veículos. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas no mês foram de 177.906 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, número 25,66% inferior ao de outubro. Caso o desempenho do setor seja negativo nos próximos meses, esse é um fator que pode prejudicar os fornecedores de robôs. Outros segmentos importantes podem ser afetados, como os das indústrias de eletroeletrônicos e de linha branca. Uma crise com a construção civil também pode prejudicar a venda de equipamentos. O mesmo raciocínio vale se uma retração atingir o setor de embalagens, em especial as de alimentos e cosméticos, também bons compradores de soluções de automação nos últimos anos. Para os fabricantes de embalagens, a automação protege as linhas de produção de impurezas, cuidado altamente desejado pelos clientes. Cultura – Forte aliada dos fornecedores de robôs, a disseminação da cultura de automação entre os transformadores nacionais é uma arma capaz de garantir a expansão do mercado nos próximos anos. O sucesso alcançado nos últimos anos pelas empresas do ramo não é à toa. Com a utilização do equipamento, os ciclos se tornam repetitivos e asseguram peças injetadas dentro das características imaginadas, impossíveis de serem obtidas com trabalhadores manuais. O índice de perdas se reduz bastante. No caso das peças que precisam de ótima aparência, os robôs impedem prejuízos causados por acidentes com quedas ou manuseio inapropriado. O mesmo ocorre com as peças de grande porte, como pára-choques e painéis de automóveis, difíceis de serem transportadas pelos seres humanos. Nas linhas de produção com ciclos muito rápidos, a automação permite que as máquinas operem sem parar, 24 horas por dia. |
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