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Pesquisa mostra evolução da reciclagem brasileira Mesmo com o parco apoio do poder público, a revalorização brasileira dos plásticos avançou a passos largos nos últimos anos. A atividade, considerados rejeitos industriais e pós-consumo, registrou crescimento médio anual de 9,2%, no espaço de 2003 a 2007. A avaliação específica da reciclagem mecânica de material pós-consumo exibe salto maior: 13,7%. O cálculo do índice de reciclagem mecânica de plástico pós-consumo resulta da divisão do volume de plástico reciclado pelo plástico gerado. Essas taxas posicionam o país em oitavo lugar no ranking mundial, liderado pela Alemanha (31,0%), Bélgica (27,7%) e Suécia (26,2%). Os dados, baseados em 2007, constam de pesquisa da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, divulgada no final de novembro, elaborada pela Maxiquim Assessoria de Mercado.A quantidade de recicladoras apresentou crescimento anual de 14,6%. Por conta dessa alta, a geração de empregos diretos cravou 17,3% de aumento anual. O faturamento bruto cresceu 12,1% ao ano e atingiu R$ 1,8 bilhão em 2007. Os resultados do estudo apontam liderança absoluta da região Sudeste em número de empresas – concentra 464 revalorizadoras, de um total de 780 distribuídas pelo país. Só essa região recupera 577.540 toneladas de plásticos. No ano-base do levantamento, o mercado brasileiro reciclou quase um milhão de toneladas de plástico, 556 mil das quais referentes a material de pós-consumo, com predomínio do PET, que sozinho responde pelo volume de 289 mil toneladas. Bem distribuído, os mercados consumidores
Privilegiar a coleta seletiva significa melhorar a qualidade da sucata, pois um dos principais entraves à reciclagem reside no fato de os descartes plásticos se encontrarem contaminados com resíduos orgânicos. Outro problema é a separação dos diferentes tipos de resina, muitas vezes incompatíveis entre si.
Uma das soluções defendidas por Assis consiste na adoção no país da reciclagem energética, que recupera a energia contida nos resíduos sólidos urbanos na forma de energia elétrica ou térmica, tendo no material plástico a fonte combustível (ver PM 395, de setembro de 2007, pág. 13). A opção não substitui a reciclagem mecânica, o melhor caminho para o reaproveitamento do plástico proveniente da coleta seletiva. O processo mecânico de reciclagem efetua a conversão dos descartes industriais ou de pós-consumo em grânulos, reutilizados na produção de outros produtos, de qualidade próxima à obtida com resinas virgens. A favor dos produtos reciclados também conta o fato de boa parte das aparas plásticas serem reutilizadas na própria indústria que as gerou. Esses descartes da produção pouco perdem de suas propriedades.
A reciclagem energética constitui uma importante alternativa para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos e o plástico direcionado para esse tipo de processo seria aquele contaminado com resíduos orgânicos e, portanto, impróprio para reciclagem mecânica, além de dar uma destinação a produtos como laminados e co-extrudados, pela impossibilidade de separação dos materiais, inviabilizando-os para o sistema mecânico de reaproveitamento. Entre as ações para impulsionar a reciclagem energética, Assis destacou que a Plastivida está desenvolvendo um projeto nas petroquímicas com a finalidade de implantar o sistema na unidade da Quattor no Rio de Janeiro, nas fábricas da Bahia e do Rio Grande do Sul da Braskem, e, ainda, no futuro complexo do Comperj, no Rio de Janeiro. A pesquisa divulgada pela entidade dá seqüência a uma série de estudos empreendidos pela Plastivida, iniciados por censos regionais e divulgados desde 2000. Os levantamentos mais recentes, realizados pela Maxiquim (o último datava de 2005), como o deste ano, se basearam em metodologia do IBGE. A intenção da Plastivida é de caracterizar, dimensionar e analisar o desenvolvimento da reciclagem dos plásticos no país. M. A. S. R. |
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