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Na área das resinas, os destaques ficaram para o poliéster insaturado, da Royalplast, utilizado nos segmentos automobilísticos, de piscinas, banheiras e pias etc. Entre os aditivos, figuraram os produtos da BYK para a fabricação de gelcoat, pintura especial de peças de composites, e o aditivo C 8000, para a fabricação de peças de resinas poliéster e éster-vinílicas, que exigem altas propriedades mecânicas, além das linhas de sílica precipitada e alumina hidratada, da americana Huber; sílica pirogênica, para controle de reologia de resinas e gelcoat; e a linha negro-de-fumo, utilizada como pigmento para plásticos em geral, da Cabot.

Automóveis - Quem passava na rua B2 do Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, parava para dar uma olhada no carro-robô, em exposição no estande da Bandeirante Brazmo. A carroceria é feita de fibras de carbono e de vidro, esta última distribuída pela empresa. “Nós fornecemos o produto e o suporte técnico”, disse o diretor de vendas Tadeu de Souza. O FEI X-20, um roadster capaz de se guiar sozinho, sem a intervenção do motorista, é um projeto do Centro Universitário da FEI, antiga Faculdade de Engenharia Industrial. “Quisemos mostrar que somos provedores de conhecimento, com essa parceria entre a empresa e a universidade”, falou Souza.

A carroceria foi projetada em um processo de simulação computacional na EDAG, em São Bernardo do Campo-SP, empresa alemã que fornece serviços e tecnologias para montadoras de todo o mundo. A carroceria também contou com o acabamento do gelcoat da BYK, representada da Bandeirante Brazmo. “O carro representa uma solução completa”, explicou Souza.

O segmento de transporte tem se revelado o mais significativo para os compósitos. De acordo com a Abmaco, a área responde por 30% do faturamento do setor, sendo seguida pela construção civil, com 27%. Depois estão: energia, náutico, corrosão, eletroeletrônicos e lazer (brinquedos). Por isso, entre os destaques da mostra figuraram no estande MVC Artecola/Marcopolo várias peças representando o setor automotivo, como capô, spoiler frontal, aerofólio e máscara de farol, entre outros. A empresa também apresentou um posto policial, revestido externamente com plástico reforçado com fibra de vidro e núcleo de isopor e paredes internas. Entre os transformados também atraiu muita gente um ultraleve Quasar, exposto no estande da Aeroálcool, de Franca-SP.

PU sustentável - Desde 1937, quando o alemão Otto Bayer concluiu que a reação química de poliadição entre um poliol e um isocianato originava o PU, muita coisa mudou no mercado, como a ampliação das diversas aplicações, nas indústrias de calçados, automóveis, eletrônicos, e na construção civil, entre outras. No entanto, independentemente dessa variedade, a tendência apontada hoje se revela na adoção de produtos considerados amigos do ambiente.


Souza buscou desenvolvimentos conjuntos com a universidade


Carro-robô: carroceria de fibras de
carbono e de vidro


Ultraleve atraiu muita gente no estande da Aeroálcool

A Lanxess aproveitou o evento para divulgar os retardantes de chama base fósforo para PU. Sendo assim, a unidade de negócios Functional Chemicals apresentou as marcas Disflamoll e Levagard, retardantes fosforados livres de halogênios, além de propagar a Mesamoll, linha de plastificante, muito utilizada no processo de limpeza e lubrificação de máquinas de injeção de PU. Em sua participação, a companhia se fez presente com a Unidade de Negócios Rhein Chemie (RCH) e destacou a linha de reticulantes, com produtos que permitem ligações capazes de aumentar o grau de interação das moléculas, promovendo a adesão de duas superfícies diferentes de plásticos, sobretudo na indústria automotiva. Os negócios da Lanxess se voltam para o desenvolvimento, produção e vendas de especialidades químicas, plásticos, borrachas e químicos intermediários. No Brasil, a companhia possui unidades em São Paulo, Porto Feliz-SP, São Leopoldo-RS e Recife-PE.

A preocupação com o meio ambiente levou a Envirofoam do Brasil Polióis / EDB, de Curitiba-PR, a desenvolver o poliol à base de óleo de soja, com tecnologia de ponta para uso em seus sistemas de PU. Segundo o consultor de negócios Genésio Raimundo, o produto possui boa flexibilidade e permite a aplicação em diversos segmentos como nas indústrias de refrigeração, isolamento em geral, construção civil, moveleira, esportiva, automotiva e de adesivos. No caso da aplicação para isolamento térmico e refrigeração, a espuma formulada com o poliol à base de óleo de soja tem boa adesão em diferentes materiais como aço, folhas de outros metais, concreto e fibra de vidro. Os sistemas são desenvolvidos e indicados para serem aplicados em máquinas de alta e baixa pressão, atendendo, assim, às necessidades específicas de cada indústria transformadora. “O nosso foco é a fonte renovável”, concluiu Raimundo.

A preocupação com a sustentabilidade dos processos industriais também se viu na Purcom, de Barueri-SP. A empresa desenvolveu uma espuma (PU biodegradável) para substituir o isopor, feita de poliol de fonte  renovável. “Tenho uma ampla linha verde”, apontou o diretor Gerson Carlos Parreira Silva. Vários exemplos de produtos estavam expostos no estande,


Silva exibiu peças confeccionadas com elastômeros "verdes"

como uma peça de elastômero spray de poliuréia pura, usada no revestimento de pisos industriais, sem VOC (composto orgânico volátil), e assento para trator flexível moldado com espuma produzida à base de MDI, com 10% de poliol de fonte renovável.

A fim de não concorrer com os grandes do setor de PU, como Dow e Bayer, a Purcom expôs novidades desenvolvidas sob medida para alguns clientes. Silva cria projetos específicos para conquistar maior participação no mercado. Esse foi o caso de um tapete de trator que era de borracha e a empresa desenvolveu em PU para atender a uma solicitação da Caterpillar. “Nós buscamos market-share de outros materiais e não de concorrentes do nosso setor”, comentou Silva. Para ele, o mercado de PU tem muito a avançar. Hoje representa 3,5% da indústria do plástico, mas o índice deveria ser de 7%, segundo ele.

Outra reclamação de Silva diz respeito à falta de normas do mercado de PU, mas não é só dele. A Comissão Setorial de Poliuretanos da Abiquim detinha um estande na feira, no qual tratou desse e de outros assuntos. A comissão divulgou na mostra que participa de forma intensa na elaboração de normas técnicas para painéis de PU, e continua atuando em favor do estabelecimento de normas para a utilização de sprays de PU na construção civil. A previsão é de que o pedido oficial da abertura da comissão de estudos seja encaminhado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 2009. Mais uma preocupação se dá em relação à qualidade dos colchões e colchonetes feitos com espuma de PU. Um programa elaborou um regulamento de avaliação da conformidade e, segundo o coordenador da Comissão Setorial de PU, este vai garantir um padrão de qualidade para o mercado de colchões de PU.

No segmento de poliuretanos, além das linhas de aditivos da BYK, Cabot e Marbo, a novidade no estande da Bandeirante Brazmo se deu com a divulgação da parceria com a norte-americana Arch Chemicals, que atua com linha de polióis especiais utilizada pelas casas de sistemas (formuladores) no segmento de elastômeros, poliuréias, TPU, adesivos, selantes e espumas especiais.

Adesivos - A Amino, de Diadema-SP, lançou dois produtos: o adesivo base água para espumas e as espumas viscoelásticas ALL MDI. O primeiro é desenvolvido para uso em spray. De acordo com Roberta Diegues Moita, responsável pelo marketing e comunicação da empresa, o lançamento representa uma nova geração de adesivos, com melhores propriedades, capazes de serem ajustadas em especial às aplicações que determinam o tempo de contato (reatividade) e a estabilidade da formulação. Além disso, o adesivo apresenta baixo odor, aceita pigmentos e conta com excelente estabilidade ao envelhecimento, conforme Roberta explicou.

Já as espumas viscoelásticas ratificam o aumento da utilização em colchões e travesseiros. Para Roberta, o produto tem um comportamento diferenciado e único, em relação às espumas viscoelásticas convencionais feitas à base de TDI. “Tem alto índice de produtividade e processabilidade, além de apresentar baixo odor, melhor custo/benefício e estar em conformidade com as normas internacionais, entre outras características”, comentou.

Com a matriz localizada em Osasco-SP, a Arinos falou sobre a tecnologia dos aditivos e sistemas de PU que adquiriu da Politivos, somando-a aos produtos da Dow Química, Momentive, Milliken e Bayer. Um dos focos de sua participação foi justamente o de mostrar essa nova parceria. “Agregamos ao nosso negócio produtos especiais”, disse o gerente técnico da Arinos, Dauro Alves. No estande, a Arinos mostrou a linha de agentes de expansão ecológicos Methylal, da européia Lambiotte. O produto é usado na Europa em espumas rígidas, flexíveis, integral skin e microcelular, além de ser um aditivo para os sistemas monocomponentes, em espumas rígidas, sendo utilizado em blocos, painéis e tubulações etc. Outro destaque ficou por conta dos sistemas de elastômeros da australiana ERA Polymers, e dos sistemas de PU base poliol de fonte renovável (soja) e os polióis para sistema bloco viscoelástico. “Estes últimos são usados para a produção de colchões e travesseiros e têm tido grande aceitação”, afirmou Alves.

 

 

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