Na área das resinas, os destaques ficaram para o poliéster insaturado, da Royalplast, utilizado nos segmentos automobilísticos, de piscinas, banheiras e pias etc. Entre os aditivos, figuraram os produtos da BYK para a fabricação de gelcoat, pintura especial de peças de composites, e o aditivo C 8000, para a fabricação de peças de resinas poliéster e éster-vinílicas, que exigem altas propriedades mecânicas, além das linhas de sílica precipitada e alumina hidratada, da americana Huber; sílica pirogênica, para controle de reologia de resinas e gelcoat; e a linha negro-de-fumo, utilizada como pigmento para plásticos em geral, da Cabot.
A Lanxess aproveitou o evento para divulgar os retardantes de chama base fósforo para PU. Sendo assim, a unidade de negócios Functional Chemicals apresentou as marcas Disflamoll e Levagard, retardantes fosforados livres de halogênios, além de propagar a Mesamoll, linha de plastificante, muito utilizada no processo de limpeza e lubrificação de máquinas de injeção de PU. Em sua participação, a companhia se fez presente com a Unidade de Negócios Rhein Chemie (RCH) e destacou a linha de reticulantes, com produtos que permitem ligações capazes de aumentar o grau de interação das moléculas, promovendo a adesão de duas superfícies diferentes de plásticos, sobretudo na indústria automotiva. Os negócios da Lanxess se voltam para o desenvolvimento, produção e vendas de especialidades químicas, plásticos, borrachas e químicos intermediários. No Brasil, a companhia possui unidades em São Paulo, Porto Feliz-SP, São Leopoldo-RS e Recife-PE. A preocupação com o meio ambiente levou a Envirofoam do Brasil Polióis / EDB, de Curitiba-PR, a desenvolver o poliol à base de óleo de soja, com tecnologia de ponta para uso em seus sistemas de PU. Segundo o consultor de negócios Genésio Raimundo, o produto possui boa flexibilidade e permite a aplicação em diversos segmentos como nas indústrias de refrigeração, isolamento em geral, construção civil, moveleira, esportiva, automotiva e de adesivos. No caso da aplicação para isolamento térmico e refrigeração, a espuma formulada com o poliol à base de óleo de soja tem boa adesão em diferentes materiais como aço, folhas de outros metais, concreto e fibra de vidro. Os sistemas são desenvolvidos e indicados para serem aplicados em máquinas de alta e baixa pressão, atendendo, assim, às necessidades específicas de cada indústria transformadora. “O nosso foco é a fonte renovável”, concluiu Raimundo.
como uma peça de elastômero spray de poliuréia pura, usada no revestimento de pisos industriais, sem VOC (composto orgânico volátil), e assento para trator flexível moldado com espuma produzida à base de MDI, com 10% de poliol de fonte renovável. A fim de não concorrer com os grandes do setor de PU, como Dow e Bayer, a Purcom expôs novidades desenvolvidas sob medida para alguns clientes. Silva cria projetos específicos para conquistar maior participação no mercado. Esse foi o caso de um tapete de trator que era de borracha e a empresa desenvolveu em PU para atender a uma solicitação da Caterpillar. “Nós buscamos market-share de outros materiais e não de concorrentes do nosso setor”, comentou Silva. Para ele, o mercado de PU tem muito a avançar. Hoje representa 3,5% da indústria do plástico, mas o índice deveria ser de 7%, segundo ele. Outra reclamação de Silva diz respeito à falta de normas do mercado de PU, mas não é só dele. A Comissão Setorial de Poliuretanos da Abiquim detinha um estande na feira, no qual tratou desse e de outros assuntos. A comissão divulgou na mostra que participa de forma intensa na elaboração de normas técnicas para painéis de PU, e continua atuando em favor do estabelecimento de normas para a utilização de sprays de PU na construção civil. A previsão é de que o pedido oficial da abertura da comissão de estudos seja encaminhado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em 2009. Mais uma preocupação se dá em relação à qualidade dos colchões e colchonetes feitos com espuma de PU. Um programa elaborou um regulamento de avaliação da conformidade e, segundo o coordenador da Comissão Setorial de PU, este vai garantir um padrão de qualidade para o mercado de colchões de PU. No segmento de poliuretanos, além das linhas de aditivos da BYK, Cabot e Marbo, a novidade no estande da Bandeirante Brazmo se deu com a divulgação da parceria com a norte-americana Arch Chemicals, que atua com linha de polióis especiais utilizada pelas casas de sistemas (formuladores) no segmento de elastômeros, poliuréias, TPU, adesivos, selantes e espumas especiais. Adesivos - A Amino, de Diadema-SP, lançou dois produtos: o adesivo base água para espumas e as espumas viscoelásticas ALL MDI. O primeiro é desenvolvido para uso em spray. De acordo com Roberta Diegues Moita, responsável pelo marketing e comunicação da empresa, o lançamento representa uma nova geração de adesivos, com melhores propriedades, capazes de serem ajustadas em especial às aplicações que determinam o tempo de contato (reatividade) e a estabilidade da formulação. Além disso, o adesivo apresenta baixo odor, aceita pigmentos e conta com excelente estabilidade ao envelhecimento, conforme Roberta explicou. Já as espumas viscoelásticas ratificam o aumento da utilização em colchões e travesseiros. Para Roberta, o produto tem um comportamento diferenciado e único, em relação às espumas viscoelásticas convencionais feitas à base de TDI. “Tem alto índice de produtividade e processabilidade, além de apresentar baixo odor, melhor custo/benefício e estar em conformidade com as normas internacionais, entre outras características”, comentou. Com a matriz localizada em Osasco-SP, a Arinos falou sobre a tecnologia dos aditivos e sistemas de PU que adquiriu da Politivos, somando-a aos produtos da Dow Química, Momentive, Milliken e Bayer. Um dos focos de sua participação foi justamente o de mostrar essa nova parceria. “Agregamos ao nosso negócio produtos especiais”, disse o gerente técnico da Arinos, Dauro Alves. No estande, a Arinos mostrou a linha de agentes de expansão ecológicos Methylal, da européia Lambiotte. O produto é usado na Europa em espumas rígidas, flexíveis, integral skin e microcelular, além de ser um aditivo para os sistemas monocomponentes, em espumas rígidas, sendo utilizado em blocos, painéis e tubulações etc. Outro destaque ficou por conta dos sistemas de elastômeros da australiana ERA Polymers, e dos sistemas de PU base poliol de fonte renovável (soja) e os polióis para sistema bloco viscoelástico. “Estes últimos são usados para a produção de colchões e travesseiros e têm tido grande aceitação”, afirmou Alves. |
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