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Amigos do ambiente - No quesito novidades, a Reichhold do Brasil não ficou atrás. Levou para o estande quatro lançamentos. O gerente de desenvolvimento de mercado da companhia, Alexandre Nogueira, falou da linha de gelcoat Norpol SVG, cujo diferencial é a diminuição da taxa de emissão de voláteis no ambiente. “Lançamos hoje um produto consagrado, como o Norpol, associado ao conceito de sustentabilidade”, explicou. Outro destaque se referiu ao Norpol VBC, uma barreira química para qualquer peça em compósito, sobretudo barcos, piscinas e afins. Trata-se de uma camada entre o laminado e o gelcoat, capaz de conferir melhor acabamento superficial ao plástico reforçado, e ao produto final, tem também a função de melhorar a estética e reduzir o print-through (marcas de fibras), e garantir resistência ao blistering (bolhas osmóticas).

A aposta atual da Reichhold do Brasil se dá em relação aos processos de molde fechado. Por isso, Nogueira enfatizou o sistema de infusão para o uso nas indústrias automotiva e náutica. “É algo novo no Brasil e agrega no sentido de promover o desperdício zero e não agredir o


Nogueira exibiu cubas feitas com resinas de baixa emissão de voláteis

ambiente”, disse. Essa escolha não se dá por acaso; entre os processos, a infusão é um dos mais representativos. Segundo a Abmaco, esse sistema responde por 28% do total. O RTM representa 9%, sendo seguido por taxas pífias: filament winding (4%), BMC - Bulk Molding Compound - e laminação contínua (2% cada), pultrusão e SMC - Sheet Molding Compound (1% cada).

Para acompanhar essa idéia, a empresa expôs a Polylite 33220-00, uma resina desenvolvida para a aplicação no processo de infusão a vácuo, que proporciona baixa contração, reduzindo o efeito de print-through, e sua baixa viscosidade permite, segundo o fabricante, excelente umectação nas fibras de vidro. No estande mostrou ainda a Polylite10324, uma resina destinada para o processo casting. Uma cuba, transformada pela Sintec do Brasil, foi utilizada para apresentar uma das suas aplicações. O produto substitui a pedra, o aço e o mármore, na medida em que tem alta resistência a intempéries e uma superfície lisa.

Líder na fabricação de resinas sintéticas no Brasil, a companhia possui fábrica e centro de pesquisas e desenvolvimento em Mogi das Cruzes-SP, além de outra instalação em Simões Filho-BA. Os negócios estão indo bem. Em relação ao ano passado, a empresa cresceu 23%, nos primeiros nove meses do ano. De acordo com Nogueira, esse número é reflexo da boa aceitação do mercado à estratégia de promover produtos direcionados a ambientes agressivos. “O mercado de composites, com crise ou sem crise, anda sozinho”, afirmou.

Na trilha dos produtos sustentáveis, a Ara Ashland reservou para o evento a apresentação da família de resinas termofixas de fonte renovável Envirez, resultado do desenvolvimento de uma tecnologia para substituir o glicol derivado do petróleo pelo obtido do processamento da soja. A resina conta com as mesmas propriedades daquelas derivadas da nafta e pode ser transformada em moldes abertos ou fechados. Em fase de pré-marketing, a empresa tem capacidade para 15 toneladas/mês neste início da produção.

A resina fenólica líquida Arofene representou outro lançamento da Ara Ashland. Produzida na unidade de Campinas-SP, a resina se destina a aplicações de compósitos expostos a ambientes agressivos. O produto é auto-extinguível e apresenta baixa emissão de fumaça. A Modar, resina base acrílica também foi destaque, por suas propriedades de retardância à chama e reduzido índice de toxicidade. O evento serviu ainda de palco para a apresentação oficial da resina Arotool. Baseado em epóxi modificado, o produto se volta para a fabricação de moldes, pois confere baixas taxas de contração.

Parcerias - Além dos produtos, a empresa aproveitou a visibilidade da Feiplar para divulgar ao mercado que em 2009 será concluído o processo de transição entre a Ara Química, de Araçariguama-SP, e o grupo norte-americano Ashland Inc. O acordo feito em 1999 estabeleceu que dez anos após o início da joint venture o controle da companhia passaria para a Ashland.

Outros anúncios marcaram o evento, como a parceria da Polinox, fabricante brasileira de peróxidos orgânicos e ceras desmoldantes, com a Syrgis, líder no mercado norte-americano de peróxidos. Com o acordo, segundo o diretor da Polinox, Roberto Pontifex, a companhia agregou a seu portfólio uma série de especialidades e passou a comercializar cerca de 20 toneladas/mês de produtos Syrgis – no caso, peróxidos destinados a processos como o BMC, SMC, RTM e infusão. “Nós representamos e distribuímos as especialidades da Syrgis no Brasil e em toda a América do Sul”, contou Pontifex.

Uma das principais vantagens dessa parceria se revela na oferta de blendas ao mercado brasileiro. “São soluções exclusivas para algumas aplicações específicas”, completou o diretor. Ele ressaltou a mistura do  peróxido de metil-etil-cetona


Pontifex divulgou especialidades de sua nova parceira Syrgis

(MEKP) com peróxido de cumeno, denominada MCP. A blenda reduz a exotermia e é indicada para o processo de infusão de laminados com espessuras elevadas e/ou produzidas com resinas éster-vinílicas. À tradicional família de produtos próprios, os peróxidos de metil-etil-cetona, Brasnox, TecnoxSuper e Perbenzox, somaram-se mais onze opções. Alguns exemplos ficaram por conta do Norox 750, peróxido de acetil-acetona (AAP) para processo de RTM; CHP, peróxido de cumeno puro, para processo de infusão de peças grandes e para a polimerização de resinas éster-vinílicas, e TBPB, peróxido usado na polimerização de compósitos produzidos em SMC e BMC.

Mais novidades - Com o objetivo de reduzir os custos de produção, a BYK, de São Paulo, lançou o BYK LPW-20844. Esse desaerante foi desenvolvido para resinas éster-vinílicas e traz como característica principal a possibilidade de impedir o surgimento de espumas durante a laminação, com o uso de um peróxido convencional. “É importado e vai emplacar por causa da economia, ao eliminar a necessidade de um peróxido diferenciado”, comentou Santos.

No estande da Plasmaq, de São Paulo, estava em exibição uma laminadora Gold. Com a promessa de possibilitar uma economia de 20% no uso da matéria-prima, o equipamento trazia como mote o fato de não poluir o ambiente. “Desenvolvemos uma tecnologia que faz com que a mistura seja externa, em um compartimento próprio que impede a dissipação”, comentou Graciana Andrade, representando a Plasmaq. Outra novidade era um dosador de MEKP, indicado para procedimentos que requerem precisão.

Um guia de inserção, para uso na medicina, foi o destaque na AEPI do Brasil. Feito de fibra de carbono, o produto substitui o titânio, considerado cancerígeno. “Além disso, tem alta resistência mecânica”, disse o engenheiro Roger Okura. Trata-se do Tecarbex, um laminado epóxi modificado reforçado com a fibra bidirecional, voltado para aplicações em dispositivos usados em cirurgias neurológicas, ortopédicas e tampos de mesa cirúrgica, entre outras. A empresa, de origem norte-americana, tem unidade em Itapevi-SP.

Três novidades foram mostradas pela distribuidora Redelease. O desmoldante semipermanente Chemlease 258-R, produzido pela norte-americana Chemtrend, era uma delas. O produto promete reduzir a geração de resíduos e se destina a tubos fabricados por enrolamento filamentar. A empresa expôs também o não-tecido Inacor Te, material híbrido de fibras de poliéster e microesferas, indicado para ser aplicado na parte central de laminados de compósitos feitos de estrutura sanduíche. Outro lançamento ficou por conta do fixador de brilho de peças de compósitos Polynew 50.

Fabricado pela própria Redelease, o produto é à base de água e permite ao transformador o restabelecimento dos padrões estéticos obtidos com um molde novo. Esses lançamentos reservados para o evento têm um porquê. Hoje, 75% do faturamento da distribuidora vem do segmento de compósitos. A fatia restante se divide entre os termoplásticos e a moldagem em geral.

Distribuidora de produtos químicos básicos, reforços, aditivos e produtos acessórios para composites e PU, a Bandeirante Brazmo quis ressaltar que é uma fornecedora de soluções químicas de alto nível. Por isso, apresentou novas distribuídas, como a italiana Marbo, com a linha de desmoldantes semipermanentes e desmoldantes internos, e a fabricante chinesa de vidro Jushi, com as fibras de vidro para reforço. Também divulgou: roving para laminação a pistola; roving direto para a produção de tubos e tanques para saneamento; mantas de laminação para a fabricação de peças para a indústria automobilística; tecidos multiaxiais para a fabricação de PA eólica; fibra de vidro picada para reforço de lonas de freio e disco de fricção e plásticos de engenharia.

 

 

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