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Estudo prevê avanço do uso de nanomateriais A badalação em torno da nanotecnologia no início da atual década, seguida de alguns fiascos estrondosos, muito parecidos com o que aconteceu após o sucesso meteórico de empresas “.com”, deixaram produtores e investidores mundiais céticos. Um novo estudo da Lux Research (consultoria norte-americana especializada em tecnologias emergentes), porém, mostra que desenvolvimentos estão surgindo em diversos segmentos da indústria e, em 2007, produtos nanotecnológicos valendo ao menos US$ 147 bilhões foram fabricados. Esse montante deve crescer para US$ 3,1 trilhões em 2015. “As inovações criadas por nanotecnologia não são sempre visíveis para os consumidores, mas elas melhoram produtos e ampliam as margens. É por isso que o uso de nanomateriais só irá aumentar”, afirma Jurron Bradley, PhD e analista sênior da Lux Research. A empresa conseguiu quantificar, e prever, o impacto comercial da nanotecnologia medindo sua adoção, nos Estados Unidos, na região da Ásia/Pacífico, na Europa e em alguns outros pontos do mundo, em três dos principais setores industriais – materiais, eletrônica e tecnologia da informação (TI), e saúde e ciências da vida. A cadeia nanotecnológica começa com os nanomateriais, pequeníssimas porções de matéria com propriedades vinculadas ao tamanho de partícula muito peculiares. Esses materiais são, então, incorporados a nanointermediários, como revestimentos e chips de memória, que são utilizados na fabricação de produtos finais nanotecnológicos, de aeronaves a telefones celulares e métodos de diagnóstico médico. O estudo realizado pela Lux Research (“Estado do mercado dos Nanomateriais no Terceiro Trimestre de 2008: Sucesso Camuflado, Amplo Impacto”) contendo dados obtidos de mais de mil entrevistas anuais realizadas com desenvolvedores de tecnologia, além de uma nova pesquisa com 31 corporações líderes e ativas no segmento de nanotecnologia, apresenta algumas conclusões interessantes. O maior impacto, em 2007, foi sentido no setor de materiais, com cerca de US$ 97 bilhões em produtos nanotecnológicos, seguido pelo segmento de eletrônica e TI, com US$ 35 bilhões, e o de saúde, com mais US$ 15 bilhões em vendas. Até 2015, esses valores crescerão a taxas de 51% na eletrônica, 46% na saúde, e 45% em materiais, que se manterá como a área predominante, alcançando vendas de US$ 1,8 trilhão. O maior impacto, até o momento, acontece na economia norte-americana, que absorveu produtos nanotecnológicos no valor de US$ 59 bilhões. A Europa responde por outros US$ 47 bilhões, a região da Ásia/Pacífico, por US$ 31 bilhões, e o resto do planeta revela ampla defasagem, com apenas US$ 9,4 bilhões. No entanto, o crescimento europeu será mais acentuado, e o continente chegará ao mesmo US$ 1,8 trilhão, na metade da próxima década. A Ásia permanecerá na terceira posição, com US$ 717 bilhões. Os investimentos em P&D, voltados para nanotecnologia, cresceram 14% sobre 2006, em 2007, batendo nos US$ 13,5 bilhões. As corporações, pela primeira vez, superaram os esforços governamentais, gastando US$ 6,6 bilhões, 23% a mais que no ano anterior. “A partir de 2012, inovações mais drásticas começarão a se fazer sentidas”, diz o diretor de pesquisa da Lux Research, Michael Holman. O estudo, de 135 páginas, também apresenta análises sobre a composição dos gastos de corporações, governos e investidores, informações sobre “os dez mais” nas categorias de nanomateriais (como nanotubos de carbono e pontos quânticos – quantum dots) e nanointermediários (caso de sistemas de liberação de drogas no organismo), e as referidas projeções. Ele integra serviço de inteligência em nanomateriais da Lux Research, composto ainda por relatórios semestrais sobre o mercado, um jornal semanal sobre tecnologias em desenvolvimento e questões de propriedade intelectual, e estudos sob medida para clientes. Márcio Azevedo |
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