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Empresa investe em planta de caprolactama A Lanxess investirá € 35 milhões para expandir seu sítio produtivo em Antuérpia, na Bélgica. O objetivo é aumentar a capacidade da planta de produção de caprolactama em 10% até 2010, tendo em vista o fortalecimento do negócio de poliamidas. A produção atual dessa fábrica atinge 200 mil t/ano da matéria-prima utilizada principalmente na síntese de PA 6. Na visão de Rainier van Roessel, membro do comitê administrativo da Lanxess, o investimento, em conjunto com medidas de melhora de eficiência já em curso, irá aprofundar o aumento de competitividade do sítio produtivo. Adicionalmente, ele resguardará a integração do negócio global de poliamidas, face aos custos de matérias-primas crescentes. O complexo da Antuérpia também produz fibra de vidro em planta de escala global, e engloba cinco plantas dedicadas à produção da matéria-prima básica de PA. Essas plantas são o último elo de uma cadeia que produz ciclohexanona e ácido sulfúrico fumegante, além de seus pré-produtos. O projeto de investimento anunciado também inclui medidas para a ampliação de algumas dessas capacidades até 2010. Nesse sentido, a produção da mistura de ciclohexanona com ciclohexanol derivada da oxidação do ciclohexano, conhecida como KA-oil, posteriormente processada para formar caprolactama, deverá ter sua capacidade elevada em 25% (para 150 mil t/ano) até 2010. Mais borracha – A produtora de especialidades químicas Lanxess construirá uma fábrica de borracha butílica com capacidade de 100 mil t/ano em Cingapura. A planta deverá ser comissionada em 2011, e será levantada na ilha artificial Jurong com investimento de 400 milhões de euros, o maior já realizado pela companhia em sua breve história. A nova unidade asiática é uma resposta à demanda crescente pela borracha butílica. Desde 2004, as vendas da Lanxess cresceram cerca de 45% na região. A escolha pela localidade no sudoeste de Cingapura foi influenciada principalmente pela excelente disponibilidade de matérias-primas. A empresa já assinou contrato de longo prazo com a Shell Eastern Petroleum para o fornecimento do principal insumo, o refinado 1 (raffinate 1), nome dado ao produto do processamento de correntes C4 após a extração do butadieno, composto majoritariamente de isobutileno, além de pequenas quantidades de butano e outros compostos. A Lanxess extrairá o isobutileno, necessário à produção de borracha, e revenderá o subproduto dessa operação, conhecido como refinado 2. A produtora ainda pretende assinar contratos de longo prazo com fornecedores asiáticos de isopreno, a outra matéria-prima essencial da nova fábrica, mas cujos volumes demandados são bem menores que os de refinado 1. O investimento deve gerar mais de 200 empregos diretos. Nos últimos dois anos, a empresa expandiu sua capacidade de produção de borracha butílica nas plantas de Zwijndrecht (Bélgica) e Sarnia (Canadá), e quando a última fase da ampliação canadense se concretizar, a capacidade total da Lanxess chegará a 280 mil t/ano. A previsão é de que o mercado mundial cresça a taxas de 3% nos próximos quinze anos. Na China, Taiwan e Hong Kong, o consumo será mais acelerado, com taxas de 6% ao ano, e, na Índia, o ritmo será ainda mais forte, próximo de 8%. Além das aplicações tradicionais da borracha butílica, cresce o interesse por seus derivados halogenados, em especial pela borracha butílica bromada, utilizada em camadas intermediárias impermeáveis de pneus. Márcio Azevedo |
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