A tecnologia da Engel ainda contempla a produção de peças de ciclo rápido e parede fina, disponível nas linhas Speed, de projeto hidráulico, e E-Motion, elétrica de ciclo rápido. Ambas englobam injetoras desde 180 t até 500 t de força de fechamento. Os modelos acima de 380 t entraram para a linha recentemente. Também fabricante de robôs, a empresa austríaca ainda oferece a opção de construir células produtivas complexas.
máquinas com acionamento elétrico, as híbridas e as do tipo full acumulator (todos os movimentos são acionados via acumulador hidráulico). A fabricante alemã acalenta planos de se estabelecer no mercado brasileiro como a principal fornecedora de injetoras de alta tecnologia. De acordo com o diretor, a proposta é de firmar uma forte parceria com os clientes e assegurar um excelente suporte no pós-venda. Lançadas há dois anos e meio para comemorar o jubileu de ouro da empresa, as injetoras da série Golden Edition nasceram como uma edição limitada, mas conquistaram o mercado mundial e acabaram entrando em linha. Direcionadas às indústrias de médio e pequeno porte com atuação em segmentos de altas exigências técnicas, essas injetoras caíram nas graças dos transformadores e hoje predominam nos negócios brasileiros da Arburg.
outros, que resultam para o transformador em excelente repetibilidade, rapidez e qualidade. A linha foi ampliada com máquinas até 460 t de força de fechamento e modelos verticais com mesa rotativa para produção de peças sobreinjetadas. Reestrutura na Romi – Concluída a aquisição dos ativos do grupo italiano Sandretto, em julho último, começa a remodelagem dos negócios e algumas definições ganham corpo. As quatro filiais incorporadas – Inglaterra, França, Espanha e Holanda – agora pertencem à Romi Itália, sediada em Turim. Nome tradicional, a marca Sandretto permanece e constitui estratégia para a brasileira penetrar com mais força no mercado europeu. Além do reconhecimento da marca italiana, a Romi aproveita ainda a grande capilaridade construída pela Sandretto ao longo de sua existência: agentes, filiais próprias e parque instalado, com capacidade produtiva da ordem de 500 máquinas anuais, em duas unidades fabris na região de Torino. “Compramos engenharia, desenhos, filiais e pequenos centros tecnológicos”, informa o recém-contratado diretor de comercialização de máquinas para plástico, Fábio Seabra (ex-Husky). Na opinião dele, a absorção será fácil, em razão de a Romi constituir um grupo industrial. A reestruturação abre caminhos ao fabricante brasileiro em diversas direções: ganho de escala produtiva, redução de custos e conquista de novos mercados. Também faz parte da estratégia da empresa desenvolver um centro tecnológico que terá por base a associação das tecnologias da Romi e da Sandretto. “Ambas investiram muito nesse mercado e os planos são de fundir os dois projetos, unindo o melhor das duas”, revela Seabra. Na avaliação dele, tanto uma como a outra dispõem de máquinas robustas, confiáveis e para aplicações semelhantes. A intenção, explica, é aproveitar a sinergia de ambas e criar uma injetora global, mais adequada à aplicação e ao mercado e com melhor custo/benefício, associado ao suporte global com as filiais. “A idéia é ter uma linha só e com um mesmo controle de processo.” Feito isso, a Romi planeja crescer por meio dos canais herdados da Sandretto, oferecendo essas máquinas globais. Recado à transformação – Entre os moldadores questionados sobre os pontos fortes e falhos das máquinas de suas unidades fabris houve quem levantasse alguns problemas (ver matéria seguinte com os usuários de injetoras), como a falta de uma tecnologia nacional projetada para atender às necessidades específicas do mercado de embalagens de parede fina, de ciclos rápidos, e a deficiência de suporte técnico, com pessoal especializado nessa área e apto a ajudar o cliente a extrair o máximo dos recursos dos equipamentos. Às indústrias ressentidas, Seabra revela que a engenharia de aplicação da Romi está sendo revista e integrada com a da Sandretto.
é bem grande”, compara. De acordo com Seabra, a Sandretto tinha apenas projetos envolvendo essa tecnologia. A Romi pretende explorar esse nicho pelos novos canais abertos via Sandretto. Em termos de lançamento, a empresa encorpou a série Prática, que continha máquinas de 40 t até 380 t de força de fechamento, inserindo um novo modelo de 450 t de força de fechamento, destinado a aplicações gerais. O equipamento dispõe de 800 mm de curso de abertura e 800 mm entre colunas, se posicionando como uma das maiores máquinas da categoria. Possui velocidade de injeção programável em cinco fases e de plastificação em três fases, comandadas por válvula proporcional de vazão. Outros destaques são as placas porta-moldes reforçadas, a grande distância entre colunas, além de furos roscados para a fixação dos moldes. Essa família de injetoras também ganhou novo painel de comando, o Controlmaster 8 plus, com programação direta na tela e acesso remoto – pode ser visualizado de qualquer microcomputador para acompanhamento da produção. As injetoras Primax e Velox agora saem da fábrica com o novo painel de comando Controlmaster 10. Totalmente remodelado, colorido e com display touch screen, proporciona acesso remoto. “Permite intervenções via internet e acesso on-line à máquina”, destaca Seabra. O painel dispõe de uma área para visualização do estado do motor, aquecimento, modos de operação e outras facilidades. O conceito do novo comando embute recursos que resultam em melhora substancial da precisão e da velocidade da máquina. Resultado: peças de melhor qualidade e em menor tempo. Produção gigantesca – Uma das marcas asiáticas mais mencionadas pelos transformadores brasileiros, a Haitian se destaca pela tradição – 42 anos de existência – e pela escala monstruosa de construção de máquinas: da ordem de 18 mil injetoras anuais, desde 60 t até 6.000 t de força de fechamento. Tal dimensão elevou a empresa ao posto de maior fabricante mundial dessas máquinas, de acordo com informações do gerente de vendas Clécio Azevedo. Suas fábricas na China (19 unidades) ocupam quase 2 milhões de m² de área construída. Na opinião de Azevedo, a Haitian consegue ser competitiva mesmo tendo o preço mais alto do mercado asiático. Das injetoras fabricadas pela Haitian para as européias de primeira linha, tais como Krauss Maffei, Demag e Netstal (na classificação dele), a defasagem tecnológica gira em torno de dez anos, contra períodos maiores de outras competidoras asiáticas. A Haitian, porém, planeja mudar esse perfil nos próximos dois anos, com projetos de lançar máquinas de nível europeu em 2010. Em setembro último, entrou em operação a nova sede, com 330 mil m². A empresa ainda opera unidades fabris na Itália, Turquia e Alemanha. No Brasil, dispõe de uma área de 15 mil m², em São Roque-SP, dos quais 6,8 mil m² construídos. A intenção era a de fabricar injetoras no local – as instalações atuais permitem produzir até 50 equipamentos por mês, de até 300 toneladas de força de fechamento. Diferenças culturais e dificuldades econômicas, porém, mudaram o rumo dos planos. “A nacionalização elevaria o custo da máquina em 35%”, estima Azevedo. Hoje a unidade funciona como armazém, fabrica peças de reposição em geral e promove a instalação de opcionais nos equipamentos comercializados.
Nesse perfil se enquadram as linhas Marte, Zhafir e Jupiter. Último lançamento da Haitian, o modelo Venus, da família Zhafir, composta por equipamentos elétricos, é fabricado na Alemanha. Ressalta o gerente: “Tem conceitos tecnológicos bem avançados, para atender o mercado europeu.” A série dispõe de forças de fechamento de 40 t até 410 t.
de experiência. O sócio-proprietário José Kovacks aprovou o equipamento e, hoje, dos dez que operam na fábrica, oito têm origem asiática. Na opinião dele, as injetoras são muito produtivas, silenciosas, dão rara manutenção e têm preços atraentes. Elogia também o serviço de assistência técnica, pelo atendimento rápido. A última aquisição privilegiou o modelo Marte. “Economiza até 80% de energia. Dependendo do ciclo, o mínimo de redução é de 20%. Além disso, é muito silenciosa”, atesta Kovacks. A empresa fabrica escovas dentais, carretéis para bobinar fios e autopeças, além de prestar serviços de injeção para terceiros. Novo centro de distribuição – Um empreendimento de R$ 40 milhões, o espaço de 23 mil m² inaugurado em outubro último, em Camanducaia-MG, pela Deb’Maq abriga áreas para armazenar máquinas, acessórios e peças para reposição, e para montagem e testes dos equipamentos importados. Dispõe também de local para assistência técnica; sala de treinamento para clientes, com orientação teórica e prática sobre o manuseio das máquinas; e lugar para eventos e workshops. A empresa, criada há onze anos com foco no setor metal mecânico, entrou para o ramo de plásticos há cinco anos e desde 2006 comercializa as máquinas asiáticas. Modelos incorporados à linha Diplomat Spazio Platinum Plus, com força de fechamento acima de 900 toneladas, dotados de duas placas porta-moldes com fechamento hidráulico individual nas quatro colunas constituem uma das últimas novidades da empresa (ver PM 407, de setembro, pág. 56), além de complementos da série com máquinas especiais para peças técnicas, PET, PVC e também para ciclos rápidos. De acordo com Salmeron, as injetoras comercializadas pela Deb’Maq agradam os clientes a ponto de eles repetirem compras após experimentar o primeiro modelo. “Mesmo quando são comparadas a injetoras européias e americanas”, ressalta. Esse fato basta, na opinião dele, para contrapor a idéia de que as máquinas asiáticas têm preços baixos e qualidade ruim. O gerente acentua, ainda, o fato de dispor de assistência local com técnicos brasileiros, de processo e mecânicos hidráulicos, com atendimento rápido para solução de qualquer problema. “Nós fizemos questão de importar máquinas com todos os pré-requisitos estabelecidos pelo mercado nacional”, pondera Salmeron. Toda a configuração dos equipamentos é considerada um diferencial: a hidráulica é da Bosch/Rexroth, o motor hidráulico é italiano, a bomba de vazão variável é da Vickers, entre outros recursos. As injetoras até 600 toneladas incorporam comando Techmation (de Taiwan) e, acima desse porte, B&R (da Áustria), acompanhadas de alguns opcionais e acessórios. O carro-chefe é a linha DW Platinum Plus, com maior incidência pelos modelos de 90 a 450 toneladas de força de fechamento. |
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