A demanda por máquinas também vinha bem aquecida. Porém, assim como em outros setores da indústria, os fabricantes de extrusoras acreditam que não ficarão imunes à crise do mercado financeiro mundial. Os reflexos devem começar já no início de 2009. “Muitas propostas foram proteladas para o próximo ano”, afirma Rodrigues, da HGR.
tecnologias direcionadas à produção, bem como novas
geometrias de rosca e dimensões de matriz”, explica Rodrigues. Mercado – As vendas da Rulli também avançaram 30% em relação a 2007. Mas a crise mundial e os sucessivos aumentos das resinas plásticas já começam a frear o crescimento. “Antes de conseguir repassar os aumentos, o transformador trabalha dois ou três meses com os preços defasados. Este ano, enfrenta ainda a falta de crédito. A última coisa que ele pensa em fazer é comprar novas máquinas quando, na verdade, está tentando sobreviver”, lamenta Brito. Na área de flexíveis, as co-extrusoras representam 15% das vendas da Rulli. Nos rígidos, a co-extrusão participa com 60%. “Esse mercado cresceu muito nos últimos dois anos”, ressalta o gerente técnico. As exportações contribuem com 20% do faturamento, e seguem para 28 países. “As vendas externas já representaram 50%.” A Rulli fabrica mono e co-extrusoras até 7 camadas para filmes e 4 camadas para chapas. Na Brasilplast 2009, promete novidades, com destaque para os anéis de resfriamento. “Estamos avaliando o que será apresentado na feira.”
Fundada em 1988, a Minematsu fabrica extrusoras para filmes com larguras a partir de 1,20 m até 2,10 m. A linha foi ampliada recentemente com três modelos novos. As capacidades de produção vão de 90 kg/h a 280 kg/h no processamento de polietileno de alta densidade.
substituídas por extrusoras mais produtivas, muitas vezes gerando, com mesmo custo de mão-de-obra e energia, um aumento significativo na produção”, diz Ricardo.
e conexões deve crescer 15% em relação a 2007, e alcançar 27 mil t. A entidade vislumbra novas oportunidades na indústria sucroalcooleira, com o uso de tubos de diversos diâmetros; e em redes de distribuição de água e sistemas coletores de esgoto em tubulações até 200 mm. O mercado brasileiro segue tendência mundial, conforme especialistas do setor. Em diversos países, a totalidade das novas redes de distribuição de gás emprega a resina. No Brasil, a demanda de extrusoras aumentou especialmente entre os clientes que visam a exportar parte da produção. Na opinião do gerente do departamento de máquinas plásticas da Man Ferrostaal, Ferry Rosenstock, o PE vai crescer em aplicações específicas, e só avançará no saneamento básico quando as empresas forem privatizadas. “Vamos vender mais, pois vai se somar uma nova aplicação para a extrusão de tubos plásticos.” As características do material, a facilidade de instalação e de transporte e o custo ajudaram a impulsionar o uso de PE, mas a recente normatização de algumas aplicações vai contribuir para consolidar esse mercado e aumentar a confiança no produto final. Recentemente, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou um conjunto de normas para tubos destinados a sistemas de distribuição e adução de água, transporte de esgoto sanitário sob pressão e para tubos corrugados de dupla parede para sistemas coletores de esgoto e conexões: NBR 15561, NBR 15551 e NBR 15552, respectivamente. De acordo com a ABPE, os tubos de polietileno garantem vida útil acima de cinqüenta anos e empregam menor número de juntas de vedação por trecho instalado. Fatores que aliados ao preço da resina tornam os custos do produto final e de instalação bastante competitivos. Dentre os benefícios citados estão a facilidade de instalação e as características técnicas, tais como baixa incrustação e rugosidade e resistência à abrasão, ao impacto e a produtos químicos. Adequação – A retomada dos investimentos em saneamento básico e construção civil, aliada às conjunturas do mercado mundial, ajudou a impulsionar também a concorrência estrangeira, em especial, das máquinas chinesas, exigindo readequação das fábricas à nova realidade. Em 2008, a alemã Krauss Maffei inaugurou uma fábrica na China. Denominada Performance, a nova linha de extrusoras chinesas visa à entrada da Krauss Maffei em mercados onde originalmente são comercializadas máquinas com preço e qualidade inferiores. Segundo o fabricante, o resultado são máquinas com custo reduzido, porém com a qualidade assegurada pela marca alemã. “A fábrica foi planejada e construída de acordo com os padrões de qualidade e segurança da matriz”, afirma Sommer. De acordo com ele, os redutores continuam sendo importados da Europa, para manter a qualidade e a vida útil das extrusoras, e as roscas e cilindros são produzidos com máquinas importadas da matriz. “Todos os modelos têm a mesma potência instalada e características dimensionais de seus respectivos modelos feitos na Alemanha, porém com preços até 30% mais baixos.” De acordo com Sommer, a blindagem de molibdênio soldado é padrão nas extrusoras dupla-rosca fabricadas na Alemanha. “Nas chinesas, roscas e cilindros são nitretados.” Mas a nova fábrica está capacitada a fornecer linhas completas para a moldagem de tubos feitos de poliolefinas e PVC até 630 mm de diâmetro. A Krauss Maffei fornece linhas completas para tubos de PEAD até 2.000 mm de diâmetro externo, além de máquinas para o processamento de PP, PEX (polietileno reticulado), ABS e PVC, tubos co-extrudados com até 5 paredes, tubos de PVC com camada interna espumada, de poliolefinas com carga, de alta pressão reforçados com fibras kevlar ou aramida e para irrigação com gotejadores. As capacidades de plastificação variam desde 75 kg/h a 1.700 kg/h nas monorroscas para tubos de poliolefinas; e de 70 kg/h a 1.900 kg/h nas extrusoras dupla-rosca contra-rotantes para tubos de PVC. Na Brasilplast, os destaques ficam por conta dos sistemas para a produção de tubos de grande diâmetro (até 1.600 mm), e as linhas para PVC e PE com o sistema Quickswitch, que permitem fazer trocas de bitolas de tubos durante a produção, sem paradas e com reduzida perda de material, em comparação às linhas convencionais, segundo o fabricante. “Hoje temos a possibilidade não só de instalar uma linha completamente automatizada, mas também de substituir os seus principais componentes, de maneira que possibilite uma semi-automatização.” Na avaliação de Sommer, as vendas para o segmento de PVC foram as que mais cresceram. “Aproximadamente 35% em relação ao volume de vendas de 2007.” A América Latina, atendida pela filial brasileira, representa aproximadamente 16% do faturamento da Krauss Maffei Extrusão. “Esta participação usualmente não passava de 4% e teve um aumento importante graças a grandes projetos de extrusão realizados nos últimos dois anos”, comemora Sommer. |
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