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Questões como competitividade, tributação, logística e cuidados com o meio ambiente, entre outras, marcaram o debate ocorrido em 25 de setembro, no encontro “Grande ABC, a Capital Nacional do Plástico”, uma promoção da prefeitura da cidade de Santo André-SP, da Câmara ABC e do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. O evento reuniu cerca de 400 pessoas no auditório do Clube Primeiro de Maio, em Santo André-SP.
de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O tema da discussão foi: “O cenário mundial e o futuro do plástico no Grande ABC.” À tarde, 134 empresas divulgaram seus produtos e serviços na III Rodada de Negócios Plásticos, além de outras 13 grandes companhias-âncoras (compradoras de grande porte), como a montadora Ford, entre outras. O presidente da Abiplast discursou repetidas vezes, em ocasiões diferentes, sobre a premência de mudanças no sistema tributário e o evento do ABC figurou outra oportunidade para reforçar essas reivindicações. Segundo ele, a indústria da transformação passa por um dos seus momentos mais críticos, com empresários encerrando a produção para importar peças prontas da China – saída encontrada para não fecharem as portas. Para corrigir tal distorção, ele pleiteou a isonomia tributária. “Queremos redução da carga do ICMS para toda a cadeia; competitividade é de ponta a ponta”, argüiu.
Acesso às inovações – Ricca elogiou o modelo de cooperação e de produção integrada adotado na região do ABC, sugerido por ele como alternativa para os transformadores impulsionarem as exportações. ”Ao governo compete uma visão global do processo: facilitar os agentes de produção e empreender políticas públicas sociais, de educação e de tecnologia”, disse. O sistema cooperativo, a propósito, foi mencionado também por Campanhola, diretor-executivo da ABDI, como uma saída para o grande desafio de permitir às pequenas empresas ingressar no campo das evoluções tecnológicas. Os planos de negócios conjuntos entre empresas constituem, para ele, um meio de se inserir no mercado em termos diferenciais. “Uma das missões do Arranjo Produtivo Local é aproximar as empresas para maior cooperação.” Ricca complementou, opinando que a formação desses conglomerados representa a oportunidade de inserção das pequenas empresas no processo produtivo e a chance de ter acesso às inovações tecnológicas.
Segundo dados da Abiplast, a terceira geração soma mais de 11 mil indústrias, responsáveis por empregar perto de 317 mil pessoas. No ano passado, o segmento representou 1,45% do PIB, com faturamento de US$ 18,69 bilhões. O consumo aparente de transformados plásticos atingiu 4,95 milhões de toneladas em 2007. O estado de São Paulo lidera o ranking de empresas (5.113) e de trabalhadores (142.221). O ABC é o terceiro mercado consumidor de plástico do país e a quinta região brasileira que mais exporta o insumo. Maria A. Sino Reto |
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