ÁGUA GELADA

Os modelos disponíveis no mercado local apresentam ainda variáveis nos comandos eletrônicos, além de versões equipadas com controlador lógico programável (CLP).

Nicho de mercado – Calcula-se que pelo menos 70% dos equipamentos fabricados no Brasil atendam o mercado de plásticos. Nos últimos anos, o setor registrou o crescimento da demanda entre os pequenos e médios transformadores, além da consolidação do uso entre as empresas de grande porte. “As pequenas e médias empresas estão investindo bem mais neste tipo de equipamento”, afirma o diretor-comercial da Tecnos, Daniel Daidju Izu.

De acordo com ele, muitos transformadores se conscientizaram a respeito das vantagens do uso da água com temperatura controlada. “Podem melhorar muito a qualidade dos produtos e a produtividade usando o equipamento apropriado para cada tipo de processo.”

Dessa opinião compartilha Dutra, da Metalplan. “Os equipamentos de pequeno porte continuam tendo um aumento considerável de demanda, principalmente por parte de pequenos fabricantes. Porém, acreditamos que o mercado ainda tem muito a crescer em todas as faixas de clientes, desde os pequenos e médios até os grandes transformadores.


Izu: empresas pequenas têm investido mais nos resfriadores


O supervisor de marketing da Refrisat, Rafael Kenji Saito, comemora o fato de os pedidos dos pequenos e médios transformadores aumentarem no segmento de equipamentos especiais. “As empresas têm se
qualificado mais e exigido qualidade, além do preço, pois começaram a entender melhor a relação existente entre o bom atendimento aos seus clientes, o planejamento de produção e o aumento de vendas”, diz.

Dentro desse contexto, Saito reforça a importância dos investimentos em tecnologia por parte dos fabricantes de unidades de água gelada, para produzir equipamentos que atendam às necessidades específicas dos transformadores com o melhor custo/benefício, além oferecer eficientes serviços de pós-venda, outra preocupação dos clientes antes de concluir a compra.

De acordo com o diretor-comercial, Carlos Pereira, os maiores investimentos da Refrisat foram direcionados à aquisição


Dutra aponta maior consumo nos equipamentos de pequeno porte

de máquinas e dispositivos de fabricação de alta tecnologia, incluindo softwares técnicos nacionais e importados. Tudo por causa do alto volume de projetos especiais. “Os investimentos já ultrapassam os R$ 600 mil”, afirma Pereira.

Por isso, outro foco da empresa tem sido a agilidade no atendimento e na solução dos problemas. “Procuramos atender em no máximo 24 horas corridas, independentemente se a solicitação ocorreu no horário comercial ou não”, diz Saito. A Refrisat tem oficinas-móveis equipadas com material de suporte para resolver os problemas técnicos durante o atendimento. “A estrutura das oficinas-móveis auxilia ainda na pronta resolução de problemas não identificados previamente, evitando visitas de retorno, diminuindo os gastos e principalmente o tempo inoperante do cliente”, afirma Saito.

Evolução – O crescimento de 12,5%, previsto para 2008, pode ser superado na avaliação de Saito. “Ao contrário de anos anteriores, quando as vendas aumentam no final do segundo semestre, o volume de pedidos vem crescendo ao longo de todo o período. O aumento recente da produção indica que poderemos superar a expectativa inicial.”


Saito aposta pesado em serviços e agilidade nos atendimentos

Para 2009, ele anuncia mudanças no planejamento estratégico, com o objetivo de conquistar uma atuação mais agressiva e focada na conquista de novos mercados, e no aumento da produção para suprir antecipadamente à evolução da demanda. “Pretendemos investir mais no desenvolvimento de novos produtos e oferecer, ainda no primeiro semestre de 2009, melhorias nos equipamentos, beneficiando os clientes sem alterar a relação de custo/benefício.”

Segundo Pereira, o setor de plástico consome 40% da produção da Refrisat. “Nossos indicadores demonstram um crescimento médio de 7% se somadas outras aplicações de equipamentos para controle térmico.” Aproximadamente 10% da produção é destinado às exportações para a América Latina, América do Norte, África e Europa. “A concorrência de produtos importados de refrigeração, similares aos da Refrisat, não tem representação significativa, principalmente porque os nossos equipamentos agregam as atuais tecnologias mundiais.” A assistência técnica é outro fator decisivo, na avaliação de Pereira.

A Mecalor também registrou expressivo aumento da demanda e, conseqüentemente, da produção durante o primeiro semestre. “Crescemos mais de 50% em relação ao mesmo período do bom ano de 2007”, diz Szego. A indústria de plásticos representa cerca de 60% das vendas da empresa. “Acreditamos que a participação bem-sucedida em feiras de norte a sul e o reforço da marca como sinônimo de confiabilidade, durabilidade e pós-vendas são responsáveis por esta evolução.”


Pereira atendeu mais projetos especiais e de alta tecnologia

O cenário econômico mundial e a crise nos mercados financeiros, no entanto, devem impactar os resultados do setor no segundo semestre. “Nossa expectativa é de um crescimento menor.” Embora o câmbio ainda não favoreça as exportações, retraídas ao longo do período, também não aumentou a concorrência com os importados na avaliação de Szego. “A Mecalor detém a liderança nos equipamentos que fabrica e não tem encontrado ainda grande pressão dos similares importados. Atribuímos isso ao nosso excelente pós-vendas, fator importante na decisão de compra dos clientes.”

Investimentos – Em 2008, a Mecalor investiu mais de R$ 500 mil no desenvolvimento de novos produtos, melhoria nos processos produtivos e treinamento de pessoas. “A linha de chillers é o nosso carro-chefe, e teve uma grande procura este ano. O mesmo se aplica aos outros equipamentos de nossa fabricação, incluindo termorreguladores, unidades de ar seco, unidades de ar frio, termochillers, drycoolers e trocadores de calor para extrusão tubular”, afirma.

Ampliada em 2008, a linha de chillers MC com condensação a ar ganhou duas versões mais simples e econômicas, com capacidades de 3 mil e 5 mil kcal/h. A empresa fabrica outros modelos com condensação a ar e a água, como a MS, de 5 mil a 60 mil kcal/h, e a RL, de 75 mil até 450 mil kcal/h. Dentre os avanços, Szego cita a exclusiva versão 2.6 da central eletrônica microprocessada. “Trata-se de um CLP sofisticado com dois microprocessadores e um software que assegura o controle, proteção e sinalização do chiller, e que pode controlar até quatro compressores.”

Segundo Szego, uma das inovações é a obrigatoriedade, por meio de trava de software, da execução de um ciclo de aquecimento. “Durante 24 horas a central deve operar a uma temperatura de 60ºC, com uma energização cíclica de todos os componentes para identificar defeitos prematuros. Essa inovação aumenta ainda mais a confiabilidade da central eletrônica.” Alterações no projeto do evaporador também resultaram em uma redução de 10% no consumo


Szego anuncia central eletrônica com dois microprocessadores

de energia elétrica. “Índice que já era reduzido em virtude da montagem com dois circuitos independentes de refrigeração.”

Recentemente, a Metalplan investiu na aquisição de softwares 3D e no reprojeto de toda a linha. Dentre as melhorias implantadas, Dutra cita: a redução significativa dos gabinetes, tornando os equipamentos mais compactos; a implantação do novo controlador microprocessado Master Control; o novo circuito hidráulico isento de corrosão e o novo sistema de condensação a ar.

Os equipamentos são 100% nacionais, porém agregam alguns componentes importados adquiridos de fabricantes tradicionais, como os compressores e controles frigoríficos. “Os modelos de 3 mil a 45 mil kcal/h são os mais vendidos”, afirma. Dutra prevê crescimento de 40% nas vendas de 2008. As exportações têm pequena participação no faturamento.

A Tecnos fabrica unidades de água gelada de 5 mil até 180 mil kcal/h com condensação a água e a ar. “Os sistemas podem ser fabricados com refrigerantes R-22 e os HCFCs ecológicos 407 e 404.” A empresa importa da italiana Frigel Firenze os modelos especiais e chillers de até 1 milhão kcal/h. De acordo com Izu, os equipamentos até 180 mil kcal/h são totalmente nacionalizados e, conseqüentemente, se beneficiam com linhas de crédito locais, tais como Finame, cartão do BNDES e outras. Os modelos mais vendidos estão na faixa entre 15 mil kcal/h e 60 mil kcal/h.

 

 

<<< Anterior

Próxima >>>