Para os organizadores, os destaques do evento deste ano ficarão por conta da primeira edição do Congresso Internacional de Plásticos de Engenharia e da entrega do Prêmio Excelência em Plásticos de Engenharia, além de onze painéis setoriais, que acontecerão simultaneamente à Feiplar. Os três congressos – composites, poliuretano e plásticos de engenharia – apresentarão cerca de 50 temas. Os painéis têm foco nas indústrias usuárias (moveleira, construção civil, energia eólica, automotiva, ambientes agressivos, saneamento básico, calçadista, biotecnologia, mineração, aeroespacial e isolamento térmico), com o objetivo de divulgar as novidades particulares a cada um dos públicos. Apoio – “A Feiplar é a feira mais importante da América Latina e uma grande oportunidade de atualização, criação e realização de negócios para o mercado de compósitos e as minhas expectativas são extremamente positivas, principalmente em razão do momento de desenvolvimento do país e da grande quantidade de novos projetos em todos os segmentos”, declarou Gilmar Lima, presidente da Abmaco. As perspectivas do setor para 2008 são alentadoras, com previsão de crescimento da ordem de 15%, sustentada no aquecimento das áreas de transporte e construção civil. A entidade comparece ao evento como referência nacional do mercado e núcleo de disseminação do conhecimento de compósitos para a indústria em geral. Presente em um estande de 36 m², a associação divulgará suas ações – como o envio de boletins informativos com dados mercadológicos, cursos in company e de capacitação técnica operacional nas instalações do Cetecom e, ainda, programas de reciclagem, de atendimento móvel a empresas associadas e encontros regionais. A exposição também servirá de palco para o lançamento do livro Compósitos 1 – Materiais, Processos, Aplicações, Performance e Tendências do mundo dos compósitos. De acordo com Lima, o setor promete destacar na feira uma variedade de matérias-primas, produtos novos e processos. Deve, também, demonstrar a sua força no mercado, em especial quanto à capacidade das empresas globais em disponibilizar a mesma tecnologia para as companhias brasileiras, além de levar ao público as tendências de produtos ecologicamente corretos, usuários de fibras naturais, e termofixos recicláveis. Para o presidente da Abmaco, a evolução tecnológica das empresas brasileiras constitui outro aspecto relevante a ser conferido na mostra. Com respeito ao congresso, na opinião de Lima, o assunto de maior relevância será a reciclagem de compósitos. “Nós não podemos adiar mais programas com este objetivo”, alerta. Os demais temas representam uma oportunidade ímpar para a aquisição de novos conhecimentos, envolvendo materiais de núcleo, fibras de vidro de alto desempenho, fibras naturais, aditivos para vários processos e aplicações e, ainda, processos de moldes fechados e automatizados como RTM, SMC e pultrusão. Segundo dados da Abmaco, o setor produziu perto de 144 mil toneladas de compósitos em 2007, volume cerca de 20% acima do ano anterior, com destaque para os segmentos de tubos, telhas, barcos e automotivo, que apresentaram forte atuação nas exportações. A indústria de construção civil respondeu por aproximadamente 20% das toneladas absorvidas no ano passado. Impulso ao poliuretano – A principal meta da Abripur é a de elevar o consumo do polímero. “Com qualidade assegurada e total respeito ao meio ambiente”, ressaltou Candido Souza Lomba Neto, consultor da entidade. Com esse propósito, a Abripur aproveita a oportunidade da feira para conclamar o setor para a criação de um centro tecnológico de poliuretano. A intenção da proposta é a de promover treinamento técnico especializado, reforçar a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. Outro objetivo com relação ao centro é o de fazer dele um organismo certificador. Com respeito à questão ambiental, a associação deve enfatizar sua atuação na difusão de novas tecnologias e apoio financeiro para a eliminação do HCFC-141b (hidroclorofluorcarbono, um gás usado como agente expansor) prejudicial à camada de ozônio. Outro ponto que a entidade pretende abordar na feira é a criação de uma usina de reciclagem de poliuretano. Lomba é da opinião de que os temas mais relevantes no congresso devem abordar novas tecnologias e ampliar campos de aplicação ao poliuretano. A Abripur estima para o setor um crescimento médio anual da ordem de 5%, com expectativas de atingir 440 mil toneladas em 2012. |
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