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Petroquímica mostra nova família de PP A petroquímica Quattor promoveu, em agosto, o seminário “PP: A Transparência em Destaque” para lançar, oficialmente, sua família de polipropileno (PP) Luzz. Na ocasião, apresentou dois grades: Luzz 130, destinado para extrusão e sopro, e o Luzz 730, para moldagem por injeção. De acordo com Francisco Carlos Ruiz, da área de Serviços Técnicos da Quattor, o principal diferencial da família se revela em propriedades de altíssima transparência para peças de parede espessa. “Conseguimos oferecer mais aplicabilidade ao mercado de PP”, afirmou.
Características – O PP não é um polímero 100% cristalino, ou seja, tem um setor amorfo, o que dificulta sua transparência, pois são gerados índices de refração da luz diferentes. “Quanto mais homogêneo for o sólido, maior a sua transparência”, disse Ruiz. Segundo explicou, a transparência está relacionada com o mínimo de espalhamento possível da luz, quando esta passa por um material polimérico. De acordo com a petroquímica Quattor, a família suplanta essas peculiaridades e oferece não somente a transparência, mas também brilho, resistência ao impacto e leveza. Um dos pontos fortes da linha se traduz na flexibilidade: pode ser usada tanto em produtos expostos a altas temperaturas como a baixas. A aditivação da última geração de agentes clarificantes da Milliken, Millad NX8000, tem influência na sua transparência; no entanto, Ruiz faz questão de enfatizar que não é só o aditivo o responsável pela propriedade, e sim fatores diversos. “A família Luzz é uma etapa de evolução do PP, conta com uma configuração molecular diferenciada”, destacou. Para alcançar as propriedades de transparência, há algumas variáveis a serem controladas. Ruiz citou o acabamento do molde – porque a superfície mal-acabada atrapalha a passagem da luz – e as condições de processamento, por exemplo, alta velocidade de injeção promove maior orientação das camadas, que associada à condição de resfriamento do molde pode alcançar maior transparência. Outro ponto importante diz respeito ao portfólio da Quattor, ou seja, ao produto em si. Ele fez uma comparação entre os polipropilenos da Quattor e avaliou a linha Luzz como a mais completa, no que tange à sua capacidade de dar transparência, resistência e brilho, em camadas grossas. O último quesito é o que trata da inovação tecnológica. Nessa categoria, Ruiz abordou a nanotecnologia, como uma solução para promover outras características além da transparência. “O PP com nanopartículas metálicas é protegido contra a radiação ultravioleta e é transparente”, ressaltou. Para ele, o PP com aditivação do absorvedor orgânico apresenta um amarelamento ausente no PP com nanopartículas. Nesse caso, ele vislumbra como mercados, os segmentos de conservas e de margarinas, nos alimentos. A Quattor resulta da união entre a Unipar (60%) e a Petrobras (40%). A fusão de suas empresas – Petroquímica União, Polietilenos União, Unipar – Divisão Química, Rio Polímeros e Suzano Petroquímica – integra as cadeias produtivas de primeira e segunda geração. Sua capacidade atual de PP é de 685 mil toneladas/ano, com extensão em curso, indo para mais 190 mil t/ano. Tendências - O seminário reservou espaço para a diretora de gestão do conhecimento da Ipsos, Raquel Siqueira, falar de tendências. Ela apresentou um estudo realizado a cada dois anos e que contempla dados observados em território nacional, mas considerando questões internacionais. “É uma leitura dos desejos e humores de nossa época”, disse Raquel. De acordo com os dados coletados, hoje a população tem alguns medos, como as incertezas em relação ao futuro do planeta, sobretudo no que se refere ao aquecimento global e à ameaça de recessão, por conta da alta nos preços dos alimentos e da crise imobiliária dos Estados Unidos. Sendo assim, o consumo está mais consciente. O consumidor se deu conta de que pertence a um todo; deixou de lado a resignação de apenas se lamentar e resolveu partir para a ação, o que resultou na valorização da compra ecologicamente correta. O estudo também constatou que, de forma geral, a sociedade valoriza a experiência. Ou seja, não é somente o produto que importa, e sim toda a atmosfera que envolve o ato da compra; além disso, as pessoas querem interagir com seu objeto de consumo. Também importante é a necessidade do consumidor ter uma relação transparente com o mundo. Dessa forma, o conceito “dar para ver” aplicado aos produtos remete a uma tentativa de ratificar a confiança, idoneidade e a sinceridade do produto e do seu fabricante. Renata Pachione |
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