Novas resinas para filmes - No setor de distribuição de resinas, outra participação destacada na feira foi a da Resinet. Tradicional distribuidora de resinas de polietileno da Dow Brasil, a empresa apresentou novidades ao mercado regional como a distribuição de plásticos de engenharia, entre outras especialidades da DuPont, Basf e Chimei, de Taiwan, incluindo a recente parceria firmada com a Cromex para a distribuição de aditivos e masterbatches.
longitudinais no filme. Entre as prováveis causas da baixa produtividade na fabricação de filmes tubulares, destacavam-se desde o perfil de temperatura inadequado até a velocidade imprópria da rosca, problemas passíveis de solução pelo aumento da temperatura da massa e/ou da temperatura na matriz, bem como aumento da velocidade da rosca. O aparecimento de riscos longitudinais no filme, segundo o guia, pode estar associado ao perfil elevado da temperatura ou mesmo à falta de limpeza da extrusora com composto de purga. Nas orientações para as moldagens por injeção, foram previstas desde a presença de rebarbas na peça, linhas de solda com baixa resistência, marcas de fluxo e/ou defeitos de superfície, até baixo brilho. O surgimento de rebarbas pode estar associado às pressões de injeção muito elevadas, resinas com índice de fluidez muito alto, orifícios de saída de gases muito grandes ou mesmo à alta velocidade de injeção. A baixa resistência das linhas de solda pode estar relacionada com a baixa temperatura da resina e/ou do molde, com o aprisionamento do ar no molde ou com velocidades de injeção muito baixas. A opacidade das peças, por sua vez, pode estar associada à baixa temperatura do molde e/ou da resina, ao baixo polimento da superfície do molde ou ao respiro insuficiente do molde. Distribuição mais próxima do transformador - Estar sempre próximo e conhecer as necessidades específicas da transformação em cada região dos estados de Santa Catarina e Paraná também são considerados diferenciais competitivos para um distribuidor. É o caso da Piramidal, que também marcou presença nessa Interplast. “No sul de Santa Catarina, na região de Criciúma, são consumidos volumes estratosféricos de poliestireno, no conhecido ‘vale dos descartáveis’, além de grandes volumes de polietilenos que alimentam as indústrias de embalagens flexíveis. No norte catarinense, em Joinville e Jaraguá do Sul, predominam a injeção e a extrusão de tubos e conexões de PVC, bem como o sopro e a injeção de peças técnicas em polipropileno para diversos setores como o automobilístico e o de eletrodomésticos”, informou Tadeo Zilli, gerente-comercial da Piramidal, que atua especificamente no Paraná e em Santa Catarina. Na região metropolitana de Florianópolis, Zilli ainda identifica um grande consumo de polietilenos, atendendo à demanda de embalagens flexíveis. No Vale do Itajaí, abrangendo também Blumenau e Pomerode, a transformação está concentrada na produção de peças técnicas, embalagens flexíveis e utilidades domésticas. Por último, no oeste de Santa Catarina, formado por Chapecó, Caçador e Joaçaba, destaca-se o consumo de polietilenos para a fabricação de embalagens flexíveis. No Paraná, nas áreas norte, oeste e sudoeste, as produções de Londrina, Cascavel e Pato Branco se voltam para as embalagens flexíveis, enquanto na região metropolitana de Curitiba, integrada também por São José dos Pinhais e Pinhais, há grande concentração na produção de peças técnicas para as indústrias automobilística e de eletrodomésticos.
Os compostos de PP produzidos pela Borealis atendem a vários setores da transformação. Carregados com 20% de carga mineral, por exemplo, têm amplo consumo na fabricação de peças para interiores de automóveis e para eletrodomésticos. Com aditivação UV, são muito requisitados para componentes que estarão expostos à luz, tanto pelas indústrias automotivas como as de eletrodomésticos. Compostos de PP de alto impacto, por sua vez, encontram uso corrente em peças para os compartimentos de motores e para eletrodomésticos, enquanto os copolímeros de PP estão sendo largamente empregados na produção de pára-choques automotivos.
Fabricantes de máquinas aliam Os lançamentos em máquinas e equipamentos feitos nessa Interplast refletiram a preocupação dos fabricantes em conciliar aprimoramentos tecnológicos a menores custos. De São Paulo, a Pavan Zanetti levou ao público nova sopradora da série Bimatic: a BMT5.6S/H. “O novo modelo tem custo mais acessível, e opera com alta velocidade e produtividade, oferecendo ainda plena capacidade de automatização”, informou o diretor Newton Zanetti. Construída com componentes nacionais e importados, essa sopradora conta com novo design, maior número de cavidades por molde, bombas duplas para alta pressão no fechamento, novo sistema de fechamento das placas porta-moldes e hidráulica com sistema regenerativo para alcançar maior velocidade, podendo produzir até 1.300 frascos de l litro por hora ou 225 galões de 5 litros/hora.
Há três anos também importando da China injetoras, da Tederic Machinery, a Pavan Zanetti reapresentou nessa Interplast, em virtude do grande sucesso obtido na edição anterior, o modelo com 230 toneladas de força de fechamento da série TRX, comercializado durante a feira para empresas do setor de injeção de tampas plásticas, de Joinville. As injetoras dessa série, porém, oferecem várias opções de máquinas com capacidades desde 80 até 500 toneladas de força de fechamento. “As injetoras fabricadas por nosso parceiro Tederic Machinery têm ótima aceitação no mercado brasileiro e contam com assistência técnica e serviços pós-vendas garantidos no país por nossa empresa”, afirmou o diretor. Outras novidades bastante atrativas aos visitantes dessa Interplast foram apresentadas pela FCS Brasil, subsidiária da FCS, empresa com atuação global e sede em Taiwan, considerada a maior fabricante de injetoras daquele país. Trata-se de modelos verticais da marca TKC, lançados no mercado paulista há dois
sistemas de
co-injeção, injetoras para PET, entre outros, com forças de fechamento que
vão de 90 toneladas até 3 mil toneladas em unidades industriais instaladas
em Taiwan e na China.
Totalmente produzidas na China, as injetoras Spazio Platinum Plus, da Deb’Maq, de São Paulo, também despertaram grande interesse. Lançadas na última Brasilplast, em 2007, a linha Spazio Platinum Plus pertencente à marca Diplomat, de acordo com Venceslau B. Salmeron, gerente-comercial da divisão Plásticos, deverá ter suas vendas expandidas em 50% neste ano. A previsão de crescimento leva em conta não só a comercialização de modelos convencionais, como também os novos modelos de máquinas providas de duas placas porta-moldes e acima de 900 toneladas de força de fechamento, incluindo novas versões para PET e PVC, que também já se encontram disponíveis. “Desenvolvidos com tecnologia de última geração, os novos modelos com duas placas possuem fechamento hidráulico/mecânico independente nas quatro colunas, o que propicia 100% de precisão e economia de espaço necessário à sua instalação”, informou Salmeron. As injetoras para PET e PVC, por sua vez, consistem em modelos especiais, providos de roscas e canhões dedicados aos materiais específicos, e projetados com comprimentos diferenciados. Para exibição ao público, a empresa apresentou duas injetoras Diplomat Spazio Platinum Plus, com forças de fechamento de 160 toneladas e 260 toneladas, além de fresadora CNC Diplomat Petrus. Com sede administrativa e show-room central em São Paulo, além de outros três em Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba, e filial em Campinas-SP, a Deb’Maq está finalizando a construção de um complexo industrial em Camanducaia-MG, compreendendo um parque fabril de 20 mil m² e um prédio administrativo de 4 mil m². Importando da China há mais de três anos máquinas com forças de fechamento desde 60 toneladas até 2.800 toneladas, a Ferramentas Gerais, empresa nacional considerada líder no fornecimento de ferramentas, máquinas e equipamentos para manutenção, reparo e operação para os mais diversos segmentos industriais, com mais de 300 mil itens disponíveis, levou para a exposição injetora modelo Ideale FG 320 V Primma, cujo grande diferencial é ter bomba variável, sistema hidráulico que propicia o bombeamento de óleo para todo o circuito da máquina e a torna 40% mais econômica no consumo de energia. Da Rulli Standard, de Guarulhos-SP, as mais recentes tecnologias em extrusão e co-extrusão também chamaram a atenção do público. Fabricadas sob os encargos da divisão de flexíveis, as co-extrusoras de filmes tubulares para duas, três ou cinco camadas oferecem benefícios para o transformador que deseja fabricar materiais com propriedades diferentes em cada camada e/ou materiais com espessura reduzida como embalagens de alta barreira para alimentos combinando materiais com barreira a gases e alta resistência. Na linha de extrusão, a empresa oferece equipamentos dimensionados para trabalhar com PEBD/PEBDL e PEAD, com produções variando, respectivamente, de 800 kg/hora e de 320 kg/hora. Da área de rígidos, a empresa destacou os sistemas de extrusão e co-extrusão de chapas para processamento de PEBD, PEAD, PP, PVC, ABS, PSAI, PET e acrílicos.
O ponto alto da apresentação da Rulli Standard, no entanto, foi a demonstração ao público da extrusora para filmes tubulares com rosca de 63,5 mm, que produzia na feira filmes de PE em larguras até 1.800 mm, podendo alcançar produtividade até 220 quilos/hora. |
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