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extrusão de tubos e chapas |
Fora do convencional – O mercado de extrusão de chapas se caracteriza
pela competitividade. Existem novas aplicações e uma de grande visibilidade
para o que não é tradicional. Por isso, o foco hoje está na laminação de PET.
Esse tipo de desenvolvimento é a menina dos olhos da fabricante Robel do
Brasil. “Agora é o PET que está sendo mais falado”, completa o diretor-geral
da Robel do Brasil, Andrea
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Roccon. Nessa área, a linha mais recente da Robel fabrica chapas de
1.500 mm de largura e atinge a produção de 2.000 kg/hora. “Poucos operam
nessa velocidade”, comenta ele. Uma das vantagens deste tipo de linha é
a possibilidade de utilizar 100% de flake, ou se for uma co-extrusão,
apenas 5% do material virgem. A máquina também elimina algumas etapas,
como por exemplo a pré-secagem.
O lançamento da Robel representa uma tendência, segundo Roccon: a de
ampliar as vendas de linhas de chapas para PET.
Hoje as resina PP e PS ainda reinam |
Divulgação

Robel do Brasil aposta na
produção
de linha de chapa para PET |
absolutas nas chapas. Essa aplicação concorre com a fórmica usada em móveis
de cozinha, por exemplo. “É um produto de alta tecnologia”, completa Gianesi,
da By Engenharia. Isso sem contar a inclinação do mercado para altas
produções. Roccon aposta nessas duas vertentes, mas faz questão de dizer que
a Robel não se restringe a um único tipo de máquina, também fornece modelos
para produções de 200 kg/hora, entre outros.
A empresa conta com a experiência da BG Plast, fabricante italiana com mais
de vinte anos de experiência no mercado de chapas e folhas, hoje
especializada em modelos de grande porte. “São máquinas abrangentes para
folhas e chapas de 600 mm até 4.000 mm de largura”, diz o diretor. A Robel
iniciou sua atuação no Brasil no ramo de extrusão de filmes balão e este ano
resolveu ampliar seu negócio, focando o segmento de chapas. A tecnologia é
italiana. “O coração tecnológico da máquina é importado”, comenta Roccon.
De acordo com ele, a companhia pretende preservar as características
fundamentais da máquina, atribuindo à fábrica brasileira o acabamento final.
Em outras palavras, Roccon vislumbra a possibilidade de reduzir seus custos
com a importação da máquina inteira. Dessa forma, conseguiria tornar a
produção da BG Plast mais acessível ao mercado nacional. “Não queremos fazer
uma máquina brasilizada (sic), e sim pretendemos ter o reconhecimento de que
somos um prolongamento da fábrica italiana”, assume.
A Robel do Brasil existe como importadora há onze anos, no entanto, como
fabricante de extrusoras, atua desde 2004. A área de filmes é seu principal
negócio, até porque sua entrada no ramo de chapas ocorreu, efetivamente,
este ano. O interesse nesse segmento reproduz, além do seu aquecimento, a
sua lucratividade. Na avaliação de Roccon, o preço de uma máquina de chapa
representa três vezes mais do que o de uma de filme.
Assim como os outros fabricantes, a Robel deverá crescer em vendas em 2008.
A expectativa é de encerrar o ano com alta de 15% a 20% sobre os números do
ano passado. As projeções sustentam o anúncio de investimentos. Daqui a um
ano, a empresa pretende ter a fábrica separada em duas divisões: chapas e
filmes. Para isso, irá dobrar de tamanho e, conseqüentemente, sua capacidade
produtiva. Na média anual, em filmes, comercializa dez máquinas/ano.
Tubos – Depois de um período de estagnação, vivido entre 2002 e o
final de 2005, o mercado de extrusão de tubos se recupera e toma fôlego para
reabastecer os investimentos. A intenção do governo de realizar
investimentos em infra-estrutura deixou de ser uma promessa e hoje já se
reflete, de forma positiva, no faturamento das fábricas. As vendas da Miotto,
tradicional fabricante brasileira de extrusoras, acompanham o movimento do
mercado. Historicamente, as linhas para produção de tubos sempre se
destacaram, enquanto os perfis ocuparam posição de menor volume, apesar de
representativo. Esse panorama fortalece a aposta da companhia nos tubos,
sobretudo por causa dos investimentos na construção civil e em saneamento
básico.
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Os fabricantes de máquinas, tanto os nacionais como quem importa, não
têm do que reclamar. Os indicadores são positivos. Na Miotto, até o mês
de junho, foram comercializadas 85% das extrusoras produzidas, o que
corresponde a todo o ano de 2007. “As vendas estão aquecidas, com um bom
primeiro semestre e o segundo, no mínimo idêntico”, comenta o diretor
Enrico Miotto.
Apesar da boa notícia, as vendas não dizem respeito somente a linhas
completas da Miotto. Os negócios se sustentam também no fornecimento de
extrusoras monorroscas ou dupla-roscas, a serem incorporadas à linha do
cliente ou, ainda, a algum periférico. Neste primeiro semestre, a linha
de extrusoras monorroscas de 90 mm e 75 mm de diâmetro passou a liderar
as vendas, pois a sua comercialização somada à das dupla-roscas de
grande diâmetro, representa 52% das unidades comercializadas. “Os
negócios foram puxados basicamente por equipamentos de tubos, fios e
cabos |
Cuca Jorge

Para Miotto, construção civil
estimulou novos investimentos |
build wire, ou seja, o mercado de construção civil”, explica Miotto. Esse
fenômeno reproduz uma certa inversão. As estatísticas do fabricante apontam
que o carro-chefe é uma monorrosca de 60 mm de diâmetro. No ano passado, o
modelo bancou 44% das vendas.
Um dos destaques da Miotto é a extrusora EM – 2 R140/138 x 30 D, para
fabricação de tubos de grande diâmetro – o modelo produz até 1.400 kg/hora.
Outro desenvolvimento recente que também abastece o mercado de tubos é a
extrusora monorrosca Série EM-03, para tubos corrugados de até 32 mm.
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No geral, independentemente do ramo de atuação, os transformadores
buscam qualidade e produtividade. Ou seja, ao contrário do que foi visto
há algum tempo, o preço da máquina passou a ser figurante na hora da
compra. Todos estão interessados, sim, em reduzir os custos
operacionais, mas sem interferir na eficiência dos modelos. “Efetuamos
uma reengenharia em nossos produtos, encontrando alternativas técnicas
para diminuir os custos, mas sem comprometer o desempenho e sua
durabilidade”, afirma Miotto. Um desenvolvimento da fabricante que
revela essa postura se refere à linha de monorroscas “Economáquina”.
Sua concepção padronizada produz perfis e |
Divulgação

Extrusora foi feita para
produzir tubos de grande diâmetro |
tubos, rígidos ou flexíveis, e atende ainda à fabricação de granulados, em
pequenas e médias produções. Está disponível nos diâmetros de 45, 60 e 75
mm, e L/D 25.
Na prática, a capacidade de aumentar a produtividade e a qualidade se traduz
nos aprimoramentos tecnológicos aplicados aos recursos que elevam o
controle, melhoram a operacionalidade da máquina e a rastreabilidade do
processo produtivo. Segundo Miotto, os avanços exigidos pelos
transformadores estão vinculados ao grau de automação dos equipamentos, como
bobinadores duplos com troca automática, controles de espessura e de
diâmetro de autocorreção, gerenciamento de produção e relatórios
estatísticos de processo, entre outros, como identificação de lotes e
emissão de etiquetagem. Um outro exemplo da Miotto é uma linha capaz de
produzir continuamente fios e cabos de construção civil a 1.000 m/min. “A
operação se restringe basicamente à alimentação de bobinas vazias e à
retirada das cheias”, explica o diretor. Dessa forma, não há a necessidade
da parada da máquina, nem mesmo para a troca de cor do encapamento.
A italiana Bausano comercializa duzentas linhas de extrusão de tubos e
perfis, por ano, e tem a tradição de sessenta anos a seu favor. Sua filial
brasileira começou a atuar como uma importadora, em 1993. Seis anos depois,
a unidade passou a fabricar e hoje emplaca a venda de 25 a 30 linhas de
extrusoras para tubos, perfis e compostos, por ano, no país. Esse volume só
é possível porque a fábrica opera com índice de nacionalização de 80% da
produção. O que ainda é importado se refere ao carro-chefe da Bausano do
Brasil: o multidrive, um sistema de acionamento direto da caixa de redução.
De acordo com o diretor-comercial da unidade brasileira, Chrystalino Filho,
as vendas no país só não são mais expressivas porque não há infra-estrutura
na unidade para atender à demanda. “Não estou vendendo mais por falta de
espaço para fabricar as máquinas”, afirma. Aquecido, o mercado brasileiro
estimula esse fabricante. No médio prazo, a empresa pretende dobrar sua
capacidade produtiva e também expandir sua área de atuação para os países do
Mercosul; hoje se dedica com exclusividade ao mercado doméstico.
Apesar dos bons ventos – de maio até junho, a empresa cresceu mais de 20%,
em comparação ao mesmo período do ano passado –, o diretor-comercial não
prevê aumento de faturamento nos próximos meses. “Haverá cautela do
mercado”, comenta. Para ele, alguns pormenores devem influenciar
negativamente o setor, como a falta de aço e o possível aumento no preço do
policloreto de vinila (PVC).
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Problemas econômicos à parte, o mercado de extrusão, segundo Chrystalino
Filho, preza a alta produtividade. Exemplo dessa postura se nota nas
vendas da própria empresa. Os modelos mais vendidos são as dupla-roscas,
sobretudo porque oferecem ao transformador a possibilidade de reduzir o
consumo de energia e aumentar a produção. Dotadas do sistema multidrive,
as máquinas, de acordo com o diretor-comercial, em relação a modelos
similares, diminuem em até 35% o |
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Cuca Jorge

Chrystalino: setor prioriza
máquina capaz de aumentar produção
e reduzir consumo energético |
gasto energético e também não perdem potência na transmissão, pois o
acionamento é direto.
Na avaliação de Chrystalino, na área de tubos, a concorrência entre os
fabricantes de máquinas se dá com os estrangeiros. Além do câmbio a seu
favor, o transformador nacional está aberto para investimentos em alta
tecnologia. O que para ele se traduz nas marcas estrangeiras. “Em tubos, por
exemplo, a concorrência é a produção alemã”, comenta. Essa postura se
reflete na necessidade cada vez maior de o transformador brasileiro operar
com margens reduzidas. Por isso, é importante ganhar nos volumes fabricados.
Rosenstock, da MAN Ferrostaal, tem opinião similar. Para ele, os grandes
transformadores de tubos necessitam de máquinas de última geração, sobretudo
porque operam com 85% de sua capacidade, ou seja, não há espaço para erros
ou perdas.
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