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Além da prestação de serviços, ele destaca entre os diferenciais das
máquinas da marca a garantia de qualidade das estruturas verticais e
horizontais (nervuras) que sustentam a garrafa. “Esse é o forte da Sidel.”
Lorenzi ainda ressalta a altíssima eficiência, acima de 95%. Além disso, os
equipamentos requerem pouca manutenção. A família de sopradoras é capaz de
produzir desde 3 mil até mais de 60 mil garrafas por hora. A título de
exemplo, a SBO 30 pode soprar da ordem de 64 mil garrafas por hora.
Injeta e sopra – Diferentemente do setor de bebidas gasosas, no qual
prevalece o uso de sistema produtivo de duplo estágio (injeção da pré-forma
e sopro independentes), pela exigência de altíssima produtividade, muitas
embalagens destinadas a outros mercados são concebidas em equipamentos de um
estágio, que embutem tecnologia para injetar a pré-forma e soprar os frascos
na seqüência do processo. Os principais endereços das máquinas integradas
são os produtores de frascos cujos desenhos não permitem produção em dois
estágios, não tenham disponibilidade de pré-formas no mercado, que processam
desenhos de pré-formas específicas para o produto, ou com menor escala
produtiva.
Por diversas razões, entre as quais leveza, segurança, transparência e
propriedades de barreira, as embalagens de PET sustentam seu avanço sobre
diversos materiais nas indústrias cosmética, farmacêutica, alimentícia
(potes, frascos para sucos, bebidas energéticas, água sem gás etc.), e de
higiene e limpeza, entre outras.
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“O mercado
está aquecido, os transformadores estão investindo em aumento de
produção”, comemora o gerente de vendas da Aoki, Luciano Garutti. Um
exemplo de mercado em expansão é o de higiene pessoal, puxado pelas
embalagens para anti-sépticos bucais. Reticente quanto a números
relativos a vendas, ele só revela suas expectativas de crescimento no
ano: acima de 20% sobre 2007.
No país desde 1990, a fabricante japonesa começou as atividades com
representação e hoje dispõe de uma filial em Diadema-SP, onde fabrica
moldes, fato que o gerente |
Cuca Jorge

Garutti prevê crescimento
acima de 20% sobre 2007 |
considera um
diferencial. “Mais de 80% dos moldes são produzidos no país pela própria
Aoki”, ressalta Garutti. Ele acredita que porcentagem idêntica do mercado
brasileiro de embalagens customizadas de PET sejam processadas em
equipamentos Aoki. “O foco da empresa são os grandes transformadores”, diz.
Não existe, porém, nenhuma intenção de fabricar máquinas no Brasil. O
gerente de vendas faz questão de destacar que são todas feitas no Japão e
construídas com componentes igualmente originários desse país asiático. A
matriz também é a responsável por todos os desenvolvimentos e lançamentos.
O menu da Aoki é bem extenso, informa Garutti. O mercado brasileiro demanda
em particular quatro famílias: as linhas 100, 250, 350 e 500, números
correspondentes à capacidade de injeção em cm³ (volume) por ciclo. De acordo
com ele, a 250 é a mais versátil, a mais vendida no mundo e também a
preferida no Brasil. “Possui maior versatilidade de produtos e atinge volume
que mais se ajusta à demanda do mercado: sopra desde 5 ml até 5 litros.”
O gerente considera como diferencial nos equipamentos o sistema de
condicionamento direto de temperatura, patenteado pela Aoki. “Quando a
pré-forma sai da estação de injeção, segue para a de condicionamento, onde
recebe calor por intermédio de resistência, que condiciona a temperatura da
pré-forma antes do estiramento e sopro. O sistema aproveita o calor da fusão
da resina e a pré-forma sai na temperatura ideal para ser estirada e
soprada”, explica Garutti.
Entre as vantagens, ele menciona a redução no consumo de energia, a menor
potência instalada e a obtenção de ciclos mais rápidos. Na avaliação dele,
as máquinas são simples, confiáveis e operam com muita eficiência. O
equipamento pode produzir desde 5 ml até 5 litros, e processar outras
resinas além do PET, tais como polipropileno e policarbonato.
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Menu
completo – Com tecnologias semelhantes, o gerente regional de
vendas, Roberto Guazzelli, considera a Nissei ASB a empresa com o
portfólio mais completo do mercado: fabrica injetoras, sopradoras e
máquinas integradas. Quanto aos negócios, apenas a alta da ordem de 20%
no faturamento e no número de máquinas vendidas já bastaria para
festejar. Como esses resultados devem marcar 2008 como o melhor em
desempenho dos últimos seis anos, o gerente tem razões de sobra para
comemorar em dobro.
Na avaliação de Guazzelli, atualmente o transformador opera com maior
diversificação em sua linha produtiva. Por essa razão, os investimentos
contemplam a flexibilidade. “Nessa hora, o equipamento integrado se
mostra mais versátil”, pondera Guazzelli. |
Cuca Jorge

Guazzelli comemora o melhor
desempenho em seis anos |
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Carro-chefe, o
modelo ASB 50 MB tem maior procura, na opinião do gerente, por oferecer
uma ótima relação custo/benefício, troca rápida de molde e
versatilidade. Com até seis cavidades de injeção e seis de sopro, produz
desde 10 ml até 2,5 litros. “Na América do Sul, 30% das máquinas
instaladas são desse modelo”, informa.
Também a ASB 70 DPH e a PF 8-4B se destacam nas vendas. A primeira é
destinada em especial à produção de frascos de boca larga, mas é capaz
de atender igualmente o mercado da ASB 50, para usuários que requeiram
maior produtividade. A outra dispõe de variáveis que a habilitam a
produzir frascos de até 10 litros. |
Divulgação

Destaque de vendas, a ASB
70 DPH produz
frascos de boca larga |
A família de
equipamentos integrados se desmembra em duas linhas: a ASB e a PF, esta
última com sistema de reaquecimento por lâmpadas, que conferem melhor
distribuição de material. “São conceitos de empregos diferentes: a
velocidade de produção, a aplicação e o design da garrafa orientam o modelo
mais adequado de máquina”, explica Guazzelli.
Para o gerente, um dos principais diferenciais dos equipamentos da Nissei
refere-se à facilidade no controle de ajuste do processo por meio do
condicionamento das pré-formas, o que permite soprar diferentes desenhos de
frascos com uma mesma pré-forma.
O desafio da empresa será o de segurar o nível de expansão no mercado, mas a
estratégia já foi definida: buscar novos nichos de atuação. Entre os
principais mercados, os cosméticos têm mantido o ciclo de demanda em alta.
Os outros, nem tanto. “Para manter o crescimento dos negócios planejamos
investir em novas tecnologias e aplicações”, revela Guazzelli. Por novas
tecnologias, ele se refere ao promissor nicho de cervejas.
A Aoki dispõe de equipamento que permite a pasteurização em túnel sem
provocar alterações relevantes no processo de fabricação da cerveja. O
processo, no entanto, ainda esbarra na questão econômica. Mas a empresa está
buscando uma adequação para superar o obstáculo referente ao custo do frasco
e torná-lo comercialmente viável.
Entre os últimos lançamentos, a empresa contemplou os usuários com um modelo
totalmente elétrico batizado de 15 N, lançado na feira K. Como sua operação
é livre de óleo, destina-se em especial às indústrias cosmética e
médico-farmacêutica, muito exigentes quanto a contaminações.
O gerente promete mais novidades para o segundo semestre: uma injetora de
pré-formas e uma sopradora. “Estão em fase de teste no Japão.” A sopradora
de PET, de operação linear, dispõe de seis cavidades e complementa a atual
linha, limitada até agora a quatro cavidades. A nova máquina poderá
processar até 7.500 garrafas por hora.
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Alemã
usa tecnologia francesa
Indústria alemã
presente no país há mais de quarenta anos e reconhecida por sua atuação no
campo da termoformagem, a Himafe decidiu entrar no ramo do PET no mercado
nacional há três anos. Fruto de uma parceria com a francesa Steca para
transferência de tecnologia, a Himafe fabrica em suas instalações
brasileiras, em São Paulo, injetoras para pré-formas e sopradoras.
O diretor-presidente, Erivaldo Bezerra, sugere a adoção de uma célula
produtiva – uma injetora acoplada a três sopradoras –, o que permitiria ao
transformador obter ganhos da ordem de 30% sobre as mesmas operações em
separado. “As pré-formas chegam aquecidas na sopradora”, justifica. A
empresa oferece cinco anos de garantia aos equipamentos.
A produção das pré-formas conta com um sistema de injeção de canal quente
desenvolvido pela Steca que permite o controle de temperatura das cavidades
do molde. Além disso, a injeção é controlada por sistema de agulha em cada
bico injetor, o que evita desperdício de resina. Segundo informa o
fabricante, o equipamento injeta até pré-formas com peso superior a 750 g.
No caso das sopradoras, o projeto modular constitui um diferencial.
Versáteis, os equipamentos possibilitam a produção de variados formatos e
volumes de garrafas. Além disso, a otimização e o ajuste fino dos módulos de
aquecimento conferem às máquinas um baixo consumo de energia elétrica. Há
cerca de seis meses, a linha passou por aperfeiçoamentos em seu sistema de
aquecimento e de moldagem, propiciando melhor uniformidade da temperatura.
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