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s o p r o d e
P E T |
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Cuca Jorge |
Bom
desempenho
da resina eleva as vendas
das sopradoras e das máquinas integradas
Maria Aparecida de
Sino Reto |
O
inverno começa mais tarde para o mercado de equipamentos direcionados à
produção brasileira de embalagens de PET. Os fornecedores de máquinas de
altíssima produtividade destinadas ao estiramento e sopro das pré-formas
ainda sentem os efeitos positivos do consumo aquecido pelo alto verão.
Reservados na divulgação de números, os fornecedores dessas sopradoras
admitem um desempenho digno de comemoração para alimentar, em especial, o
segmento das bebidas carbonatadas, o maior mercado das garrafas de PET. O
momento também é dos melhores para o processo que agrega as etapas de
injeção da pré-forma, estiramento e sopro em um único equipamento, mais
utilizado na moldagem de frascos diferenciados e potes de boca larga. O
avanço da resina sobre tradicionais redutos do vidro e outros materiais, até
mesmo sobre outros polímeros, contribuiu para os bons negócios do setor.
Duas grandes multinacionais sobressaem na disputa pelo segmento de sopro das
pré-formas: a francesa Sidel e a alemã Krones. O mesmo ocorre em relação às
máquinas que executam da injeção da pré-forma ao seu sopro. Duas japonesas
aparecem no topo do ranking: a Nissei ASB e a Aoki. No primeiro caso, além
da corrida sem fim atrás da sopradora mais produtiva, as competidoras querem
mostrar também quem fabrica a garrafa mais leve. A concorrência japonesa,
por sua vez, se sustenta com maior ênfase em diferenciais tecnológicos.
Todas, porém, perseguem um objetivo comum: a redução energética.
Motivo de muita polêmica, a recente permissão da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso de PET reciclado na composição de
embalagens que entram em contato com alimentos não deve gerar, a curto
prazo, grande aumento de demanda de equipamentos. Os fornecedores da
tecnologia aprovada pela agência asseguram conferir ao reciclado proveniente
de lixões qualidade e pureza similares à resina virgem (ver PM de
junho, nº 404, pág. 70, e reportagem nesta edição).
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Só sopro
– No país desde o início da década de 80, a Krones lançou
mundialmente sua primeira sopradora em 1997 e rapidamente alcançou
posição de destaque. “Somos líderes mundiais em vendas no mercado de
máquinas de 8 a 40 cavidades”, assegura o diretor-comercial, Silvio
Rotta. A gama de equipamentos compreende desde seis até 40 cavidades e
a capacidade produtiva alcança, por hora, entre 1.500 e 1.800 garrafas
em cada molde. Na avaliação dele, as de maior saída se encontram na
faixa entre dez e 24 cavidades. Com principal foco na indústria de
refrigerantes, as sopradoras constituem uma parte dos negócios da
empresa, que envolvem até sistemas completos, do tipo turn-key. |
Divulgação

Maior modelo
processa até 1.800 garrafas/h/molde |
Outro quesito
perseguido pela indústria, o baixo consumo energético, constitui um dos
maiores diferenciais das sopradoras da Krones, na avaliação do
diretor-comercial. “É a máquina que oferece o menor consumo de energia
elétrica e ar comprimido do mercado, comparando sopradoras com o mesmo nível
de produtividade”, declara Rotta.
Ele destaca ainda o fato de as máquinas estarem aptas a operar com o
conceito de garrafas short height (baixa altura), que, acredita, será
lançado em breve no mercado. Uma das principais vantagens da nova embalagem
será a economia de resina. “Os últimos modelos de sopradoras já contam com o
recurso incorporado como padrão.”
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Além da
economia energética, as sopradoras Krones oferecem a quem opta por elas
ainda outros benefícios, na avaliação do diretor. Entre esses, menciona
a distribuição muito homogênea da resina da pré-forma; operação com
reaproveitamento de ar nos estágios de sopro; painéis padronizados,
sinônimo de utilização da mesma linguagem em toda a linha de
equipamentos da marca; e diversos recursos de controle não disponíveis
em outras máquinas do mercado. “Os serviços de pós-venda são fortes e
diferenciados”, complementa Rotta. A empresa lançou no final do ano
passado fornos modulares para adaptar os equipamentos ao sopro de
garrafas retornáveis, cujas pré-formas de PET exigem maior aquecimento.
Na última edição da K, realizada na Alemanha no final de outubro do ano
passado, uma disputa grama a grama
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Divulgação

Rotta considera
diferenciados seus serviços de pós-venda |
envolveu
fabricantes mundiais renomados, como a Krones e a Sidel, que desenvolvem
para os clientes todo o ciclo produtivo das embalagens de PET – desde o
design, projetos das pré-formas até o sopro. O foco da briga era mostrar
quem produzia a garrafa mais leve do mundo – sinônimo de menor consumo de
resina, com ganhos financeiros e ambientais.
Como tudo tem seus prós e contras, o aspecto desfavorável da embalagem
peso-pena fica por conta da sua menor rigidez quando removida a tampa, razão
pela qual é direcionada ao mercado de água não gasosa. No entanto, os
fabricantes deixaram clara a intenção de investir no conceito da garrafa
leve e ampliar seu uso a outros tipos de bebidas. A Krones conseguiu
produzir frascos de meio litro com 8,8 gramas e a Sidel, com o mesmo tipo de
embalagem, 9,9 gramas.
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Tecnologia
Flex – Comparada a uma garrafa de água convencional de mesma
capacidade, que pesa entre 13 g e 16 g, a embalagem de 9,9 g representa
um alívio de peso da ordem de 25% a 40% e a equivalente economia de
resina de reciclagem no pós-consumo.
As garrafas ultraleves da Sidel, batizadas de NoBottle, contam a seu
favor com uma tecnologia especialmente desenvolvida para sua produção: a
FlexLine, que permite à embalagem retornar à forma original depois de
manuseada pelo consumidor. O processo combina a flexibilidade do
plástico com uma espécie de “memória” do formato sem a necessidade de
nervuras, o que confere aos projetistas maior liberdade de criação e
desenhos de embalagens.
Incluindo as etapas de rotulagem, empacotamento e paletização, a
velocidade de produção da linha chega a 43.200 garrafas por hora. O
coração da linha desenhada para moldar a NoBottle nessas condições é a
máquina Combi (também presente em outras famílias fabricadas pela
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Divulgação

Garrafa ultraleve da Sidel
pesa apenas 9,9 gramas |
Sidel), que agrega
as funções de sopro, enchimento e lacre em um só processo, dispensando o
transporte de garrafas vazias da sopradora para a enchedora. Como principal
vantagem, essa queima de etapa permite eliminar riscos de contaminação.
De acordo com informações do fabricante, a tecnologia FlexLine também prima
pelo menor consumo de energia. Nas fases executadas pela Combi, que são as
maiores consumidoras de energia em todo o ciclo produtivo, a economia chega
a 32%. Um sistema de recuperação permite reutilizar 40% do ar. Além disso, o
projeto foi desenhado para soprar até mesmo pré-formas que contenham em sua
composição PET reciclado.
“A máquina Combi é o diferencial da Sidel. Quando entra no equipamento, a
pré-forma não tem mais nenhum contato com a atmosfera externa e nem manuseio
humano. O risco de contaminação é praticamente zero”, assegura o gerente de
marketing, Tadeu Lorenzi. O fabricante também dispõe de equipamento que
sopra e faz enchimento asséptico, de interesse para as indústrias de
produtos perecíveis como sucos, entre outros.
Todos os projetos fornecidos pela empresa são encomendados sob medida. “São
desenhados de acordo com as necessidades do cliente, assim, não temos um
modelo mais procurado”, pondera Lorenzi. Sua perspectiva é de crescimento
das vendas no segundo semestre, quando as engarrafadoras aproveitam o
momento de baixa sazonal para executar reformas, manutenções e compra de
novos equipamentos, que serão instalados no ano seguinte, novamente no
período de baixa. “O mercado de sopro acompanha esse raciocínio”, explica o
gerente de marketing da Sidel.
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