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Recicladora implanta
novo sistema de gestão
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Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A. entrou em operação,
oficialmente, em junho, na cidade de Taubaté-SP, com a proposta de pôr em
prática um conceito inovador de responsabilidade sócio-ambiental. Idealizada
pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), a
empresa conta com 31 acionistas – fabricantes de defensivos agrícolas – e se
propõe a fabricar produtos, por meio da reciclagem e transformação de
embalagens vazias de fitossanitários.
Com capacidade para processar 4,5 mil toneladas anuais de plásticos,
inicialmente para a produção de resina pós-consumo, a nova recicladora
absorveu investimento de R$ 8 milhões. A idéia é consolidar um modelo de
gestão para sistema de destinação de embalagens vazias e, dessa forma,
fechar o ciclo das embalagens pós-consumo dentro desse mercado, promovendo
sua auto-sustentabilidade. Com a resina que resulta da reciclagem, são
produzidos artigos como conduítes, embalagens para óleo lubrificante, sacos
plásticos para descarte de lixo e caixas de passagem de fios elétricos. A
conclusão da fábrica está prevista para 2011, quando terá recebido mais R$
20 milhões, mas até 2009 já terá condições de fabricar embalagens plásticas,
para uso na própria indústria de defensivos agrícolas.
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De acordo
com o diretor-presidente da empresa e também presidente do Inpev, João
Cesar Rando, o Brasil se tornou líder mundial em sistemas dessa
natureza. “Hoje é a realização de um sonho e de uma visão que se
iniciou há seis anos com a criação do Inpev”, afirma, se referindo à
inauguração da unidade. Um dos motivos de orgulho de Rando é o fato
de, no ano passado, o país ter promovido a destinação final de 96% do
volume total comercializado no mercado de embalagens vazias de
defensivos agrícolas. |
Divulgação
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Divulgação

Rando se orgulha de
destinar 96% das
embalagens pós-uso |
A título de comparação, os
Estados Unidos dão conta de cerca de 20% de suas embalagens. Os índices de
outros países são um pouco mais animadores: a Alemanha registra 60%;
Austrália, 50%; e a França, 45%. Conforme Rando explica, de 2002 a 2006, o
sistema implantado pelo Inpev deixou de emitir 98 mil toneladas de gás
carbônico ao ambiente.
Em consonância com o conceito que prega, a Campo Limpo Reciclagem e
Transformação de Plásticos foi planejada para não gerar impacto ambiental.
Entre outros recursos, possui uma moderna estação de tratamento de efluentes
e de reaproveitamento da água da chuva e promove o uso racional da luz
solar. A empresa inicia suas operações com 40 funcionários e planeja dobrar
o quadro até 2011.
O sistema - O Inpev é uma entidade sem fins lucrativos responsável
pelo gerenciamento de 375 unidades de recebimento de embalagens vazias.
Criado para representar o fabricante de defensivos agrícolas no que diz
respeito à destinação final (reciclagem ou incineração) das embalagens
devolvidas pelos agricultores, o Inpev põe em prática as determinações da
Lei Federal 9.974/2000 e do Decreto 4.074/2002, segundo os quais, cada elo
da cadeia produtiva agrícola deve ter responsabilidades específicas para
garantir o bom funcionamento do Sistema de Destinação de Embalagens Vazias.
Esse sistema começa no ato da venda, quando o usuário é informado sobre o
descarte apropriado da embalagem; os itens abordados incluem desde o
procedimento de lavagem até a devolução da embalagem vazia. Ainda com o
objetivo de facilitar a adesão, o endereço da unidade de recebimento mais
próxima do cliente é indicado na nota fiscal. Às centrais de recebimento
cabe o trabalho de inspeção e classificação das embalagens entre lavadas e
não-lavadas e a emissão do recibo confirmando a entrega das mesmas, para em
seguida ser feita a separação do produto por tipo de resina. A etapa final
trata do transporte dessas embalagens, pelo Inpev, para a incineradora ou
para suas recicladoras parceiras.
Renata Pachione
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