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Videolar investe na
fabricação de BOPP
Videolar, fabricante de mídias gravadas e virgens, resina plástica e
comércio eletrônico, decidiu diversificar sua área de atuação. A empresa
investiu US$ 100 milhões na construção de uma fábrica de polipropileno
biorientado (BOPP), em Manaus. A nova planta deve entrar em operação no
segundo semestre de 2009 e terá capacidade de produção de 75 mil t. O
gerente de divisão de resinas plásticas, Cláudio Rocha, no entanto, prevê
que no primeiro ano a unidade irá produzir metade do total. “Em doze ou
dezoito meses, após a partida, teremos os adicionais 50% de capacidade
incorporados”, afirma.
O interesse nesse novo negócio se justifica de duas maneiras. Uma delas se
refere à necessidade de estar em novas frentes, por conta da queda das
vendas da mídia gravada registrada nos últimos tempos. Outro fator diz
respeito ao poder de atração do mercado nacional de BOPP. O setor é estimado
em 130 mil toneladas/ano (dado de 2007) e cresce, em média, entre 8% e 10%
ao ano. A Videolar projeta atender, num primeiro momento, somente à demanda
doméstica.
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Além de abastecer o mercado nacional de embalagens flexíveis, sobretudo o
segmento alimentício, responsável pelo consumo de cerca de 70% de BOPP, a
companhia irá destinar parte da fabricação para seus próprios produtos, no
caso, embalagens para os CDs e os DVDs da marca. De acordo com Rocha, o
consumo cativo depende muito do cenário do mercado de entretenimento nos
próximos anos. Mas, de antemão, propõe que o consumo interno da Videolar não
irá superar 20% da capacidade da planta. As aplicações convencionais do BOPP
são variadas: embalagens (sobrembalagem, cigarros, embalagens para
alimentos, como biscoitos, entre outros), rótulos e etiquetas e laminação de
produtos gráficos.
A nova planta terá duas linhas de produção de BOPP e, segundo o
fabricante, possui equipamentos de última geração que prezam pela
eficiência e redução do custo do quilo produzido. Para se ter uma
idéia, em relação aos modelos convencionais, os recursos da unidade
consomem 30% a menos de energia elétrica. |
Divulgação

Rocha: produção
será variada |
“Estaremos aptos a produzir todos os filmes consumidos no mercado,
sobretudo os de matriz plana, co-extrudados, perolizados, metalizados etc.”,
garante Rocha.
A empresa iniciou suas atividades com a fabricação e gravação de fitas VHS.
Hoje, possui um conglomerado de quatro unidades de negócios: Mídias Gravadas
(Serviço Sob Encomenda), Resinas Plásticas – produz poliestireno –, Mídias
Virgens e Comércio Eletrônico. Em 2007, a companhia registrou faturamento de
R$ 1,2 bilhão.
R. P.
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