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A capacidade de produção da Sumitomo antes da aquisição era de 4,5 mil
injetoras por ano, todas totalmente elétricas. As instalações da Demag, por
sua vez, estão preparadas para produzir outras três mil máquinas por ano. A
linha oriunda da marca alemã é composta por modelos hidráulicos, híbridos e
elétricos. A Sumitomo também passa a controlar uma fábrica que a Demag
mantinha na Índia, onde são produzidos equipamentos com a marca Santoch, de
características similares às das fabricadas no Brasil. Alguns
transformadores nacionais já contam com modelos Santoch em suas linhas de
produção.
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“É
interessante notar que os conceitos tecnológicos adotados na Europa e
no Japão são diferentes, por isso as linhas que passam a ser
oferecidas são complementares, não competem entre si. As opções que
temos para oferecer aos clientes se ampliaram muito”, destaca
Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo/Demag no Brasil. Na
Europa, costuma-se usar uma maior distância entre as colunas das
máquinas. “Os japoneses têm como filosofia usar moldes de menores
dimensões”, justifica o executivo.
Diferenças à parte, a partir de agora, os investimentos em pesquisa e
desenvolvimento da Sumitomo/Demag vão |
Cuca Jorge

Rieker:
promessa de lançamentos |
ser todos voltados
à racionalização da produção. O primeiro passo nesse sentido foi dado: todos
os motores que equipam as máquinas elétricas com a marca Demag passam a ser
fabricados no Japão. “Dessa forma, o custo das máquinas se tornará mais
competitivo para os nossos clientes”, emenda. Dentro desse espírito, outros
modelos devem ser lançados nos próximos meses.
As marcas Sumitomo e Demag já são bastante conhecidas pelos brasileiros.
Elas participam do mercado via importações há anos. Por aqui, a Sumitomo
marca maior presença entre os fabricantes de CDs, eletroeletrônicos e de
embalagens para produtos farmacêuticos. A Demag, por sua vez, é mais
procurada pelos produtores de embalagens e peças técnicas, em especial as
dirigidas à indústria automobilística. Como todos os demais representantes
dos fornecedores de injetoras, Rieker também está animado com o atual
momento do mercado. “Mesmo antes das negociações entre as duas empresas,
havia uma expectativa de aumento de 8% nas vendas de máquinas para este
ano”, revela.
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Soluções
integradas – Entre as fabricantes de injetoras é comum o
estabelecimento de parcerias com fornecedores de periféricos com o
objetivo de oferecer pacotes de equipamentos completos para
determinadas operações. “Com a compra da Battenfeld pela Wittmann, nos
tornamos a primeira companhia no mundo a oferecer soluções totalmente
integradas para a indústria de injeção de plásticos”, exalta Marcos
Cardenal, engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil.
Nos pacotes, são oferecidos, além das injetoras, robôs, secadores,
alimentadores e todos os demais periféricos necessários |
Divulgação
Wittmann/Battenfeld investirá em soluções de injeção integradas |
para um projeto.
De acordo com Cardenal, essa é uma vantagem importante para os
clientes. “Eles não vão mais se preocupar em adaptar dimensões ou projetar
as interfaces entre os equipamentos”, explica. Fruto da união entre as duas
empresas, também está previsto o lançamento de pacotes fechados de injeção
voltados para operações especiais. O primeiro nicho a ser explorado deve ser
o dos equipamentos para injeção in mold label, que permite a confecção nas
injetoras de embalagens já com rótulos. “Nossos clientes podem esperar por
novidades”, promete.
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Enquanto os
lançamentos são preparados na Europa, no Brasil as vendas vão muito
bem. “O mercado está muito aquecido. No ano passado, vendemos mais de
cem máquinas. Esse ano está até difícil fazer uma previsão, mas hoje
nossas vendas estão 10% superiores às do mesmo período no ano
passado”, comenta Cardenal. A empresa concentra sua atuação no
segmento técnico e conta, entre seus principais clientes, com a
indústria de autopeças e a eletroeletrônica. Com o aperfeiçoamento
tecnológico realizado na linha TM, a empresa quer participar de forma
mais concreta do mercado de máquinas voltadas para operações de ciclos
rápidos. “A linha acaba de ganhar um pacote de profissionais”,
informa.
O carro-chefe da empresa no Brasil é a linha HM, que oferece máquinas
com força de fechamento de 40 |
Cuca Jorge

Cardenal: vendas
10% superiores
em 2008 |
a 650 toneladas.
“A linha é formada por máquinas com fechamento hidráulico central, não há
contato entre a placa móvel e o tirante. Dessa forma, a máquina fica mais
precisa e mais limpa, uma vez que o movimento das placas não precisa de
lubrificação”, diz.
Um diferencial de todas as máquinas da empresa destacada pelo técnico é o
comando B6, com tela touch screen e tecnologia compatível com o Windows XP.
“Uma outra característica nossa é a total assistência técnica que oferecemos
aos clientes. Temos uma equipe que recebe constantes treinamentos na Europa
e contamos com um completo estoque de peças no Brasil”, garante.
Gaúchas – Duas fabricantes de injetoras localizadas na cidade de Novo
Hamburgo-RS, Himaco e Jasot, se encontram entre as principais empresas
nacionais do setor e comemoram um bom momento. A Himaco está com as vendas
bem aquecidas. “Está tudo muito corrido, estamos vendendo bem acima da
expectativa”, ressalta o gerente-comercial, Cristian Heinen. Ele não fala em
números, mas garante que as metas da empresa estão sendo cumpridas com
determinada folga. O modelo da Himaco mais procurado pelos clientes é o Átis
1500, com força de fechamento de 150 toneladas, apresentado ao mercado
durante a Brasilplast 2007.
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Para Heinen,
as máquinas chinesas continuam a incomodar os fabricantes nacionais.
Ele acredita, no entanto, que já houve momentos piores. “As empresas
brasileiras se reorganizaram, investiram na melhoria da produtividade,
conseguiram ficar mais competitivas”, avalia. Além disso, acredita que
a qualidade dos produtos made in Brazil supera a das asiáticas. “O
tratamento dado por aqui aos canhões de roscas e às colunas oferece
aos compradores uma garantia de durabilidade muito maior”, afirma. Nem
mesmo a desvalorização do dólar, que favorece os importados, altera o
seu otimismo. “As chinesas não têm a mesma confiabilidade, os
transformadores que compraram máquinas de lá há algum tempo estão
caindo fora”, dispara. |
Cuca Jorge

Heinen: nacionais
são confiáveis |
Cleber Scherer,
diretor-comercial da Jasot, também de Novo Hamburgo-RS, se mostra mais
incomodado com a concorrência chinesa. “O mercado está aquecido, as vendas,
nem tanto, por causa da concorrência chinesa”, diz. A empresa espera
comercializar este ano cerca de 250 máquinas, número próximo ao alcançado em
2007.
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De acordo
com Scherer, os modelos da empresa mais competitivos são os das
máquinas intermediárias, com forças de fechamento na faixa das 180
toneladas. Ele ressalta o avanço do sistema de automação destas
máquinas, com o lançamento de um novo controlador lógico programável (CLP)
fabricado pela italiana Gefran. “Ele tem saída USB, apresenta gráficos
em tempo real e permite visualizar todos os parâmetros em uma mesma
tela”, informa. Outra novidade no campo foi apresentada na Feira da
Mecânica, o comando IHM com sistema touch screen de 15 polegadas,
totalmente operado dentro do ambiente Windows XP.
O executivo da Jasot também não poupa os modelos que vêm da China a
preços fora da realidade. “Existem algumas ofertas mirabolantes,
totalmente fora do cenário mundial da indústria”, critica. Para ele,
hoje, quem tiver |
Cuca Jorge

Scherer: mercado
bem concorrido |
um pouco de
capital importa qualquer tipo de máquina e sai por aí revendendo no mercado
interno, sem nenhuma estrutura de suporte pós-venda. “Os aventureiros de
plantão seguem atuando enquanto o vento está favorável. Quem fabrica
máquinas sabe o tamanho da responsabilidade que é manter o cliente ao seu
lado”, resume.
Assistência em casa – As máquinas chinesas são sempre criticadas
pelos fabricantes nacionais por não prestarem assistência técnica de
qualidade aos seus clientes. No entanto, pelo preço que apresentam, elas
continuam sendo muito procuradas. Para tentar unir o útil ao agradável,
algumas empresas brasileiras com estrutura fabril fecharam acordos com
fabricantes do país de Mao Tsé-tung. Dessa forma, procuram aliar as
vantagens dos preços asiáticos com operações de pós-venda eficientes.
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