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Com a digitalização óptica, é possível fazer projetos de engenharia reversa.
A partir de uma peça que se deseja reproduzir, um sensor consegue captar
informações e gerar um desenho tridimensional em CAD com grande precisão.
Com esse desenho, podem ser construídas as peças por outros métodos de
modelagem rápida. A digitalização óptica também é utilizada em ações de
inspeção e verificação.
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No caso dos
clientes interessados em produzir lotes com cinco ou mais peças, o
processo indicado pela Robtec é o de vacuum casting. A etapa inicial
da técnica consiste na construção de um modelo feito por
estereolitografia, que será utilizado como padrão. Esse protótipo é
fixado em uma caixa, posteriormente preenchida com silicone. O bloco
resultante é utilizado para a construção de um molde de silicone, onde
são injetadas peças de poliuretano idênticas ao formato desejado.
Em média, cada molde de silicone gera de 25 a 30 peças. Por serem
feitos de poliuretano, os protótipos produzidos podem ser
transparentes em diferentes cores. Além disso, podem ser flexíveis e
apresentam ótima resistência mecânica. São excelentes para a
construção de modelos de lanternas ou faróis de automóveis, entre
outros exemplos.
Às vezes, por questões diversas, uma empresa precisa obter de forma
rápida um lote de peças idênticas às previstas pelo projeto. Pode ser,
por exemplo, com a finalidade de homologar um produto, antecipar um
teste de campo ou um lançamento, ou para visualizar correções ou
modificações durante a construção do molde definitivo. |
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Molde de silicone produz pequenos lotes de peças |
Para essas
situações, a Robtec presta serviços de rapid tooling. Por um desenho 3D do
produto a ser injetado, é gerado um projeto em CAD do molde, definindo-se
detalhes construtivos como cavidades, pontos de extração e outros. Para a
construção do molde, além das tecnologias tradicionais de usinagem, a Robtec
utiliza o processo de sinterização a laser de partículas de pó de aço/bronze
para gerar cavidades com propriedades equivalentes ao aço P20. O processo
oferece a vantagem de ser extremamente rápido, provocando sensível redução
do tempo de usinagem convencional e de eletroerosão, independentemente da
geometria e precisão prevista para a peça.
As cavidades obtidas são totalmente compatíveis com os processos
tradicionais de construção de moldes e, uma vez inseridos nas injetoras,
permitem a produção de peças em qualquer material termoplástico. Com essas
ferramentas, em média, se obtém até algumas centenas de unidades. “Quanto
mais complexo for o design, maior a economia de tempo para a construção do
molde rápido em relação ao prazo necessário para a confecção de um molde
definitivo”, explica Oberlander.
Quando o assunto é venda de equipamentos, a Robtec atua como representante
comercial no Brasil de algumas multinacionais. Uma delas é a 3D Systems,
fabricante de máquinas para estereolitografia, sinterização e modelagem
tridimensional. Os equipamentos de digitação óptica vendidos pela Robtec são
da Gom. E os de vacuum casting da MCP-HEK.
Materiais diversificados - A Sisgraph é revendedora exclusiva no
Brasil dos equipamentos de prototipagem rápida de impressão tridimensional
produzidos pela empresa norte-americana Stratasys, um dos principais nomes
em marcas do gênero em todo o mundo. As máquinas operam a partir de
informações do design das peças oferecidas por arquivos de imagens em três
dimensões.

As informações conduzem as operações de fundição de “fios” de plástico,
material que é depositado pela máquina por um bico em uma câmara até que o
protótipo atinja o formato idealizado. No caso de peças que, para serem
confeccionadas, precisam de algum tipo de base que não faz parte de seu
projeto original, essa base pode ser feita com material exclusivamente
desenvolvido pela Stratasys. Esse material se dissolve na água depois da
operação (acompanhe o processo na seqüência de fotos).
Por serem compactos, os equipamentos podem ser instalados em escritórios, o
que proporciona grande agilidade para os usuários. A Stratasys oferece
modelos que permitem a confecção de peças em vários tamanhos e materiais. Os
protótipos podem ser feitos de policarbonato, polifenilssulfona, ABS e o
recém-lançado ABS–M30, resina que possui propriedades avançadas em relação
ao ABS padrão, como maior resistência à tensão e impactos e maior
flexibilidade.
Wilson do Amaral Neto, engenheiro de aplicações da Sisgraph, explica que no
Brasil, em 95% dos casos, o equipamento é usado para gerar protótipos. Ele
ressalta, no entanto, que novas aplicações começam a ganhar terreno. “Uma
delas é a da construção de dispositivos usados em linhas de produção para
realizar operações em determinadas peças”, diz. Para exemplificar, ele
lembra dos dispositivos usados para encaixar uma peça que sofrerá usinagem
posterior em um local predeterminado.
“Em alguns casos, o transformador precisa apenas de um pequeno lote de
peças, não tem interesse de construir um molde. Então, fabrica as peças
finais diretamente na máquina”, conta Schmiegelow. Um case ajuda a
compreender essa possibilidade de aplicação. Nos aviões executivos de
pequeno porte, o número de cinzeiros é restrito. Para o fabricante dos
aviões, não interessa investir na construção de uma ferramenta para produzir
essa peça, a opção de construir um pequeno lote em um equipamento de
impressão tridimensional é vantajosa.
Para dar uma idéia do tamanho do mercado brasileiro de prototipagem rápida,
Amaral Neto recorre ao estudo mundial Wohlers Report de 2007, espécie de
“bíblia” do setor. “Pelo relatório, existem 86 máquinas no Brasil, das quais
36 foram comercializadas pela Sisgraph”, informa. Entre os clientes da
companhia, cerca de dois terços utilizam o equipamento para uso próprio.
“São empresas que lançam muitas peças, como as das indústrias
automobilísticas, de informática, de embalagens etc., além de institutos de
pesquisa e escolas”, revela. O outro terço é formado por prestadores de
serviços de prototipagem. “Nós não prestamos serviços, apenas vendemos
equipamentos. Não concorremos com os nossos clientes”, ressalta Schmiegelow.
Divulgação – Vender os equipamentos da Z Corp é o principal objetivo
da Seacam. Mas a empresa também presta serviços de prototipagem rápida,
forma encontrada para auferir algum lucro e também ajudar a divulgar o
processo desenvolvido pela fabricante multinacional de máquinas. “No Brasil,
há um grande desconhecimento da técnica de impressão tridimensional”, revela
Cláudia.
O desconhecimento gera problemas. “A prototipagem rápida é uma tecnologia
relativamente nova em todo o mundo. As primeiras máquinas que surgiram foram
as de esteriolitografia e, no começo, elas custavam muito caro, em torno de
US$ 800 mil a US$ 900 mil. Hoje, enfrentamos um desafio, muitos ainda têm em
mente essas primeiras máquinas como paradigma”, explica.

De acordo com
Cláudia, os equipamentos da Z Corp operam de forma similar ao de uma
impressora comum. No lugar dos cartuchos de tinta, existe o material
aglutinante. Em vez do papel, é usado um pó especialmente desenvolvido para
a operação. As máquinas contêm dois recipientes lado a lado. No primeiro se
situa o pó. O cabeçote recolhe o pó no primeiro recipiente e o distribui no
segundo misturado ao material aglutinante de forma a produzir a peça camada
por camada (acompanhe o funcionamento do processo na seqüência de fotos).
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