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Basf mostra novidades em
turnê pelo mundo
Novos
materiais, tecnologias e aplicações inéditas integraram a turnê de inovações
promovida pela Basf para mostrar ao mundo as mais recentes descobertas
idealizadas por cientistas e pesquisadores da companhia, com a finalidade de
oferecer avanços aos setores automotivo, plástico, construção, papel e
celulose, calçados, produção de diesel, entre outros. Para desenvolver pelo
menos duas dezenas de projetos inovadores, a companhia alocou em 2007
investimentos no valor de 1,38 bilhão de euros, devendo acrescentar às
pesquisas mais l,45 bilhão de euros em 2008.
Batizado de Marketplace of Innovations, o evento, iniciado em 2007,
em Hong Kong, percorreu continentes e teve a duração de aproximadamente um
ano. Reunindo milhares de convidados de vários campos industriais em todos
os centros nos quais foi apresentado, do oriente ao ocidente, a programação
que incluiu apresentações e exposição foi levada a Cingapura, Xangai,
Alemanha, Nova York, e teve como ponto de chegada o Brasil, onde permaneceu
por quatro dias no pavilhão da Bienal, em São Paulo.
A exposição privilegiou vinte grandes inovações. No entanto, uma das
aplicações que mais chamaram a atenção dos convidados no Brasil, reunindo
parceiros, colaboradores, clientes e imprensa, foi a construção de
componentes estruturais para bancos automotivos com plásticos de engenharia,
que revelaram as inúmeras possibilidades da ciência e da tecnologia
destinadas a substituir e desenvolver novas utilizações para materiais de
alto desempenho.
Bem mais leves e tão seguras quanto as metálicas, as estruturas
confeccionadas com plásticos de engenharia para bancos automotivos, segundo
José Carlos Belluco, gerente de negócios da área de plásticos de engenharia
da Basf do Brasil, oferecem conceito totalmente novo para as indústrias, e
foram testadas e aprovadas em rigorosos testes de impacto (crash tests),
realizados de acordo com especificações de montadoras européias.
O projeto, denominado Automotive Seating, resultou na construção de um
protótipo para o banco do motorista do modelo esportivo do Corsa OPC,
fabricado pela montadora européia Opel, no Brasil conhecida como General
Motors, encontrando pela frente grande chance de ser viabilizado em novos
projetos e modelos a partir de 2009.
Em todos os comparativos realizados pela companhia, as partes estruturais
dos bancos dos motoristas, produzidas integralmente com materiais
desenvolvidos pela Basf, revelaram vantagens como reduções de peso em até
50%, maior liberdade na criação e design das peças, melhor adequação aos
preceitos de ergonomia, resultando em maior conforto para os usuários,
facilidade nas montagens e reduções de custos, especialmente no que diz
respeito à confecção dos ferramentais.
“Numa única operação de injeção, é possível fabricar toda a parte estrutural
dos bancos, em substituição a todo o processo metalúrgico, muito mais
complexo e que requer muito mais tempo para ser executado”, informou Belluco.
O banco do motorista se compõe de duas estruturas: assento e encosto. O
assento, de acordo com o protótipo da Basf, foi construído em poliamida 66
injetada, adicionada de 33% de fibras de vidro e de modificadores de
impacto. Também injetada em poliamida 66, a estrutura do encosto, porém,
recebeu 50% de fibras de vidro.
Além de criar uma nova estrutura com plástico de engenharia, esse projeto
também contemplou novos tratamentos para o couro utilizado no revestimento
dos bancos, contando com uma camada de poliuretano empregada em conjunto com
superabsorventes.
A área de plásticos de engenharia da Basf também assinou projeto inovador no
campo dos softwares para simulação que prevê antecipar qual será o
comportamento dos polímeros no processo e na finalização da injeção. Tal
projeto consiste em novo método que promove a simulação integrada e, pela
primeira vez, leva em consideração parâmetros relacionados com o processo
produtivo, matérias-primas e peças finais, com o objetivo de desenvolver
peças críticas, sem a ocorrência de falhas, e eliminar try-outs, com ganho
de tempo e redução de custos. No exemplo da Basf, o novo método de simulação
foi direcionado ao desenvolvimento de absorvedor de impacto para
pára-choques – LBS (Lower Bumper Stiffner), componente de extrema
importância para a segurança dos motoristas e de seus acompanhantes.
“Trata-se do primeiro método integrado para simular o comportamento do
processo, do plástico e da peça final com alto grau de precisão e que atua
como ferramenta de auxílio ao desenvolvimento de peças, favorecendo o uso do
plástico em novas aplicações da indústria automotiva”, comentou Letícia
Costa Azevedo, analista de marketing da área de Plásticos de Engenharia da
Basf do Brasil.
Por intermédio do Integrative Simulation, é possível determinar exatamente o
ponto em que deverá ocorrer a quebra do absorvedor de impacto em caso de
colisão, evitando-se, com isso, danos maiores aos passageiros dos veículos.
A captura do dióxido de carbono (CO2) contido no gás natural e nos gases
gerados por resíduos de usinas também esteve entre os destaques da
exposição. Na mira dos projetos prioritários já há algum tempo, a Basf
instalou em mais de 200 usinas de tratamento a tecnologia do
metildietanolamina ativado, solvente especial à base de aminas, conhecido
comercialmente por aMDEA, voltado a reduzir as emissões de CO2.
Plástico biodegradável repercute no mundo - Em maio de 2006, a Basf
do Brasil em parceria com a filial brasileira da Corn Products International
já traçava as bases de criação do primeiro plástico biodegradável e
compostável produzido com um polímero vegetal à base de milho. Tratava-se do
biopolímero biodegradável Ecobras, apresentado pela primeira vez ao mercado
brasileiro na Brasilplast 2007, em São Paulo, ganhando, porém, maior
repercussão mundial a partir da realização do Marketplace of Innovations.
Eleito entre as dez maiores inovações brasileiras da última década, de
acordo com a pesquisa “O Brasil que inova”, realizada pela revista Exame e a
consultoria Monitor, o Ecobras foi inicialmente direcionado à fabricação de
embalagens injetadas, filmes para a produção de tubetes para
reflorestamento, sacolas plásticas e embalagens para cosméticos, com
possibilidades futuras voltadas a aplicações na indústria têxtil.
“Primeiro plástico com certificação biodegradável e compostável, produzido
com mais da metade de sua composição com matéria-prima de fonte renovável, o
Ecobras representa um projeto totalmente brasileiro e já vem sendo
comercializado para diversos segmentos da indústria de plásticos”, informou
Letícia R. Mendonça, gerente regional de especialidades estirênicas da
América do Sul da Basf. Por conter em sua composição mais de 50% de
matéria-prima de fonte renovável, o produto ajuda a balancear o ciclo de
carbono ao equilibrar o tempo de produção do plástico à sua utilização e
decomposição.
Avanços da biotecnologia - O projeto de biotecnologia, denominado
White Biotechnology também alcançou grande repercussão no Marketplace of
Innovations por levar ao conhecimento dos participantes biopolímeros,
enzimas e proteínas para aplicações industriais, até mesmo a obtenção de
intermediários químicos via matérias-primas renováveis.
Um dos resultados do White Biotechnology, segundo o gerente de projetos Rony
Akio Sato, está na aplicação da hydrophobina, proteína obtida por processo
biotecnológico cuja característica é a hidrofobicidade, ou seja, sua
capacidade de repelir a água. Inicialmente, duas aplicações foram
consideradas bastante interessantes para a hydrophobina. Em pinturas
automotivas, essa proteína seria empregada no tratamento de superfícies e,
na indústria alimentícia, poderia ser usada como estabilizante.
Na opinião de Sato, o projeto White Biotechnology encontra amplas
perspectivas de ampliação. “Sua abrangência envolve pesquisas
interdisciplinares entre os campos da biologia e da química para o
desenvolvimento de processos biotecnológicos, partindo da utilização de
microrganismos capazes de converter uma matéria-prima renovável em composto
de interesse industrial, seja uma proteína ou uma enzima, um intermediário
químico ou um biopolímero, incluindo ainda o desenvolvimento de sistemas
catalítico-enzimáticos para aplicações industriais”, informou.
Levado a cabo pelas inúmeras pesquisas, esse projeto tem comprovado a
viabilidade de substituição de vários materiais. “Como exemplo, podemos
citar um produto utilizado no acabamento da pintura automotiva, denominado
clear-coat, no qual o processo clássico de obtenção requer o uso de
matérias-primas químicas que exigem grande controle de manipulação e
esbarram em restrições de exposição. A substituição, porém, por uma nova
abordagem de processo, utilizando-se um sistema catalisado por uma enzima,
permitiu a utilização de novas matérias-primas como precursoras, bem como
alcançar vantagens quanto à pureza do produto, em virtude da maior
especificidade da reação”, comprovou Sato.
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Poliuretano para proteger encostas - O setor da construção também
foi contemplado por inovações desenvolvidas pela Basf. Uma delas foi
denominada Elastocoast. Trata-se de tecnologia que emprega o
poliuretano para proteger rochas em regiões marítimas costeiras, com
grande utilidade como reforço em barragens feitas de pedras. O
produto combate tanto erosões provocadas pelas ondas no mar como se
aplica também em trilhos de trens, barragens e obras em geral. |
Divulgação |
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PU foi desenvolvido para proteger encostas |
Para o gerente regional de
desenvolvimento, Hermann Jörns, o Elastocoast comprovou ser um produto
viável para recobrir cimento, betume, blocos de concreto, pedras, entre
outros materiais. Ao ser aplicado em rochas em barragens para prevenir
erosões, cria estruturas que permitem a passagem das águas, mas dissipam seu
impacto. Outras aplicações consideradas muito úteis desse produto estariam
voltadas ao escoamento das águas de chuva para se evitar enchentes e
alagamentos.
A química a serviço do setor da construção na Basf também direciona
pesquisas para a descoberta de novos superplastificantes, aceleradores,
retardantes, transportadores de ar e aditivos, a fim de oferecer melhor
desempenho ao concreto.
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TPU
Premium em calçados esportivos - A liderança mundial da Basf no
fornecimento de poliuretanos termoplásticos para aplicações em
calçados esportivos (Elastollan) também não poderia deixar de constar
das apresentações do Marketplace of Innovations. O último
desenvolvimento para esse segmento resultou na criação de um sistema
de amortecimento para calçados Premium, apresentado no modelo de tênis
a3, da Adidas, em 2006.
“O TPU é um material utilizado em calçados há vários anos, em
amortecedores de tênis, entre muitas outras aplicações, mas, nesse
caso, conseguimos viabilizar uma performance diferenciada em
amortecimento, que resultou em peça sem emendas, produzida em ciclos
rápidos, com alta resistência à flexão, mesmo sob condições mais
críticas de uso, envolvendo cargas e temperatura”, informou Fernando
Barbosa, gerente de vendas da Basf. |
Divulgação
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TPU proporciona amortecimento diferenciado |
Em calçados esportivos, o TPU
constitui material viável para substituir EVA, PVC e TR. Entretanto, as
propriedades dos poliuretanos termoplásticos possibilitam aplicações
diversificadas. De acordo com Barbosa, o produto oferece alto grau de
excelência não somente às necessidades do mercado calçadista, como também
aplicações em filmes, fibras têxteis, materiais para identificação animal,
rodas, amortecedores de vibrações de trilhos, empunhadeiras, fios e cabos,
entre outros.
Pacote de soluções para acabamento de superfícies - Uma nova
tecnologia desenvolvida pela Basf também possibilitou o acabamento de
superfícies de madeira, metais, plásticos e materiais compostos. Trata-se de
tecnologia patenteada denominada PermaSkin, já instalada em clientes do
Reino Unido e em fase de finalização em clientes da Alemanha.
“A tecnolgia foi desenvolvida originalmente para aplicações em madeiras para
uso externo, como portas. Mais tarde, percebemos que o sistema também
funcionava em alguns plásticos como poliestireno expandido e polipropileno
expandido, incluindo também possibilidades de uso em peças metálicas”,
informou Renata Oki, analista de marketing.
Um dos aspectos mais inovadores no projeto, informa Renata, é o modelo de
negócio. “A área de especialidades estirênicas tradicionalmente produz e
comercializa matérias-primas plásticas para as indústrias automobilísticas,
eletroeletrônicas, de embalagens, construção civil, entre outras, mas o
sistema PermaSkin apresenta-se como uma solução completa, um pacote de
soluções que compreende o filme plástico feito de ASA (Luran S), denominado
LuraSkin, o adesivo em base água para a laminação do filme na superfície do
material, e a máquina laminadora. Ou seja, o cliente negocia o pacote
inteiro com a Basf, que irá desenvolver parcerias para oferecer a solução
completa ao cliente”, afirmou Renata.
Apto a ser empregado em qualquer tipo de aplicação voltada ao acabamento de
superfície com alta durabilidade tal qual fosse uma pintura, o sistema
PermaSkin conta com aplicações inéditas no mercado automotivo europeu graças
às suas propriedades de resistência química e às intempéries, encontrando-se
atualmente em estágio de desenvolvimento e análise também em um cliente da
América do Sul.
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Plastificante seguro - A Basf também investiu mais de quatro
milhões de euros para desenvolver e testar o novo plastificante
Hexamoll Dinch, para atender às exigências européias relacionadas com
a segurança toxicológica para uso do produto em aplicações de
compostos de PVC para brinquedos (bonecas, bolas etc.), artigos
médicos (tubos para alimentação interna e hemodiálise, bolsas de soro
e sangue, tubos respiratórios, cateteres, luvas, máscaras de oxigênio
etc.), filmes para alimentos, artigos esportivos, produtos para lazer,
entre outras prevendo contato humano.
“O plastificante Hexamoll Dinch contém menos do que 0,01% de ftalato,
ou seja, está |
Divulgação
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Brinquedo de PVC apresenta menos de 0,01% de ftalato |
praticamente isento de ftalatos
e apresenta o menor índice de migração nos produtos de PVC, constituindo a
melhor opção em questão de segurança para a nossa saúde”, informou o gerente
de marketing Fabrício Soto.
Sua importância tecnológica assumiu maior peso no Brasil recentemente,
segundo Soto, em razão da entrada em vigor da Portaria 369, do Inmetro, que
exige que todos os brinquedos fabricados em vinil, para crianças entre zero
a três anos, apresentem concentração inferior a 0,1% de ftalato.
R. M.
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