|
|
O mesmo produto resulta em coloração diferenciada em função das
singularidades de cada processo produtivo. Para tanto, o acerto de cor
ocorre no equipamento do cliente. “Trata-se de um trabalho extremamente
técnico”, diz. Os principais fabricantes de monofilamentos para móveis estão
em São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
|
Com
capacidade para produzir 500 t mensais, a Procolor processa em torno
de 200 t/mês em dois turnos de trabalho. Instalada na nova sede há
dois anos, a empresa pretende concluir investimentos em torno de R$
800 mil em 2008. “A verba contempla a compra de extrusora, melhorias
no laboratório e abertura de filiais”, afirma o gerente comercial,
Sergio Leonel Palermo. A companhia tem filial em Bauru há três anos,
inaugurou outra em Jaguariúna em maio, e conta ainda com
representantes em diversos estados do país.
De acordo com Palermo, São Paulo consome 45% da produção. “O Nordeste
tornou-se o |
 |
|
Palermo: empresa investirá mais R$ 800 mil |
segundo maior
mercado consumidor, principalmente nos segmentos de ráfia, filmes e móveis
para jardim.” As perspectivas para o ano são favoráveis na avaliação da
diretoria da Procolor. A empresa aguarda a certificação pela ISO 9000 em
junho, além de aumentar o volume de vendas. “A média de crescimento nos
primeiros quatro meses do ano foi de 30% no comparativo com 2007”, diz
Clauss.
No ano passado, o faturamento ficou 15% superior ao volume registrado em
2006. Na avaliação do empresário, a evolução se deve a diversos fatores.
“Houve consolidação de alguns mercados e expansão de outros em razão dos
investimentos realizados.” A saída de algumas empresas do setor também
contribuiu. “O mercado continua muito concorrido, mas tem espaço para todos.
É só trabalhar com competência.”
Aperto de
margens reforça as fusões e aquisições
Fusões,
aquisições e investimentos marcam a trajetória de empresas do setor nos
últimos anos. A Polimaster, de Novo Hamburgo-RS, prepara-se para concluir
uma joint venture. A Vimaplas, de Birigui-SP, está de mudança para a nova
fábrica. A Clariant comprou a divisão de masterbatches da Ciba, além de
empresas na Colômbia e Guatemala. A norte-americana ColorMatrix adquiriu a
DosiColor, entre outros investimentos.
A Polimaster vai instalar uma unidade fabril em São Paulo com capacidade
produtiva inicial de 50 toneladas/mês. A localização, ainda não definida,
visa ampliar a participação da empresa no mercado paulista. O investimento
ocorre a partir de joint venture com indústria nacional, não revelada, da
área de extrusão. “Comunico, em primeira mão, que estamos em fase de
definição do local, na Grande São Paulo. Esperamos formalizar e divulgar o
projeto em 60 dias”, antecipa o diretor-geral Marco Reichert.
Ele ainda informa que a estratégia prevê ampliar a atuação em
especialidades, especialmente em cores, reforçando a preocupação com as
questões ambientais. “Não usamos pigmentos à base de chumbo, nem
plastificantes ftalatos, como DOP, DIBP, DIDP e outros. Em um primeiro
momento, podemos até perder negócios, mas nos antecipamos a uma tendência
mundial.”
As alternativas empregadas incluem o uso de pigmentos orgânicos combinados
com inorgânicos (dióxido de titânio, óxido de ferro, entre outros). “Alguns
transformadores nos dizem claramente não se importar com a presença de
chumbo nos pigmentos, priorizando o preço. Abrimos mão desses clientes.” Na
análise de Reicher, o descuido ou falta de conscientização dessas empresas
pode resultar em demandas trabalhistas, entre outras ações. “Conta que o
empresário precisa fazer.”
A Polimaster criou recentemente um boletim informativo, distribuído aos
clientes, para tratar dessas e de outras questões. “Vamos todos nos
reeducando. Pode ser uma contribuição pequena, mas a soma de ações desta
natureza vai aos poucos gerar resultados.”
A planta de Novo Hamburgo, com capacidade nominal para produzir 200
toneladas/mês, recebeu investimentos em diversas áreas, como logística
interna, capacidade de produção, sistema ecológico de resfriamento de água
industrial, equipamentos de laboratório, nos sistemas de gerenciamento e na
equipe.
Além de masterbatches de pigmentos e aditivos, a companhia presta serviço de
tingimento de resinas. Desde 1997, produz pigmentos líquidos livres de
ftalatos, cujo veículo é um plastificante atóxico. “Entretanto, esse não é
nosso foco.”
Na análise de Reichert, 2008 sinaliza vendas menores, margens igualmente
decrescentes e aumento da concorrência em relação ao período anterior.
Ressalta ainda que o real valorizado favorece a importação de artigos
plásticos, diminuindo a atividade da indústria brasileira. “A cotação do
petróleo em patamares estratosféricos repercute nos preços dos insumos.
Esses são aspectos que pioram o quadro para 2008.”
A empresa exporta há 15 anos, porém, pequenos volumes. “Já tivemos momentos
bons, mas com a taxa de câmbio atual, perdemos os principais negócios com o
exterior.”
Mais aquisições – Recentemente, a Clariant comprou a divisão de
masterbatches da Ciba, com operações na França, Arábia Saudita e Malásia, e
as empresas MasterAndino, da Colômbia, e Plasticolor, da Guatemala. “Na
América Latina, além de expandir a capacidade das fábricas de Suzano, em São
Paulo; de Cota, na Colômbia e Buenos Aires, na Argentina; foi inaugurado um
novo site no Chile”, diz a gerente do segmento de embalagens América Latina,
da divisão masterbatches - Color Works, da Clariant S.A., Alessandra Funcia.
Conforme Alessandra, a Clariant opera 54 plantas, com presença em 33 países.
Só na América Latina são sete: Brasil (São Paulo), Argentina (Buenos Aires),
Chile (Santiago), Colômbia (Cota), Venezuela (Maracay), Guatemala (Guatemala
City) e México (Cidade do México), além de escritórios de vendas nos
principais países da região. “Pelo menos 80% dos clientes estão localizados
a menos de 400 km das unidades de produção.”
Líder global em especialidades químicas, com sede em Muttenz, na Suíça, a
Clariant está presente nos cinco continentes, com mais de cem unidades,
empregando cerca de 21 mil funcionários. As vendas anuais da empresa giram
em torno de US$ 6,7 bilhões.
A linha de produtos da divisão masterbatches inclui, além dos concentrados
de cor, os pigmentos e aditivos. Na América Latina, o parque industrial
colombiano produz os concentrados líquidos. Na avaliação de Alessandra, o
mercado está em expansão, mas os aumentos de custos das matérias-primas,
energia e logística pressionam severamente as margens.
Em fevereiro de 2007, a ColorMatrix adquiriu a DosiColor. “Com o processo de
integração concluído, as unidades da Argentina e México estão hoje
convertidas em unidades ColorMatrix”, diz o diretor de marketing para a
América Latina, Paulo Carmo. Dentre as vantagens, ressalta a consolidação da
presença da companhia na região, a proximidade com os clientes e a melhoria
na qualidade do atendimento.
A estratégia incluiu diversas ações como a unificação dos procedimentos
(engenharia, produção, qualidade, certificação ISO, financeiro etc.). “Mais
que manter a estrutura, buscamos reforçá-la e adequá-la à demanda. Muito já
foi feito nas três unidades, não só em infra-estrutura e capacidade
produtiva, mas em equipamentos para os escritórios, ferramentas e
treinamentos.”
Também em 2007, a ColorMatrix adquiriu a Colorant Chromatics Group, líder
mundial em colorantes para fluorpolímeros. “A estratégia da corporação é a
expansão, seja por meio de crescimento orgânico ou de novas aquisições que
estão sendo consideradas”, afirma.
Segundo Carmo, em princípio, cada fábrica atende ao mercado de sua região,
porém sempre buscando as melhores sinergias com relação ao embarque de
produtos acabados ou matérias-primas. “Trabalhamos com uma logística
integrada e produtos globais. No caso específico da América Latina,
atendemos a todos os países a partir das três fábricas, mas periodicamente
revisamos a matriz logística buscando otimizar os pontos de fornecimento.”
Dentro desse contexto, todas as fábricas são exportadoras. “Se necessário,
recorremos também às demais unidades fabris.”
Nova fábrica – A Vimaplas prevê para junho a partida da nova fábrica
instalada no Distrito Industrial de Birigui-SP. A estratégia visa modernizar
e aumentar a capacidade produtiva das atuais 90 toneladas/mês para 120 t
mensais, inicialmente. “Vamos ampliar nossa atuação no mercado”, informa o
diretor Eder Momesso. A planta conta com 5.000 m² de área total e 4.400 m²
de construção. “O investimento total soma R$ 1 milhão.”
Momesso destaca o lançamento do masterbatch para marcação a laser livre de
antimônio e estanho, mais adequado para a utilização em embalagens de
produtos alimentícios em comparação aos disponíveis atualmente no mercado.
Conforme ele, o material é muito utilizado na fabricação de brincos para
rastreabilidade de bovinos. “Facilita a leitura a laser e impossibilita a
adulteração dos códigos de barras.”
No campo das cores, Momesso revela a forte tendência dos tons que denotam
perspectiva futurista. “Não só o prata, mas todos os metálicos e perolados
estão sendo largamente requisitados; em geral, custam cerca de 30% mais em
relação às cores sólidas, mas agregam um enorme valor ao produto final,
principalmente os de prateleira. A cor metálica bem desenvolvida certamente
atrai o consumidor.”
Atualmente, a maior utilização dos perolados ocorre na indústria de
cosméticos, tanto nos produtos quanto nas embalagens. Tende, porém, a
avançar ainda nos segmentos de vestuário, calçados e embalagens sopradas.
Já o desempenho do mercado tem deixado a desejar. “Está menos aquecido do
que esperávamos ao final de 2007.” Com forte atuação na indústria calçadista,
a Vimaplas também foi afetada pela queda nas exportações do setor. Para
Momesso, a taxa cambial desfavorável resultou na perda de contratos de
exportação e queda no faturamento dos fabricantes. Outros segmentos, como o
de autopeças, apresentaram evolução, garantindo resultados positivos.
Segundo ele, houve crescimento, porém inferior ao projetado.
As margens também permanecem reduzidas devido à forte concorrência.
Portanto, ele acredita ser de extrema importância uma produção cada vez mais
eficiente e ágil, de modo a atender os clientes rapidamente, com preço menor
e qualidade maior. Otimista em relação ao desempenho da empresa no segundo
semestre, Momesso concentra esforços, desde janeiro, para aumentar o
market share e já prevê a mudança para a nova fábrica, com capacidade de
produção superior.
|
|