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masterbatch |
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Concorrência
exige
investimentos
em qualidade, inovação
e serviços
Testo de Simone Ferro e
Fotos de Cuca Jorge |
Lilás,
ouro, prata, tons cítricos, perolados e metalizados. As tendências de cores
da temporada 2008 estão nas embalagens de cosméticos e de produtos de
limpeza, nas utilidades domésticas e em muitos outros produtos expostos nas
boas lojas do ramo. No entanto, o que parece simples começou muito tempo
antes nas indústrias de pigmentos e masterbatches que pesquisam, desenvolvem
e produzem em escala comercial as cores que vão conquistar os consumidores
durante alguns meses, até que tudo recomece.
São indústrias comprometidas com a redução dos impactos ambientais da
produção e seus produtos finais, e com a necessidade de baixar custos e
aumentar o valor agregado, garantindo o desenvolvimento comercial e
tecnológico do setor. O Brasil conta com mais de uma centena de fabricantes
de concentrados de cor, boa parte dedicada às commodities – em torno de 10%
das empresas, com atuações nacional e internacional, focam as especialidades
coloridas e de aditivação. Trata-se de um mercado altamente competitivo,
impulsionado pela inovação e excelência dos serviços prestados.
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A gerente do
segmento de embalagens América Latina, da divisão masterbatches –
Color Works, da Clariant S.A. –, Alessandra Funcia, explica que os
clientes trabalham com antecedência de um a dois anos no lançamento de
produtos. Para suprir essa necessidade do mercado, a Clariant
apresenta anualmente o ColorForward, uma ferramenta de design e
análise da tendência de cores, que auxilia designers e profissionais
de marketing a tomarem decisões. “É por isso que já apresentamos o
ColorForward 2009.”
Segundo ela, o trabalho explora as influências culturais globais e as
tendências de estilos de vida, avaliando seu impacto nas preferências
por cores dos futuros bens de consumo. “O objetivo é proporcionar
informações e inspiração que possam ser interpretadas, adaptadas e
aplicadas, visando a atender às necessidades individuais de marketing
e de requisitos de produtos”, diz Alessandra.
Impressos em um livreto, os temas do ColorForward contam ainda com
tiras confeccionadas de polipropileno para proporcionar experiência
tátil, além da visual. Especialistas em cores das Américas do Norte e
do Sul, Europa e Ásia |
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Alessandra: fornecedor prepara novas cores com antecedência |
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trabalham no
projeto que busca a interação das tendências de cores em plásticos com
outros segmentos, como indústria automotiva, tintas de impressão e de
parede, área têxtil, couro e papel, que compõem outras divisões de
negócios da Clariant, com atuação também na coloração e funcionalidade
de pigmentos e aditivos. “Somos membros de associações locais,
regionais e globais de estudos das influências culturais e tendências
de estilos de vida”, diz Alessandra.
Cor virtual – O sistema batizado de DosiXpress também
representa a evolução no desenvolvimento de cores. A novidade,
apresentada na última Feira K, teve seu lançamento oficializado na
Argenplás 2008, realizada em abril na capital argentina, Buenos Aires.
Trata-se de um sistema automatizado |
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Amostras de PP ajudam a avaliar tendências |
no qual o cliente,
com o auxílio de um espectrofotômetro, cria um match, ou seja, uma
formulação de colorante, conforme a cor padrão desejada, em uma área
personalizada na web site da norte-americana Colormatrix, com fábrica em
Itupeva-SP.
O sistema ainda permite emitir ordem de compra on-line para o produto
escolhido, que será produzido e embarcado em até uma hora. “Tal tecnologia
revolucionária estabelece um novo padrão no mercado mundial para
desenvolvimento e fabricação de cores, permitindo aos clientes o controle de
seus próprios desenvolvimentos e, eventualmente, até mesmo da fabricação de
seu colorante”, informa o diretor de marketing para a América Latina da
Colormatrix, Paulo Carmo.
Na análise de Carmo, ao longo to tempo, o mercado competitivo passou a
demandar produtos cada vez mais diferenciados, exigindo novos colorantes,
como os metalizados ou que agregam efeitos especiais à embalagem. “Fizemos
muitos desenvolvimentos em cores, aditivos e equipamentos dosadores, visando
sempre à sustentabilidade do negócio.”
Dentro desse contexto, a Colormatrix busca oferecer soluções integradas que
contemplam inclusive a reciclabilidade da embalagem com colorante
metalizado. O compromisso ambiental se estende, conforme Carmo, à
participação ativa no conselho da Petcore (PET Container Recycling Europe),
entidade européia sem fins lucrativos.
O trabalho da Petcore visa promover o uso e o desenvolvimento do PET em
embalagens, facilitando tanto sua reciclagem quanto o uso do material
reciclado. De acordo com Carmo, a entidade, fundada em 1993, congrega
representantes de vários setores da indústria e apóia autoridades locais
para estabelecerem programas de reciclagem, além de atuar muito próximo a
associações dedicadas à coleta e à revalorização. Dessa forma, desenvolveram
conhecimento nos programas de reciclagem, apoiando as comunidades com
informação pertinente ao processamento, recuperação e reutilização de
embalagens pós-consumo.
Ambiente – As questões ambientais também norteiam as operações da
Clariant com o uso de pigmentos isentos de metais pesados e a aplicação de
tecnologia avançada. O objetivo é concentrar ao máximo os seus masterbatches
para que sejam utilizados em menor quantidade por seus clientes, com maior
rendimento de coloração e alto desempenho nas máquinas. A proposta do
fabricante é desenvolver produtos com foco na diminuição do impacto
ambiental de toda a cadeia produtiva, com o emprego de tecnologia de ponta.
Nesse contexto, Alessandra destaca o desenvolvimento de cores e aditivos a
partir de fontes renováveis de origem animal e vegetal. “Iniciativa
desenvolvida na Clariant do Brasil, que ganhou o prêmio especial de inovação
tecnológica da Clariant Global e foi oficialmente lançada na feira K 2007. ”
Com isso, os clientes podem repassar os benefícios econômicos e de apelo
ecológico para toda a cadeia, atingindo os consumidores finais conscientes e
comprometidos com o meio ambiente.
Entre os avanços nessa área, o diretor da Vimaplas, de Birigui-SP, Eder
Momesso, cita o uso cada vez menor de metais pesados e outras substâncias
nocivas nas formulações. “Gradativamente, são substituídas por produtos de
tecnologia mais avançada”, afirma.
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Tais
requisitos também estão presentes na fábrica da Polimaster, de Novo
Hamburgo-RS e da Termocolor, de Diadema-SP. Segundo o gerente
comercial desta, Júlio Carlos Isola, a empresa está em processo de
implantação da norma ISO 14001 e tem seus produtos certificados pela
Diretiva RoHS, exigência para as companhias que exportam para a Europa
direta ou indiretamente. A Termocolor vende no exterior 1,5% de sua
produção. Os destinos são o Chile e a Bolívia.
Dentre os recentes investimentos, Isola menciona a aquisição de duas
máquinas dupla rosca. Com capacidade para produzir 6.000
toneladas/ano, fazem parte do portfólio masterbatches, compostos,
aditivos e resinas tingidas, além do serviço de beneficiamento.
“Recentemente, lançamos o master para multifilamentos.” As
perspectivas para 2008 são otimistas. “Ele estima crescer 15% em
relação ao período anterior, mas o projeto de construção da nova
fábrica em Cabreúva-SP, anunciado desde 2005, foi adiado. |
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Isola espera crescer com novo maquinário e multifilamento |
Líquidos –
A ColorMatrix, líder mundial no segmento de pigmentação líquida, possui
fábricas nos Estados Unidos (Ohio e Texas), Europa (Inglaterra e Holanda) e
Ásia (China). Na América Latina, as fábricas e laboratórios de
desenvolvimento estão no Brasil, Argentina e México, além de escritórios no
Chile e na Colômbia. De acordo com Paulo Carmo, toda a evolução tecnológica
que a companhia desenvolve chega ao mercado por meio de produtos líquidos,
com raras exceções.
Para ele, as vantagens dos pigmentos líquidos são a alta precisão de
dosagem, a repetibilidade, o pequeno impacto no processo do cliente, a
redução de inventários, a limpeza, a economia e a praticidade. “A tecnologia
de dispersão líquida é a mais eficiente como veículo para agregar-se cor ou
aditivos ao plástico e estamos hoje presentes em todos os mercados.”
Em operação há quase oito anos, a fábrica brasileira, instalada em
Itupeva-SP, teve a sua atuação focada inicialmente no mercado de PET, hoje,
porém, fornece praticamente para todos os segmentos do plástico e de fibras
têxteis. Na opinião de Carmo, a atuação na América Latina se fortaleceu com
a aquisição da DosiColor, em fevereiro de 2007.
Além dos colorantes e equipamentos dosadores, a Clormatrix fabrica aditivos
(barreiras ao oxigênio e CO2, protetores UV e redutores de acetaldeído (AA)
para embalagens PET, clarificantes e nucleantes para poliolefinas,
antimicrobiais e outros. Recentemente, a empresa lançou a tecnologia HyGuard,
um seqüestrante O2 que, incorporado na injeção das pré-formas, é ativado no
momento do envase do produto.
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Especialidades – Não só os pigmentos líquidos integram a lista de
especialidades bem-sucedidas no mercado de coloração de plásticos. Nos
últimos anos, o avanço na demanda das resinas de engenharia também
criou um nicho bastante promissor. A Procolor, de Cotia-SP, está entre
as companhias que investiram nessa área e tem soluções para os
mercados de poliuretano (PU), náilon, ABS/PC, SAN, acrílico, mono e
multifilamentos, e policarbonato (PC), entre outros materiais como as
borrachas termoplásticas.
Segundo o diretor-presidente da Procolor, Roberto Clauss, entre 15% e
20% do volume de produção já atende a esse segmento. Ele registra
também o avanço do mercado de PU nos dois últimos anos, principalmente
na confecção de brincos para identificação de bovinos. “Desenvolvemos
linhas de master com cores especiais e aditivos de alto desempenho
para leitura a laser”, afirma. |
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Clauss: demanda dos plásticos de engenharia ganha espaço |
A extrusão de
monofilamentos de polietileno de média densidade (PEMD), muito empregados na
confecção de móveis cujas tramas imitam fibras naturais como a juta e o
sisal, também avançou e trouxe bons negócios para as indústrias de
concentrados de cor. “Entramos nesse mercado há sete anos”, diz a
supervisora comercial da Procolor, Vanessa Falcão.
Com diversas cores desenvolvidas para essa aplicação, Vanessa explica que o
concentrado agrega pigmentos de alto desempenho e aditivos para proteção
contra os raios ultravioleta e antiestático, entre outros. “Cada cliente tem
sua formulação, pois o processo de extrusão interfere no resultado final.”,
justifica.
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