
Após comandar por seis anos o Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp) e exercer papel fundamental no rearranjo da indústria petroquímica brasileira, José Ricardo Roriz Coelho deixa a presidência da entidade. O executivo ingressou na terceira geração: em março, ele assumiu a direção da Vitopel, maior fabricante de filmes de polipropileno biorientado (BOPP) da América Latina (ver PM 400, fevereiro de 2008, pág. 62). Vice-presidente desde 2004, Vítor Mallmann tomou a frente do sindicato, com propostas de manter as iniciativas da gestão anterior em três pontos por ele considerados cruciais para a indústria do plástico: competitividade, sustentabilidade ambiental e inovação. O mandato da atual diretoria segue até 2009.
Entre as primeiras medidas, ele planeja reforçar os movimentos do Siresp com respeito à questão da isonomia do ICMS no Estado de São Paulo. O setor obteve uma vitória importante com a redução da alíquota para as resinas, de 18% para 12%. “O Siresp pretende avançar nessa questão, apoiando a concessão desta isonomia tributária também para a indústria de transformação”, declara. A instituição apresentou ao Governo do Estado o programa de metas de arrecadação, investimentos e geração de empregos, condição necessária para efetivar a redução para 12% da alíquota de ICMS nas vendas internas.

O segundo aspecto que o novo presidente pretende perseguir diz respeito à questão ambiental. Entre as medidas planejadas, Mallmann ressalta a intenção do Siresp em propor uma parceria ao governo paulista para uma possível reciclagem energética, que consiste em recuperar a energia contida nos resíduos sólidos urbanos na forma de energia elétrica ou térmica, tendo no material plástico – por seu alto poder calorífico – a fonte combustível (ver PM 395, dezembro de 2007, pág. 12). “Queremos implementar um projeto piloto, em São Paulo, de reaproveitamento dos resíduos, transformando o lixo em energia”, diz.
No entender do novo presidente do Siresp, a competitividade da indústria do plástico vai além da produção de resinas, motivo pelo qual pretende desenvolver uma abordagem conjunta com a indústria da transformação para preservação do mercado doméstico e ampliação das atividades no mercado internacional. Para ele, a inovação é condição básica para atingir essas metas.
Vítor Mallmann carrega na bagagem mais de vinte anos de atuação na cadeia petroquímica, onde atuou no grupo Ultra e na Petroquisa. Atualmente é diretor de relações com investidores do grupo Unipar, onde trabalha há dez anos. Também é membro dos conselhos de administração da PqU, Carbocloro, Petroflex, Politubenos e RioPol, além de vice-presidente do Sinproquim.
Nona produtora mundial de resinas termoplásticas, a indústria brasileira suporta uma produção atual superior a 4,5 milhões de toneladas anuais, com faturamento acima de 30 bilhões de reais em 2007. As exportações do setor são da ordem de US$ 600 milhões por ano. M. A. S. R.