
Nas linhas Tubular Uno e Coex – esta última lançada há aproximadamente um ano e meio –, a novidade são as máquinas com capacidade de fazer a co-extrusão de polipropileno com copolímeros ou, ainda, de polipropileno com polietileno. “A intenção é agregar as características positivas do polipropileno, tais como transparência e barreira, com as características boas do polietileno – resistência, soldabilidade e elasticidade –, resultando em um filme com muito mais resistência”, explicou Ciola. Com filmes de maior resistência, esclarece o diretor da indústria, é possível operar com uma espessura menor – tudo isso aliado às vantagens em termos de elasticidade e de soldabilidade. “É um produto realmente diferenciado, a primeira máquina de polipropileno no mercado nacional com resfriamento a água”, anunciou Ciola. Diversas unidades desse modelo já estão em operação no mercado e, segundo Ciola, elas são resultado de mais de três décadas de experiência.
A Rulli Standard apresentou como argumento de vendas a melhor relação custo/benefício de suas máquinas, baseada em aproximadamente trinta anos de pesquisa e desenvolvimento na fabricação de suas linhas de extrusão. Para o processamento de co-extrusão de cinco camadas, a empresa demonstrou sua principal máquina da divisão de flexíveis, a Co-extrusora Modelo Coex-5. Segundo a empresa, seus equipamentos para co-extrusão reduzida podem manufaturar materiais mais econômicos, proporcionando um produto final igualmente econômico e com as mesmas características – como, por exemplo, no caso de embalagens de alta barreira para alimentos, superpondo o material com barreira para gases a um outro de alta resistência.

Sopradoras de ciclo rápido – A Nissei ASB Sudamérica realizou o lançamento de uma sopradora para embalagem que oferece, de acordo com a empresa, alguns benefícios em termos de operação, sustentabilidade ambiental e consumo econômico de energia: a ASB-15N/10E. Segundo o chefe do departamento de engenharia de produto da empresa, Luiz Augusto Tsuguio Miyake, essa máquina consome até 60% menos energia elétrica e 89% a menos de água para resfriamento, em comparação com as sopradoras equivalentes. “A máquina produz baixa vibração e ruídos e também não oferece riscos de contaminação por vazamento de óleo”, explicou Miyake.
No amplo estande das Indústrias Romi, além de uma série de injetoras de plástico da série Prática com máquinas entre 40 e 380 toneladas de força de fechamento, sopradoras em funcionamento foram apresentadas para a produção de embalagens de alimentos e utilidades domésticas. Equipadas com buchas autolubrificantes, essas máquinas impedem a contaminação das peças injetadas a óleo. Conforme informações do presidente da empresa, Livaldo Aguiar dos Santos, além da série Prática a Romi fabrica as máquinas Velox – com ciclo de produção ultra-rápido e apropriadas à confecção de peças com paredes ultrafinas e embalagens.
Na Romi, os visitantes ainda puderam conhecer a sopradora Romi JAC modelo Compacta, de oito toneladas. Equipada com 14 cavidades de 500 ml, a máquina dispõe de uma capacidade de produção de 4 mil e 200 frascos por hora de PEAD. Segundo os dirigentes de vendas, é considerada pela Romi como uma das mais produtivas da linha, pois detém tecnologia para a fabricação de embalagens plásticas mantendo, ao mesmo tempo, a uniformidade das paredes e do peso.

Ainda no segundo dia de exposição, Maristela Simões Miranda, diretora-comercial da Maqplas, indústria de equipamentos para embalagens flexíveis, já comemorava as encomendas de nada menos que sete máquinas de corte e solda para sacolas plásticas. A solução tecnológica que se transformou na principal motivação das vendas destas máquinas podia ser encontrada nos modelos MP 800 e MP 100, com capacidade para produzir sacolas com alças longas, para serem carregadas nos ombros. “Essas sacolas de alças compridas são destinadas para o público jovem, mas sua produção era muito lenta porque a ligação entre as alças e o corpo da sacola era feita artesanalmente”, esclarece Maristela. O novo sistema da Maqplas tem capacidade de produção para a colagem de 350 alças/hora.
Sacolas, um problema ambiental – As sacolas plásticas de supermercado recentemente passaram a ser consideradas mais uma das ameaças ao equilíbrio ambiental. A Brasilpack serviu de plataforma para um trabalho de conscientização realizado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP) dos empresários sobre uma nova normalização para a sua fabricação. O presidente do INP, Paulo Dacolina, informou que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) baixou a NBR 15448-2 – em vigor desde 14 de fevereiro de 2008 – baseada nas conclusões de uma comissão multidisciplinar com 70 representantes de entidades, empresas, laboratórios e universidades. Essa comissão fixou os métodos de ensaio aos quais uma embalagem plástica biodegradável deve ser submetida, a fim de reaproveitar os seus resíduos biodegradáveis.

“É uma norma que se aplica a qualquer embalagem plástica apresentada no mercado sob a denominação de biodegradável ou que leve o consumidor a entender tratar-se de uma embalagem ambientalmente saudável”, esclarece Dacolina.
O tamanho exato do problema ambiental provocado pelas sacolas plásticas no país, segundo o presidente do Instituto Nacional do Plástico, deve ser dimensionado levando-se em consideração os aspectos quantitativos e qualitativos do produto. Segundo Dacolina, o Brasil produz algo em torno de 16 bilhões de sacolas de supermercado/ano, mas a distribuição deve ser reduzida para 11 bilhões de unidades, para diminuir as proporções de risco e não se configurar em uma ameaça ecológica. “A qualidade da sacola de supermercado vem caindo e perdendo sua resistência ao longo do tempo”, disse Dacolina. Uma pesquisa de observação do Ibope em 400 atos de compra em vários supermercados, durante o período de duas semanas, concluiu que 13% das pessoas embalam seus produtos em duas sacolas; 62% usam somente metade das sacolas; e apenas 25% dos consumidores utilizam as sacolas de forma convencional.

“Mesmo com uma margem de erro relativamente grande, é possível calcular a redução na distribuição de até 35% das sacolas, atingindo a meta de redução de cinco bilhões de sacolas”, explica o presidente do INP. Dacolina esclarece que, se no âmbito do consumidor é necessário o INP orientar para o uso moderado e ambientalmente responsável de sacolas plásticas – com o uso, reúso e reciclagem –, na outra face do problema a indústria precisa fabricar sacolas mais resistentes. “Com mais resistência, as sacolas suportam mais volumes e maior peso, diminuindo o consumo desnecessário e a quantidade de sacolas em circulação”, disse Dacolina acrescentando, por fim, que a melhor qualidade já garante a reutilização das sacolas plásticas dentro de um dos pressupostos básicos do processo ambiental. “Já existem bioplásticos de origem vegetal obtidos do amido de milho, cana-de-açúcar e mandioca que, efetivamente, são biodegradáveis e 100% passam pela nova norma técnica”, informa o presidente do INP.
Plástico 100% biodegradável – Um tipo de plástico biodegradável para ser aplicado não somente nas sacolas plásticas, mas também em outras embalagens injetadas, filmes para tubetes de mudas para reflorestamento, cosméticos etc., foi um dos produtos que se destacaram pela inovação. Desenvolvido pela Basf no país, o Ecobrás se constitui em um plástico compostável obtido de fonte renovável. O novo plástico biodinâmico foi processado com matérias-primas vegetais, por meio da combinação de um outro tipo de plástico biodegradável da Basf com um polímero vegetal à base de amido de milho, em conjunto com a filial brasileira da Corn Products International.

Por ser constituído em mais de 50% por matéria-prima de fonte renovável, o Ecobrás se dispersa facilmente no ambiente em poucas semanas porque sua composição balanceia o ciclo de carbono ao equilibrar o tempo de produção do plástico na sua decomposição em curto período após ser descartado em ambientes propícios como as usinas de compostagem. Durante o processo de decomposição, o Ecobrás é como um composto orgânico em geral. Entre outros benefícios, além da incorporação de recursos renováveis, o Ecobrás possui as vantagens adicionais de possibilitar o seu processamento em equipamentos tradicionais de transformação e aditivado com pigmentos, antiderrapante, antifog e antiblocking.

O negócio da reciclagem – A julgar pela oferta de soluções tecnológicas, mais que a etapa final de reaproveitamento de aparas no processo da indústria de plásticos, a conversão de resíduos após o consumo está se transformando em um ramo de negócios à parte. A Plásticos Wortex expôs seus equipamentos da linha Challenger Recycler. A gerência de marketing da empresa informou que as máquinas da linha Challenger Recycler têm capacidade para reprocessar com baixo custo operacional desde filmes a impressos metalizados, polietilenos, náilon, ráfia e até materiais sólidos de injeção e sopro. A capacidade de produção dos quatro modelos disponíveis varia entre 180 kg/h a 1.300 kg/h – mas a indústria admite a consultoria para fabricar equipamentos com capacidade acima de 1.500 kg/h por encomenda. O uso de baixas pressões de extrusão para evitar a degradação do material, intertravamento de segurança operacional elétrico e mecânico e o consumo econômico de energia são as principais vantagens defendidas pela Wortex para essa linha que produz grãos uniformes.
A ADL Automação e Reciclagem demonstrou a sua ADL 120, uma linha automatizada para a reciclagem de aparas de filme, composta por moinho, alimentação forçada e silo dosador. A ADL 120 prescinde a utilização de aglutinador, pois o material sai pesado e ensacado sem contato manual. A extrusora com corte fácil submerso da ADL, além de granular borracha e termoplásticos, também é indicada para a reciclagem de PVC, PEAD, PEBD, PP, PS e PET. Segundo o fabricante, o baixo consumo de água na etapa de resfriamento faz da ADL 120 “um equipamento ideal na fabricação de grãos”.