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Em Bahía Blanca,
na Argentina, o investimento da Solvay Indupa será de US$ 60 milhões e prevê
a expansão da capacidade de produção de MVC em 20 mil toneladas anuais,
chegando a um total de 260 mil toneladas/ano; e a ampliação da produção de
PVC-S, das atuais 220 mil toneladas para 260 mil toneladas/ano até 2012. A
Solvay Indupa também estuda instalar naquele país uma usina geradora de
energia elétrica de 165 mW com o objetivo de garantir o fornecimento para a
unidade de cloro-soda. O investimento estimado é de US$ 135 milhões.
Direcionar recursos para a geração de energia no Brasil também está sendo
pensado, mas ainda não há um projeto definido.
Nova planta em Alagoas – A reação da Braskem não tardou. A empresa
brasileira, maior produtora de resinas PVC no país, com capacidade nominal
de 490 mil toneladas e produção, em 2007, de 450 mil toneladas, obtidas por
meio das fábricas em Camaçari, na Bahia, e Maceió, Alagoas, anunciou um
investimento, estimado em US$ 250 milhões, em uma nova linha produtiva em
Alagoas, com capacidade de 200 mil toneladas anuais de PVC–S, a partir de
2010.
Além disso, como informou o diretor de marketing estratégico, Marcelo Nunes,
também iniciou um investimento de R$ 100 milhões na modernização das linhas
atuais. Entre as principais medidas, consta a troca de reatores, o que
permitirá aumentar sua capacidade nominal em 50 mil toneladas.
Além da expansão, a Braskem também tem dedicado esforços ao desenvolvimento
tecnológico da resina e das aplicações do PVC, conforme relata o gerente de
desenvolvimento de mercado, Luciano Nunes. Com este objetivo, inclusive, o
executivo embarca no final de abril para a Inglaterra, onde participará da
Conferência Internacional PVC 2008, em Brington Dome, com a expectativa de
trocar experiências nas áreas de nanotecnologia, PVC reforçado com fibra de
vidro e tubo de PVC orientado. Temas, disse Nunes, constantes das
prioridades de desenvolvimento nos laboratórios da Braskem e no Projeto
Núcleo de Estudos Orientados em PVC (NEOPVC), mantidos pela empresa em
associação com uma rede de pesquisadores universitários brasileiros.
“Estamos trabalhando para desenvolver um PVC com melhor desempenho mediante
ao fogo, aos impacto e com maior rigidez”, contou o executivo. Na área de
tubo de PVC-O (orientado), o objetivo é permitir que o produto, mantendo a
mesma espessura atual, suporte uma pressão acima dos atuais 10 bar,
alcançando 16 bar, para poder competir com os tubos de ferro fundido.
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Novos
mercados – Mas são nos novos usos do PVC, na construção civil, que
Luciano Nunes acredita que esteja o maior potencial de crescimento das
vendas da resina no Brasil. “Em dez anos, a construção civil aumentará
a sua fatia no mercado de PVC dos atuais 65% para 75% do consumo como
decorrência de novas aplicações.”
Nunes aponta três novos segmentos que deverão apresentar maior
crescimento nos próximos anos. O primeiro é o de esquadrias. Nos
Estados Unidos e na Europa, as janelas de PVC já são majoritárias, mas
no Brasil a aplicação é |
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Nunes aposta alto nos perfilados em sistemas para a construção de
casas |
recente e não
responde nem a 3% das vendas. A vantagem do PVC sobre o alumínio, material
tradicional em esquadrias, é sua maior capacidade como isolante acústico e
térmico. Em ambientes fechados, climatizados com ar-condicionado, o PVC tem
três vezes mais capacidade que o alumínio para manter a temperatura
estabelecida.
O segundo segmento é o de revestimento de materiais convencionais, como
portas e móveis de madeira. Conforme Nunes, o revestimento primeiro barateia
o produto, que pode empregar madeira menos nobre em seu interior. Além
disso, aumenta a durabilidade e facilita a manutenção, por ser fácil de
limpar.
Mas a principal aposta é no uso do PVC em sistemas construtivos, batizados
de ConcretoPVC, uma tecnologia canadense que a Braskem, em parceria com os
fabricantes de perfis Plásticos Vipal e Royal do Brasil e a Associação
Brasileira de Cimento Portland, está introduzindo no país.
O sistema construtivo é formado por perfis leves e modulares de PVC, de
simples encaixe, preenchido com concreto e aço. “É uma opção de parede
resistente e econômica, que dispensa o acabamento, uma vez que o perfil de
PVC não exige pintura ou a colocação de azulejos. É também de fácil
manutenção, bastando passar um pano para limpar”, disse Nunes. O foco
mercadológico do sistema, informou o executivo, são as residências de médio
e baixo padrões. “A longo prazo, o potencial desse sistema de construção é
de representar um consumo anual de 60 mil toneladas de PVC”, avaliou o
executivo.
O padrão de consumo de PVC entre brasileiros e outros povos da América do
Sul é baixo. No Brasil, cada habitante consome 4 kg de PVC ao ano. Na
Argentina, 2,8 kg, tendo como base os dados de 2005. Nos países europeus, a
média de consumo por habitante é de 14,1 kg e nos Estados Unidos chega a
21,1 kg por ano. Ainda há muito espaço para o crescimento da demanda de PVC
na região, tornando ainda mais promissoras as perspectivas.
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Argentinos invadem o mercado brasileiro de compostos de PVC
No mercado
brasileiro de compostos, obtidos com PVC, plastificantes e aditivos,
os negócios também estão com o vento a favor, mas os maiores
beneficiados têm sido os fornecedores argentinos. Como relatou Edson
Penido, gerente de vendas da Karina, a líder do mercado, as vendas de
compostos de PVC em 2007 cresceram 11%, chegando a aproximadamente 270
mil toneladas. Desse total, algo como 10% foi importado,
principalmente da Argentina. “Entre 2006 e 2007, a participação
argentina no mercado brasileiro cresceu 103%”, afirmou o executivo.
Penido informa que são três as vantagens dos produtores vizinhos.
Primeiro, o preço da matéria-prima é menor na Argentina, onde a carga
tributária não é tão alta. O mesmo ocorre com a logística. Mas o
terceiro fator é o que tem se mostrado mais decisivo. Enquanto a moeda
brasileira, o real, se valoriza dia-a-dia, em uma cotação próxima de
R$ 1,70 por dólar, o peso argentino se mantém estável, na casa dos $
3,15 por dólar. “A competição ficou desfavorável para nós”, afirmou o
executivo.
São dois os fornecedores brasileiros predominantes de compostos de PVC.
A Karina, com participação de 52%, de acordo com Penido, e a Dacarto,
detentora de uma parceria estratégica com a Solvay Indupa. Juntas,
Karina e Dacarto respondem por aproximadamente 90% da produção
nacional. Por conta das importações, Penido relata que a Karina, em
2007, cresceu 6%, uma taxa inferior à evolução do mercado, perdendo
market share.
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A
empresa, porém, deflagrou uma estratégia de reação. Por um lado,
tem negociado com fornecedores da resina para obter melhores
condições competitivas. A Karina também estuda a importação no
regime drawback, para aumentar sua competitividade no mercado
externo e ganhar escala. Atualmente, exporta 9% de sua produção
para 25 diferentes países, na América do Sul, Europa, Ásia e
para os Estados Unidos. “Mas não há lucratividade nessa
operação, estamos apenas mantendo mercado”, disse o executivo.
Além disso, a empresa também tem |
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Penido traça estratégias para
elevar a competitividade |
tem apostado
na inovação constante de sua linha de produtos, hoje com 15 mil
formulações diferentes. Uma equipe de 50 profissionais trabalha com
desenvolvimento de produtos, o que permite criar mensalmente mais de
dois novos compostos e inúmeras formulações.
A principal ação da Karina para aumentar a sua competitividade, porém,
foi iniciada há sete anos, quando começou uma série de investimentos
com o objetivo de inovar o processo produtivo. A estratégia, relatou
Penido, levou a uma grande automação do processo. Como resultado, a
Karina passou a uma capacidade instalada da ordem de 220 mil toneladas
anuais.
Em 2008, a fabricante também inicia um processo para diversificar a
sua atuação no mercado, entrando no segmento de compostos
poliolefínicos, tendo como base EVA, PE, PP e PS. O objetivo é
fornecer os compostos para as indústrias que utilizam processos de
extrusão, injeção, sopro e termoformagem. |
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