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Quase vidro –
Aliada das petroquímicas na obtenção de polímeros cada vez mais
transparentes, a Milliken oferece ao PP a oportunidade de um salto
importante na conquista de novas aplicações. A empresa lançou, em outubro do
ano passado, na K – maior feira mundial da indústria do plástico, realizada
na Alemanha –, a última geração do clarificante Millad, o NX 8000. “Reduz a
opacidade à metade, em relação ao Millad 3988”, diz Claudia Kaari Sevo,
gerente território Brasil – aditivos poliméricos, comparando a novidade com
o aditivo tradicional. O produto assegura um nível de transparência muito
bom também no processo convencional de sopro.
Essa nova geração de aditivos também permite processar o polipropileno em
temperaturas mais baixas (190ºC) sem perder transparência e, ainda, facilita
a processabilidade da resina. “Tem maior janela de processo, consistência de
qualidade em ampla faixa de temperatura de processo”, explica o gerente
Albarici.
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Outra
evolução embutida na série NX8000 consiste no baixo nível de migração
do aditivo nas peças submetidas à autoclavagem, abrindo novo campo de
aplicação nas embalagens médicas sujeitas ao processo. O clarificante
antecessor (o 3988) não é recomendável, nesse caso, pelos níveis mais
elevados de migração.
O objetivo do novo produto, diz Claudia, é preencher a lacuna
existente entre a atual geração de PP clarificado e os polímeros de
alta transparência. O PP aditivado com o clarificante de última
tecnologia poderia substituir resinas como o acrilonitrila butadieno
estireno (ABS), o estireno acrilonitrila (SAN), o copoliéster e o
policarbonato, entre outras. A indústria de cosméticos é um dos alvos.
A apresentação oficial do produto para o mercado brasileiro ocorrerá
na manhã de 7 de abril, no Centro Britânico, em São Paulo, durante o
3º Fórum Milliken de Inovação em Embalagem de Polipropileno, que
discutirá as propriedades e aplicações do novo clarificante, entre
outros temas. Na ocasião, haverá uma exposição de embalagens
internacionais. |
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Claudia: novo clarificante visa a indústria cosmética |
Pole
position – Depois de sair na frente com a tecnologia de
injeção-estiramento-sopro para pré-formas de polipropileno clarificado, a
Braskem desponta de novo como pioneira e anuncia o lançamento de uma geração
de polipropileno ultraclarificado, denominada Prisma 3410.
Segundo Luis Fernando Cassinelli, diretor de tecnologia e inovação, o
principal diferencial dessa resina consiste no novo patamar de desempenho em
propriedades de transparência e resistência mecânica conferido à peça final.
Por sua transparência, 50% superior à do polipropileno clarificado
convencional, e alta rigidez, é indicada, em especial, na produção de peças
transparentes com paredes grossas.
O desempenho técnico diferenciado e a competitividade em custos prenunciam
uma revolução no mercado. Com esse novo patamar de transparência, o
polipropileno promete expandir sua atuação em diversas aplicações dominadas
por resinas como PET, policarbonato, acrílico, poliestireno, SAN e vidro,
segundo o gerente de engenharia de aplicação, Adilson Arli da Silva.
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O produto
atende os segmentos de embalagens, tampas, as indústrias de
cosméticos, eletroportáteis, eletrodomésticos, utilidades domésticas,
entre outras. Nas estimativas de Rui Chammas, diretor do negócio
polipropileno, o mercado potencial para a resina é da ordem de 10 mil
toneladas. “Em 2007, o PP cresceu mais de 10%, o que comprova a sua
versatilidade e potencial de substituição de outros materiais”, opina.
A meta dele para 2008 é atingir um volume de vendas de mais de 1.200
toneladas de PP ultraclarificado.
Essa novidade amplia o portfólio da família Prisma, composta por
produtos premium, de desempenho diferenciado na aplicação de peças com
elevada transparência e resistência mecânica. De acordo com a Braskem,
a resina foi desenvolvida em tempo recorde, no seu Centro de
Tecnologia e Inovação, em Triunfo-RS, onde conta com |
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Chammas: novidade amplia a linha de resinas diferenciadas |
uma equipe formada
por doutores, pesquisadores e técnicos qualificados, além de equipamentos de
última geração e plantas piloto.
Nesse cabo de guerra tecnológico, a nanotecnologia entra como principal
munição da Nova Petroquímica na composição de seus últimos desenvolvimentos.
No final de dezembro, a empresa anunciou o lançamento de quatro resinas
produzidas com base na nanotecnologia, cada uma com propriedades
específicas.
Uma delas é nanoestruturada com argila, que tem a função de melhorar a
propriedade mecânica do polímero. A resina ganha forte resistência ao
impacto e pode ser aplicada em peças que, além dessa característica,
requeiram resistência a baixas temperaturas, em soluções de engenharia,
entre outras.
De olho no mercado de cosméticos, a Nova Petroquímica desenvolveu um
polipropileno nanoestruturado que alia transparência e proteção contra a
ação dos raios ultravioleta. Segundo Cláudio Marcondes, gerente de
desenvolvimento de novos produtos, esse material deverá substituir
embalagens atuais no tom âmbar. “O produto ficará à mostra sem nenhum risco
de dano.” A resina também se destina à indústria química e de alimentos.
A Nova Petroquímica também obteve resinas nanoestruturadas com
características antichama, apropriadas para uso em automóveis, televisores,
microcomputadores, fios, cabos e móveis, na avaliação de Marcondes. A
indústria automotiva vai se beneficiar de um lançamento anunciado em
parceria com o fabricante de autopeças Muller. Trata-se de um PP
nanoestruturado com propriedade antimicrobiana para uso em dutos de sistemas
de ar condicionado veicular.
A Nova Petroquímica também aposta na nanotecnologia como um caminho provável
para superar a questão da barreira a gases. Segundo Marcondes, a idéia é
obter um polipropileno nanoestruturado com argila para aplicação em
embalagens capazes de prolongar a conservação de produtos, e também em
autopeças. Como resultado final, o gerente espera conseguir um polipropileno
com melhora significativa nas propriedades finais de barreira física e
química, principalmente ao oxigênio e ao dióxido de carbono.
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O projeto
recebeu aporte de R$ 508 mil da Financiadora de Estudos e Projetos
(Finep). O gerente de marketing, Sinclair Fittipaldi, prevê
crescimento da ordem de 20% ao ano em volume para as resinas
nanoestruturadas.
Em ritmo menos acelerado, o polietileno tereftalato também conquistou
aperfeiçoamentos, impulsionados pela penetração da resina em novos
mercados. O responsável pelas relações com o mercado da Abipet enumera
vários aspectos melhorados na resina: índices de viscosidade mais
adequados às aplicações, menores teores de acetaldeído, evoluções no
design das embalagens e alívio no peso das pré-formas.
Contesini, da Abipet, ressalta que o alívio no peso das pré-formas foi
acompanhado de aumento na resistência mecânica, o que permite envasar
produtos de pressão maior. “Hoje, a direção dos desenvolvimentos está
nos gargalos, onde se concentra a resina que não é estirada nem
soprada”, informa. A diminuição do tamanho do gargalo resultará em
importante economia de resina, redução de peso e menor custo nas
embalagens. |
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Contesini: pré-formas de PET estão mais leves e resistentes |
Palavra de
usuário – Responsável por transformar cerca de 30 mil toneladas anuais
de resinas em mais de um bilhão de embalagens por ano, a Sinimplast, de
Diadema-SP, é usuária tanto do polipropileno como do PET, entre outros
polímeros.
Na comparação entre o PET e o PP, Ricardo David, gerente de engenharia da
empresa, diz que o PET tem boa barreira ao dióxido de carbono, mas nem tanto
ao oxigênio; enquanto o PP biorientado apresenta baixa barreira ao CO2, mas
melhor barreira ao O2, em relação ao PET. “O PP também tem melhor
propriedade de barreira à umidade.” Conteúdos especiais que requerem envase
a quente têm restrições no PET, que funde sob temperaturas inferiores à do
PP.
A nova tecnologia de injeção-estiramento-sopro para pré-formas de PP ainda
não deslanchou e ele explica os principais motivos: o ciclo de sopro é maior
porque a resina tem condutibilidade térmica menor, ou seja, conduz calor
mais lentamente, portanto, demora mais para esfriar. Além disso, por razões
técnicas, a mudança do PET para o PP exige mudança de rosca no equipamento.
No entanto, a taxa de estiramento do polipropileno é superior, sinônimo de
maior resistência mecânica e transparência. Por isso, a pré-forma de PP é
menor e tem maior espessura. “Na biorientação molecular, as moléculas se
orientam melhor no frasco, se entrelaçam, e esse entrelaçamento aumenta a
resistência mecânica e a transparência. Esse conceito vale para o PET e para
o PP”, explica David.
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Tecnicamente, diz, a embalagem de PP obtida por esse processo é muito
bonita e apresenta boas características. Mas o preço do PET, que
historicamente foi bem mais elevado, já não dista tanto do PP. “Então,
a diferença de ciclo empata os custos”, pondera.
Na opinião dele, o avanço do polipropileno processado por
injeção-estiramento-sopro deve ser vagaroso, porém, no sopro
convencional, a resina está conquistando bom espaço em produtos de
maior valor agregado. “As temperaturas de processamento do
polipropileno estão mais baixas, ficou mais fácil processá-lo”,
pondera. |
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David: ficou mais fácil processar o polipropileno |
Segundo o
testemunho de David, a migração para o PP em projetos novos está deslocando
o polietileno nas embalagens de higiene pessoal (cremes, xampus, protetor
solar etc) e de limpeza doméstica. “O PP tem a chamada transparência de
contato, assim, com um conteúdo colorido, a embalagem ganha maior
transparência, oferecendo vantagem sobre o PE.” Ele ainda destaca o recurso
dos aditivos clarificantes, que aumentam esse quesito.
O anúncio da tecnologia de ponta incorporada à família Millad NX8000 de
aditivos clarificantes da Milliken, a nova geração de polipropileno
ultraclarificado da Braskem, e as investidas da Nova Petroquímica na
nanotecnologia e no processo de injeção-estiramento-sopro deixam clara a
disposição dos fabricantes em apostar todas as fichas no PP como a resina da
vez. Começa um novo round. Os adversários que se cuidem.
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