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O aumento na escala de produção e a garantia de fornecimento parecem
irrefutáveis aos olhos dos representantes do setor. Já as questões
relacionadas aos preços causam impasse e se mantêm
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como a
principal incógnita. Para grande parte dos representantes do segmento,
incluindo o Siresp, o processo de consolidação definitivamente não
trará redução nos preços cobrados.
O transformador está preocupado, e tem razões para isso. “O setor
precisa de preço justo, além de não enfrentar problemas de
abastecimento. Enquanto essas questões não forem resolvidas, o
transformador continuará a reclamar, e com razão. Os preços têm de ser
nivelados e o abastecimento regularizado”, ressalta Berghahn.
A longo prazo, as mudanças, porém, devem favorecer toda a cadeia. “Em
qualquer mercado de commodities, a escala é imprescindível. A
petroquímica caminhou nesta direção e a terceira geração também irá.
Obviamente, o número menor de petroquímicas reduz o poder de barganha
do consumidor, mas, por outro lado, traz uniformidade para o mercado,
privilegiando a gestão e eficiência das operações”, avalia Mason, da
Fortymil. |
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Mason: mudança propicia melhor gestão e eficiência |
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Primeiro a tempestade – Para o diretor da SM Resinas, Eduardo
Sonesso, num primeiro momento, a reestruturação da petroquímica vai
gerar conflitos no setor de distribuição, principalmente em relação a
preços e abastecimento. Porém, após período de adequação e maturação,
definirá um cenário melhor que o atual, com distribuidores adequados ao
mercado mundial. A petroquímica, por sua vez, terá de adotar mecanismos
para baixar seus custos. “A competitividade mundial requer isso.”
A SM distribui resinas da Dow Brasil e da Polietilenos União, que
comprou a planta de PEBD da Dow. “Tínhamos contrato com a Dow e o nosso
trabalho no mercado nacional e mundial despertou o interesse da
Polietilenos União.”
Outra questão relevante se refere às importações de resinas. De janeiro
a outubro de 2007, o volume importado aumentou 20% no comparativo com o
mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Comissão Setorial
de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Associação Brasileira da
Indústria Química (Abiquim). “As importações de PP cresceram
significativamente e foram as mais expressivas”, diz Utrera, da Unipar
Comercial. |
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Sonesso:
distribuição estará ajustada à realidade mundial |
O volume
importado impacta menos do que a pressão que faz sobre os preços,
distorcendo os valores de margens e a rentabilidade. “Isso é ruim,
principalmente para os distribuidores que atendem clientes de consumos
menores. No caso da petroquímica, que opera grandes volumes, o efeito é bem
reduzido”, afirma Sonesso.
Empresas apostam em expansão
na rede distribuidora e do portfólio
Além
da fusão de empresas, está aberta a temporada de investimentos. Com o
objetivo de ampliar a atuação em todo o território nacional, a Premix
inaugurou, em janeiro, duas novas filiais em Pernambuco e Santa Catarina.
“Estão previstas mais duas novas bases”, afirma o diretor Reinaldo Marques,
sem revelar a localização. Com sede em Barueri-SP, a empresa conta com
filial também em Minas Gerais. “O mesmo processo de reestruturação das
petroquímicas vai chegar à distribuição”, diz.
Os números registrados pela Premix em 2007 foram bastante positivos, mas não
evitaram a queda de 35% das margens. De acordo com Marques, o volume de
vendas cresceu 14% e o faturamento aumentou 23%. A Premix distribui PEBD (Polietilenos
União), PEAD e PEBDL (Riopol), PP (Nova Petroquímica) e PS (Videolar).
A Unipar Comercial também tem projetos de expansão com novas bases de
distribuição. Com atuação mais focada nas regiões Sul e Sudeste do país, a
empresa do grupo Unipar planeja, a médio prazo, expandir a participação no
mercado nacional. Atualmente, conta com centros de distribuição na matriz em
Mauá-SP e nas unidades do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Os investimentos e estratégias aguardam a consolidação das fusões do setor
petroquímico e devem ser anunciados no segundo semestre. “O objetivo é
aumentar a participação no setor brasileiro de distribuição”, afirma o
gerente-comercial da área de polímeros, Jaime Utrera. Em 2007, foi
registrado avanço no volume de vendas e aumento de participação em nichos
específicos, como o de injeção com o polipropileno (PP), polietileno de alta
densidade (PEAD) e poliestireno (PS).

Não houve
mudança no portfólio de produtos sustentado pelas resinas da Polietilenos
União (PEBD e EVA), RioPol (PEBDL e PEAD), Nova Petroquímica (PP) e Innova
(PS), além dos elastômeros e outros materiais para a indústria da borracha
da Petroflex, especialidades da Evonik (ex-Degussa), silicones da Blue Star
(ex-Rhodia) e resinas hidrocarbônicas da Petroquímica União.
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