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Lanxess revela sua
ambição para o mercado brasileiro
O
presidente mundial da Lanxess, Axel Claus Heitmann, anunciou que, após seis
meses de negociação, a megaindústria química alemã baseada em Leverkusen
deverá assumir o controle da Petroflex – a maior produtora de borracha
sintética da América Latina -- até o final de março. Será quando o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá apresentar o parecer final
de aprovação do negócio para ser comunicado à Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além das bolsas de
valores e companhias de seguro do exterior. Os acionistas majoritários da
Petroflex, os grupos Brasken e Unipar, deverão receber o equivalente a 198
milhões de euros por aproximadamente 70% das ações adquiridas.
“Crescimento” foi a palavra várias vezes pronunciada pelo presidente Axel
Claus Heitmann para justificar as motivações da Lanxess na compra da
Petroflex. A Lanxess já produz aproximadamente 1 milhão de toneladas anuais
de elastômeros nas suas unidades em diversos países. Agora, com a
incorporação das três fábricas da Petroflex -- Duque de Caxias-RJ,
Triunfo-RS e Cabo de Santo Agostinho-PE – aumentará sua capacidade de
produção em mais 400 mil t/ano, com o objetivo de praticamente quadruplicar
as suas vendas somente no mercado interno, onde consumo de borracha
sintética ainda está bastante abaixo na relação à média dos países
industrializados.
Isso leva a considerar a clara possibilidade de que o mercado de borracha no
Brasil deva crescer muito rapidamente nos próximos anos. Conforme
informações da Lanxess, os principais produtores mundiais de pneus já
investiram cerca de 1 bilhão de euros para aumentar a produção na América
Latina para implantar planos de expansão que estão em andamento.
Estratégia de fortalecimento - O presidente da Lanxess disse que a
compra da Petroflex pode ser um complemento estratégico ideal ao nosso
portfólio de produtos, fortalecendo a nossa posição em um dos mais
importantes mercados em crescimento do mundo.“Dessa maneira, nós estaremos
reforçando não só a posição desse negócio, mas do grupo no Brasil e,
conseqüentemente, na América Latina.’’
Há dois anos, a Petroflex -- fundada no início da década de 60 como parte da
Petrobras – contava com aproximadamente 1,3 mil funcionários e o total das
vendas correspondia a 500 milhões de euros. A linha de elastômeros da
Petroflex abrange desde borrachas para aplicações gerais às borrachas
especiais, oferecendo matérias-primas para a fabricação de produtos como
pneus, plásticos e tubulações. Perto de 30% da sua produção é destinada à
exportação para mais de 70 países. Nos anos 70, a Petroflex se tornou
empresa independente da estatal e, em 1992, foi privatizada, sendo assumida
pela Suzano, Copene e Unipar, mais um grupo de investidores institucionais.
Na década de 80, a Petroflex ampliou suas atividades internacionais para a
Europa, Ásia e América do Norte.
Atualmente, a Lanxess emprega cerca de 400 pessoas em suas unidades de São
Paulo, Porto Feliz-SP e São Leopoldo-RS. Em janeiro de 2006, a empresa alemã
obteve taxas de crescimento de dois dígitos no mercado nacional, com as
vendas totalizando aproximadamente 160 milhões de euros.
H.L.
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