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Feiras se integram, somam mais de
mil
expositores, e devem atrair público acima
de 45 mil pessoas
Hilton Libos e Márcio Azevedo |
Competitividade
radical, agressividade mercadológica, forte apelo à imagem das marcas e
primor dos serviços no atendimento aos públicos de interesse são os temperos
que deverão condimentar os negócios da Semana Internacional da Embalagem,
Impressão e Logística – Brasilpack 2008. A Reed Exhibitions/Alcântara
Machado, organizadora do evento, reservou espaço à participação de
aproximadamente mil expositores de 26 países, aguardando uma presença de
público estimada de 45 mil visitantes e compradores entre os dias 10 e 14 de
março, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
A Brasilpack 2008 será realizada simultaneamente com a Feira Internacional
de Papel e Indústria Gráfica (FIEPAG), a Feira Internacional de Flexografia
(Flexo Latino América), Salão Embala Inovação (Convertedores e Agências de
Design e Desenvolvimento de Embalagens) e a Feira Internacional de
Serigrafia e Impressão Digital (Brasil Screen & Digital Show). Evaristo
Nascimento, diretor do evento, disse que a integração dessas exposições, já
tradicionais no mercado latino-americano, dentro de um mesmo espaço e
período, possibilita a realização mais completa da Brasilpack. “Essa
alternativa torna possível a soma de forças na conquista de novos
compradores. E, afinal, com isso, garante o crescimento para toda a cadeia
produtiva dentro de uma nova perspectiva de ação”, fundamentou Nascimento.
Necessidade de mercado – A nova versão da Brasilpack foi formatada com base
às necessidades dos mercados nacional e latino-americano, compostos em sua
maioria por empresas de pequeno e médio porte. Segundo o diretor da Reed
Exhibitions/Alcântara Machado, a Brasilpach abre possibilidades para as
empresas pequenas que não dispõem de recursos para observar as novidades e
negociar nas feiras internacionais.
“O Brasil é hoje um importante centro de produção, consumo e exportação de
embalagens inovadoras”, diz Nascimento, apoiando sua declaração em pesquisas
da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Segundo a FGV, a indústria nacional
de embalagens duplicou suas proporções nos últimos quatro anos, posicionando
o país entre os dez maiores mercados gráficos -- junto com a China, Índia,
México, Indonésia, Rússia, Polônia, Turquia e Ucrânia.
A essa posição de destaque no cenário internacional pode-se acrescentar o
momento favorável que experimentam os segmentos da cadeia produtiva de
embalagens. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Embalagem
(Abre), o setor apresentou em 2007 as maiores taxas de crescimento
trimestral desde agosto de 2004 -- atingindo 2,47% nos meses de abril, maio
e junho. Calcula-se também um incremento de 1,8% na produção interna de
embalagens em 2008. No ramo gráfico, a Associação Brasileira da Indústria
Gráfica (Abigraf) os indicadores remetem para um crescimento de 4% a 4,5% em
2008. As vendas de máquinas para a indústria de artigos plásticos cresceram
0,5% em 2007.
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