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Divulgação |
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Fabricantes mostram
máquinas ‘verdes’,
velozes e com novas
funções no molde
Marcelo Furtado |
A
maioria dos 242 mil visitantes da última edição da K, a mais importante
feira da indústria do plástico e da borracha, ocorrida de 24 a 31 de outubro
em Düsseldorf, na Alemanha, tinha um interesse em comum muito bem definido.
Além da vontade de saborear os imensos copos de weissbier, a cerveja de
trigo alemã servida em vários estandes, duas de cada três pessoas
consultadas por pesquisa da organização do evento afirmaram estar ali
principalmente para ver as novidades em máquinas e equipamentos.
O interesse só confirmou o que a cada vez mais internacional e bem-sucedida
exposição já tinha conhecimento há muitas edições. A prevalência dos
expositores do ramo mecânico continua em alta, seguindo uma tradição
motivada tanto por causa da maior diversificação de tecnologias como pela
consciência dos organizadores de que se trata de uma demanda crescente. Das
3.130 empresas, 1.900 eram produtoras de máquinas e sistemas fabris. Dos 17
pavilhões, 12 eram dedicados ao setor, representando uma ocupação de 115 mil
m2 dos 170 mil m2 totais da feira. Com relação à K 2004, a ocupação de dois
terços da área total de exibição representou um acréscimo de 2 mil m2 para
os fabricantes de máquinas.
As estatísticas econômicas explicaram também a forma de organizar a feira.
Isso porque o mercado mundial de máquinas para plásticos e borrachas
registra bom desempenho quase permanente. Levantamento da Associação da
Indústria de Máquinas para Plásticos e Borrachas, ligada à federação alemã
de engenharia industrial (VDMA), revela que as vendas globais do setor, em
2006, foram de 19,6 bilhões de euros, cerca de 6% a mais do que no ano
anterior.
E a tendência é de continuidade das boas perspectivas, tendo em vista que o
processamento de plásticos cresce anualmente. Em 2006, de acordo com a
associação dos produtores de plásticos europeus, a PlasticsEurope, foram
processadas mundialmente 205 milhões de toneladas de materiais poliméricos,
cerca de 15 milhões de toneladas a mais do que em 2005. Em uma faixa de
comparação maior, de 1995 a 2005, o consumo global aumentou em dois terços
e, até 2015, crescendo a uma média de 5% ao ano, o mesmo deve ocorrer. Já em
2007, a VDMA prevê 7% de incremento na produção global de máquinas para o
setor. Com ganhos evidentes para o país anfitrião, visto que a Alemanha é o
produtor-líder mundial, com market share de 25% e com desempenho recente, em
2007, acima da média, com crescimento acentuado no consumo interno de
máquinas (23% a mais no primeiro semestre) e nas exportações (13%).
Para todos os gostos – O cenário de prosperidade deve ter feito todos
os visitantes (inclusive a minoria que afirmou na pesquisa estar lá por
outro motivo) ficarem impressionados com a grande sinfonia de injetoras,
sopradoras e extrusoras processando ao vivo toneladas de resinas,
transformadas em baldes, cadeiras e vários outros artefatos oferecidos como
brindes. Havia ofertas apropriadas ao gosto de um público bastante
heterogêneo, formado por pessoas de mais de 100 nacionalidades, com demandas
específicas a cada região de origem, desde as altamente tecnológicas até as
mais rudimentares.
Mas a vantagem de visitar a K é se atualizar com os avanços da tecnologia, o
que deve ter sido possível mesmo para os visitantes mais interessados no
simples e barato, demanda atendida pela grande quantidade de expositores da
China, desde 2006 o segundo maior país fabricante de máquinas para plásticos
e borrachas, com 13,7% do mercado, ultrapassando pela primeira vez a Itália
(12,4%).
Com a presença dos grandes fabricantes mundiais, que aguardam muitas vezes
os três anos de intervalo da K para fazer anúncios importantes, houve
novidades em todos os tipos de máquina. Mas, pela relevância, as três
famílias mais importantes da transformação plástica – injetoras, extrusoras
e sopradoras – merecem destaque. Não só porque basicamente são essas
máquinas as responsáveis pelo grosso do processamento de materiais
poliméricos, mas também em virtude do constante aperfeiçoamento a que estão
sujeitas.
Em injetoras, depois de consolidada a tendência das máquinas totalmente
elétricas, o que vem ocorrendo na última década e ficou evidente com o
aumento da oferta delas na K 2007, o destaque ficou por conta de novas
tecnologias de aplicação, com a integração de etapas extras na célula do
molde, para gerar artefatos complexos e com mais de um material agregado.
Em extrusão, um ponto comum entre os expositores foi a busca por ciclos
rápidos ao mesmo tempo em que modificações em cabeçotes e roscas
proporcionavam melhor distribuição das resinas no filme, reduzindo consumo
de matéria-prima e de energia, com a redução das temperaturas de fusão. Já
em sopro, as novidades foram a repetição de tendência já amadurecida entre
as injetoras, ou seja, a construção de unidades totalmente elétricas e, no
caso da tecnologia de stretch blow-molding (SBM), a produção de garrafas PET
mais leves e a conquista de ciclos mais rápidos.
A reportagem de Plástico Moderno, presente na feira com a difícil
tarefa de filtrar o imenso universo das máquinas apresentadas, relata a
seguir os principais lançamentos e tendências dos três segmentos-chave do
setor, começando pelas injetoras, em seguida pelas extrusoras e, por fim,
pelas sopradoras.
No
campo da injeção, sempre há uma expectativa muito grande em torno dos
lançamentos das empresas mais investidoras em tecnologia. E, como não
poderia deixar de ser, foi outra vez entre elas que ficaram em evidência os
desenvolvimentos envolvendo a integração de novas funções na moldagem, a
principal tendência da K 2007 no segmento. Com o uso de processos
robotizados, e complexos projetos de pesquisa com o apoio de universidades e
outras corporações, várias amostras de integração de novas funções e
operações na moldagem por injeção puderam ser vistas em meio à grande
quantidade de injetoras “modernas mas convencionais” expostas nos estandes
dos megagrupos.
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Foi esse o caso da alemã Arburg, que em meio a seu estande de 1.400 m2, com
nove injetoras expostas, reservou um espaço de destaque para mostrar um
desenvolvimento definido pela própria empresa como a maior tendência futura
da moldagem por injeção. Trata-se da produção em uma única etapa, na célula
de injeção do molde, de uma lâmpada com base em diodos emissores de luz (LED).
O projeto é uma parceria de pesquisa e desenvolvimento que conta ainda com a
companhia especializada em moldes Oechsler AG, responsável pela idéia
inicial; além da Günther, de câmara quente; as de automação Kiki e Rohwedder;
a Osram, de semicondutores; e a Siemens, que forneceu o plástico condutivo.
O processo, na verdade uma demonstração modelo, foi concebido em uma
injetora hidráulica AllRounder 370 S 600-70-30-30 tricomponente. O ciclo de
produção, de apenas 40 segundos, começa com a injeção do suporte externo em
ABS, ao que se segue, nos demais componentes do molde, de três lentes
em poliamida (PA) transparente |
Divulgação

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LED (acima) é injetado e montado em hidráulica triocomponente |
especialmente concebidas para receber os diodos. Após isso, um robô (Multilift) insere o resistor e três LEDs nas lentes.
Para finalizar, o terceiro componente, um PA altamente condutivo, é
sobreinjetado sobre a peça para moldar a parte inferior da lâmpada. Todo o
processo resulta em uma lanterna acabada, pronta para o uso.
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