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Não raro, muitos transformadores deixam de ser rigorosos com esses aspectos da produção com o objetivo de conseguir uma aparente redução de custos. Porém, ao evitar o investimento em roscas especiais, acumulam prejuízos no consumo de energia elétrica e de termoplásticos. Podem ainda reduzir a produtividade e prejudicar a qualidade do produto final.
O diretor da By Engenharia, de São Paulo, Antonio Azevedo Alves, também se manifesta contrário à cultura da rosca universal que, segundo ele, ainda existe no mercado brasileiro. A empresa representa a Xaloy Incorporated, dos Estados Unidos. “Acessórios especiais são mais usados no mercado de extrusão. O pessoal da injeção aceita melhor as soluções de materiais para maior durabilidade do que as voltadas para o desenho de rosca”, afirma.
De acordo com Alves, a rosca sempre terá um desempenho melhor em uma resina específica. Mas, torna-se viável quando o cliente opera muito tempo com o mesmo tipo de formulação.
No caso da aquisição de máquinas novas, o transformador paga apenas a diferença do valor para substituir a rosca convencional por um modelo especial. Na avaliação dos fabricantes de máquinas, de roscas e resinas, trata-se de um investimento que vale a pena em virtude dos benefícios agregados à produção.
Roscas universais possuem passo constante e filete simples. “Alertamos o mercado de que esses parâmetros não bastam. Produtividade, desempenho e qualidade dependem do perfil e geometria da rosca que podem atender a famílias de materiais”, defende o gerente-comercial da Multi-União, de Nova Odessa-SP, Silvio Vieira.
Projetos – O design dos perfis é extremamente importante para o projeto. Os perfis possuem filetes responsáveis pelo desempenho das etapas de fusão, homogeneização e transporte das resinas. Sendo assim, existem modelos adequados a cada tipo de resina, aditivo e carga.
Basicamente, há três tipos de design adaptados às máquinas monorroscas: standard ou universal, dupla-barreira e especial. O primeiro tem filetes simples, dispostos em um perfil que trabalha com diversos materiais. As roscas dupla-barreira, como o nome já diz, têm filetes duplos que permitem a separação da resina fundida daquela que permanece sólida.
Cuca Jorge |
Já os projetos especiais combinam filetes duplos, nos dois primeiros terços da rosca, com o perfil misturador posicionado no terço final, sendo mais indicados para resinas com elevadas porcentagens de cargas e aditivos.
As máquinas dupla-roscas, empregadas em grandes volumes de produção, são equipadas com roscas contra-rotantes, que giram em sentido contrário; ou co-rotantes, cuja rotação ocorre no mesmo sentido. As primeiras atendem principalmente o mercado de PVC; as co-rotantes, a transformação de resinas de engenharia.
Outros fatores que contribuem para o desempenho das roscas são os misturadores de pinos, de canais retos ou helicoidais, de barreiras e duplo-filete, entre outros. |
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Para Miotto, roscas para
máquinas
co-rotantes são velozes
e de alta produção |
Na análise de Miotto, as dupla-roscas co-rotantes são os melhores modelos para a preparação de blendas, incorporação de compostos, fibras de vidros etc. |
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