Roscas

Para muitos fabricantes, rosca universal é utopia. Para alguns usuários, ainda representa um recurso bastante utilizado, mas que gradativamente tende a perder espaço para perfis dedicados, principalmente nos médios e grandes transformadores de plásticos. “Uma rosca pode trabalhar com mais de um material, mas não atenderá com máxima eficiência às condições necessárias para o processamento de todas as resinas”, afirma o diretor da Indústria de Máquinas Miotto, de São Bernardo do Campo-SP, Enrico Miotto.

As cinco décadas de experiência na fabricação desse tipo de acessório sustentam a opinião do empresário, compartilhada por outros especialistas do setor. “Alterar a velocidade da rosca, mudar o perfil da temperatura e colocar várias telas no filtro são alguns artifícios utilizados. Porém, hoje, a maioria dos transformadores sabe que a rosca universal é uma utopia”, diz.

As roscas têm a incumbência de transportar, plastificar, misturar e homogeneizar o plástico, sem comprometer as características químicas e físicas dos materiais a fim de obter produtos de alta qualidade. Mas podem ir além e melhorar o desempenho de extrusoras, injetoras e sopradoras, aumentando a produção e agilizando o set-up, entre outros recursos. Para isso, precisam estar em boas condições, com desenho correto e confeccionadas com os materiais apropriados para as resinas a serem processadas.

 
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