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Prevenção - A profilaxia tem sido parâmetro para as ações dos fabricantes de aditivos. As conseqüências dessa visão aparecem na abertura do mercado para novos desenvolvimentos. Wanderson Bueno de Almeida, regional technology manager plastics, da Cognis Oleochemicals Brasil, resume a postura atual do setor: “Não tenho dados que comprovem com 100% de certeza a toxicidade dos ftalatos. Mas se existe algum indício de que um produto pode causar algum prejuízo à saúde, principalmente, de crianças, o mesmo deve ser evitado.”
| O sinal amarelo em relação à periculosidade do ftalato também foi suficiente para a Lanxess reformular seu portfólio. Até o final do ano, a companhia terá eliminado de sua produção toda a linha de plastificante à base de ftalato. Apesar dos produtos serem antigos e terem mercados cativos, a empresa optou por seguir a tendência européia. Alejandro Gesswein, gerente de marketing da área de Functional Chemicals (FCC) da Lanxess, explica que o Risk Assessments mudou a etiquetação dos produtos químicos na Europa. Dessa forma, um derivado de ftalato pode continuar sendo comercializado, porém carrega consigo a inscrição na embalagem de que se trata de um produto perigoso. |
Divulgação/Homeplay |
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“No Brasil, esse aviso ainda não tem a devida importância, mas na Europa isso é muito relevante”, aponta a representante técnica de vendas da FCC da Lanxess, Roberta Maturana. A decisão, em certa medida, traduz ainda o objetivo da companhia de concentrar seus esforços nas especialidades. “Estamos saindo das commodities”, anuncia Gesswein.
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Por conta disso, a empresa investiu na reformulação do seu tradicional plastificante Mesamoll. O produto existe há 25 anos, no entanto, sua molécula precisou passar por melhorias técnicas para ampliar sua aplicação. O resultado se observa no surgimento do Mesamoll II, o substituto direto dos plastificantes ftálicos. Para coroar o lançamento, no início deste ano, o aditivo recebeu a aprovação do FDA Americano (US Food and Drug Administration). Esse plastificante universal éster fenil-alquilsulfônico é compatível com PVC e poliuretano (PU) e pode entrar em contato com alimentos de base aquosa, além de atender às exigências de algumas especialidades, como brinquedos. |
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Diogo: novas regras irão
formalizar prática do setor |
De acordo com o fabricante, o plastificante apresenta propriedades de gelificação mais rápida do que similares comuns a temperaturas de processamento mais baixas. A vantagem está na diminuição dos tempos de produção e processamento. A Lanxess também destaca a resistência à saponificação e as características de selagem com calor, entre outros pontos positivos. “É um monomérico com característica de polimérico”, ressalta Roberta. Ela explica que a molécula das duas versões do Mesamoll é a mesma, a diferença se refere ao grau de pureza maior e na menor volatilidade da segunda.
Como é possível imaginar, o aditivo é mais caro do que um ftalato. No entanto, para a Lanxess, essa característica não se manifesta como uma barreira.
| A companhia aposta no aumento da demanda de produtos para aplicações mais nobres, além de se basear no fato de que clientes multinacionais pautam suas ações nas recomendações das matrizes. Sendo assim, tenderiam a exigir tanto o Mesamoll II como outros produtos afins. Apesar de não mencionar volumes, a empresa prevê aumento de sua capacidade produtiva para atender à demanda do produto. |
Divulgação/Homeplay |
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Além dos brinquedos, esse éster fenil-alquilsulfônico pode ser aplicado na produção de luvas, filmes para colchões de água, selantes e compostos moldados para o setor da construção, bóias de piscinas e botas de borracha.
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