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Para intensificar a segurança, setor
aprimora moléculas e fabrica produtos
mais técnicos e de alto valor agregado
Renata Pachione
A indústria de aditivos sofreu mudanças nos últimos anos. Impulsionado pelo avanço tecnológico dos polímeros e das máquinas de transformação do plástico, o setor se aprimorou. Porém as questões mercadológicas não foram as únicas responsáveis
por esse avanço. Em prol da oferta de segurança, os fabricantes investiram e desenvolveram produtos mais técnicos e com melhor desempenho.
O mercado de brinquedos
plásticos foi fundamental nesse processo, pois é um dos mais exigentes no quesito segurança.
Sério e profissional, o setor de brinquedos tem regras específicas e rigorosas quanto à toxicidade das matérias-primas. Dessa forma, tornou as novidades em relação às moléculas cada vez mais freqüentes e necessárias, o que agregou valor não somente aos aditivos, mas também à imagem das companhias.
Não é de hoje que movimentos para oferecer brinquedos seguros permeiam o setor. Um exemplo é a tentativa de abolição de determinados plastificantes não-ftálicos das peças de policloreto de vinila (PVC) destinadas a crianças de até três anos. Mas o que um dia foi sugestão virou regra. Daqui a cerca de um mês, entrará em vigor nova portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para ampliar a restrição do uso de plastificantes à base de ftalato em produtos direcionados a todas as faixas etárias.
A porcentagem permitida será de 0,01% na formulação, segundo o diretor-presidente do Instituto para Certificação Expressa de Produtos (Icepex), Sergio Diogo. Ou seja, o índice tolerado chega a limites quase nulos. Para ele, o mercado de aditivos já se habituou às regras quanto aos ftalatos, portanto, a nova legislação somente irá formalizar uma prática da indústria. O reflexo se dará nas empresas de pequeno porte, que terão de buscar produtos mais técnicos e custear os ensaios de ftalato. “A medida só vai atingir as fabriquetas”, prevê Diogo.
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