Mercado – Dados divulgados pela Datamark mostram que a produção de 2005 se equiparou à do ano anterior, quando foram produzidas no total 21,3 bilhões de unidades. A análise dos números referentes a 2006 ainda não está concluída, e Wallis julga prematuro arriscar qualquer previsão.

Os segmentos que vêm apresentando melhor desempenho são: o de tampas dosadoras para embalagens de óleo comestível, que nos últimos anos cravou avanço de 80%; e o de tampas utilizadas em refrigerantes e água mineral, que registrou alta entre 4% e 5%. “O motivo, no caso das bebidas, foi o crescimento no volume consumido. Já em relação ao óleo comestível, a razão reside na adoção da embalagem PET para acondicionar o produto”, explica Wallis.

O diretor de negócios da Unipac, de Pompéia-SP, Marcos Antonio Ribeiro, analisa a situação de maneira diferente. De acordo com ele, a constante busca pela redução de custos e a forte concorrência do setor de tampas fomenta a pesquisa e o desenvolvimento de produtos de alto desempenho e com melhor custo/benefício. “Priorizamos a excelência no desempenho e na qualidade dos produtos, assim como nos serviços oferecidos.”

Ribeiro ressalta, ainda, que o mercado brasileiro de tampas plásticas possui características peculiares e sempre demanda novidades. “Por esse motivo, apostamos na diversificação que o uso das tampas possibilita, principalmente no que diz respeito a itens com grande valor agregado.”

As expectativas para o segundo semestre e início do próximo ano são positivas, de acordo com Ribeiro. Dentre os mercados com grande potencial, cita o de produtos químicos e agroquímicos. Além de criar produtos próprios com a marca Unipac, a equipe de engenheiros desenvolve projetos para terceiros.
Dentro desse contexto, Ribeiro ressalta a capacidade de desenvolver, transformar e testar as peças, sugerindo opções de processo, material, peso, geometria e a melhor relação entre custo e benefício. “Tais ações geram um conjunto completo de soluções e atendem o cliente em sua totalidade.” A Unipac integra o grupo Jacto, formado por empresas com atuação nos ramos agrícola, de transportes, equipamentos para limpeza (alta pressão), ferramentaria e meio ambiente.

Inovação – Em busca da diferenciação, a Plasmotec criou um departamento de desenvolvimento de projetos, há cerca de um ano. A iniciativa visou à ampliação dos serviços prestados aos clientes, redução de custos produtivos e consumo de material e preenchimento de uma lacuna do segmento de transformação de plásticos.
Geralmente, as indústrias usuárias de embalagens contratam os serviços de um escritório de design quando necessitam de solução específica para o envase de seus produtos. Depois, o projeto é repassado ao transformador responsável pela produção dos frascos e tampas. “Decidimos encurtar esse caminho para o cliente, sem cobrar nada a mais por isso”, conta o diretor-comercial da Plasmotec, César Giannini.

Cuca Jorge

Ao longo desse período, o novo departamento concebeu quatro projetos, sendo dois de tampas, cujas patentes já foram requeridas. De acordo com Giannini, o custo de cada desenvolvimento equivale a 1% do faturamento da empresa, mas é um investimento que vale a pena.  “Trata-se de um trabalho lento, de semeadura, mas também o melhor caminho para a diferenciação”, defende.
Giannini aposta na diferenciação para ampliar mercado

As novidades da Plasmotec são duas tampas giratórias, já patenteadas, que pretendem substituir os modelos flip-top e disk-top (usados em frascos de xampus, sabonetes líquidos, cremes hidratantes, entre outros) e a tampa para embalagem de talco em peça única.

 
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