TAMPAS

Peças autolacráveis da Unipac evitam vazamento e violação

Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

Alberto José Zambrana Lopes e Simone Ferro

A forte concorrência e a constante busca pela redução de custos transformaram o segmento de tampas plásticas num mercado de commodities. Com preços marginais, os tradicionais lacres do tipo flip-top, disk-top e outros têm concorrentes mais eficientes, modernos e de maior valor agregado. Basta, no entanto, aumentar a demanda e consolidar as aplicações dos desenvolvimentos, alguns já muito utilizados em outros países.

Na avaliação de Graham Wallis, diretor da Datamark, empresa de consultoria especializada na indústria de bens de consumo e embalagens, o mercado carece de novidades. Segundo ele, nos últimos anos, o foco da indústria consumidora de embalagens tem se voltado para a redução de custos, o que inibe os fabricantes de tampas a investir em novas soluções.

Um exemplo típico é o das tampas child proof (à prova de crianças), que dificultam a abertura e aumentam a segurança dos frascos, e cuja demanda interna é inexpressiva se comparada a países da Europa. Para Wallis, uma conjunção de fatores explica o pífio desempenho desses lacres, tais como o preço elevado e a falta de mobilização do governo e do consumidor final no sentido de exigir a sua adoção em produtos farmacêuticos e de limpeza.

Apesar das dificuldades relativas à baixa demanda de itens especiais e à forte concorrência, tradicionais fabricantes do setor apostam em novidades para aumentar a participação de mercado, melhorar a rentabilidade, comprometida pelo baixo custo das tampas standard, e oferecer alternativas mais eficientes, modernas, práticas e, muitas vezes, mais econômicas. Outra preocupação se refere à inviolabilidade e segurança das embalagens, principalmente de produtos farmacêuticos, químicos, agroquímicos e de limpeza.

Experiências de sucesso foram registradas por empresas do setor. A Plasmotec, de São Paulo, criou um departamento de desenvolvimento de projetos responsável pela patente de duas tampas giratórias, entre outros itens. A Massucato, de Campinas-SP, ingressou no mercado de tampas com o objetivo de suprir uma carência do mercado de produtos alimentícios em conserva. A Unipac, de Pompéia-SP, focou o último lançamento no mercado de produtos químicos e agroquímicos ao registrar a evolução da demanda e a carência do setor por itens de melhor desempenho. Há novidades também no mercado de refrigerantes. A Álter Embalagens, de Embu-SP, divisão de tampas para água mineral e refrigerantes do grupo Védat, desenvolveu a tampa de rosca K.27, com sistema de trava inviolável, destinada às garrafas de PET. O produto pretende eliminar a pequena rotação das tampas convencionais que, mesmo sem romper o lacre, pode liberar o gás da bebida. De acordo com o fabricante, um sistema de lombadas próximo à borda evita a folga na tampa. A K.27 possui 27 milímetros de diâmetro, seguindo a tendência de gargalos menores para as garrafas de PET. Sistema de rosca diferenciado, de duas entradas, facilita a abertura. A tampa é moldada em PP com vedante de EVA. A Álter anunciou ainda a entrada no mercado de pré-formas de PET para garrafas standard de 2 litros e de 600 ml e também para garrafas de 2 l com gargalos de 28 e 27 mm.
 

 
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