| |
Husky estuda fábrica na América Latina
Definir
a localização e a viabilidade de instalar uma fábrica na América Latina
estão entre os projetos da Husky Injection Molding Systems, um dos maiores
players mundiais de máquinas injetoras e moldes para a indústria plástica.
Até 2008, esse e outros projetos, alguns não divulgados, deverão ser
concluídos. Dividida em quatro segmentos – PET, embalagens, automotivo e
câmara quente –, a Husky quer ampliar sua participação no mercado
latino-americano.
|
Cuca Jorge |
Parte dessa estratégia será
conduzida pelo executivo Fábio Seabra. A caminho de Miami, nos Estados
Unidos, sua base a partir de novembro, Seabra se prepara para assumir
novos desafios como diretor da Unidade de Negócios de Packaging na
América Latina. Nos últimos sete anos, respondeu pela direção geral da
Husky do Brasil, sediada em Jundiaí-SP. |
 |
| Seabra será articulador da América
Latina |
A mudança de Jundiaí para Miami e sua nomeação para o cargo recém-criado
fazem parte da nova estratégia de atuação da companhia. “Há muitos
projetos em análise, mas tudo vai depender do desempenho do mercado nos
próximos meses.” Seabra preferiu não comentar sobre as chances de o Brasil
receber os investimentos programados e deu indícios de que o México também
é forte candidato.
Os dois países abrigam centros técnicos, além de escritórios de vendas. A
Husky possui 19 centros técnicos e 40 escritórios comerciais que negociam
com mais de cem países. Na América Latina, além de México e Brasil, a
empresa tem escritórios na Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela. O
centro de fabricação avançada de máquinas, moldes, robótica e componentes
fica no Canadá. As demais fábricas estão nos Estados Unidos, Luxemburgo e
China.
As mudanças anunciadas pela Husky incluíram ainda a extinção do cargo de
diretor-geral da Husky do Brasil. A partir de agora, as funções ocupadas
por Seabra serão incorporadas pelo gerente regional do Cone Sul, Pablo
Almazan, que já atende a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, e
está sediado em Buenos Aires.
A principal função de Seabra será a de estruturar os negócios de
embalagens, tampas, baldes, caixas, entre outros, com o objetivo de
apresentar soluções integradas a fim de facilitar a comunicação entre as
diversas unidades da companhia na América Latina.
Com isso, projetos e experiências bem sucedidos serão compartilhados de
forma ágil e rápida. “Muitas vezes a solução encontrada para um cliente no
México atende às necessidades de outro na Argentina e essa interligação
não está tão fluída como deveria. Sempre que possível, vamos alinhar o
mercado latino-americano”, explica Seabra.
Estratégias diferenciadas – Embora a engenharia Husky seja igual no
mundo todo e muitos projetos possam ser alinhados e compartilhados, Seabra
vai lidar com as especificidades de cada mercado. No México, em torno de
70% das garrafas PET são de 500 ml e 600 ml, e há estudos para o uso de
roscas menores. No Brasil, os vasilhames de 2 litros representam o maior
volume. “Existe a necessidade de adaptações visando suprir as
características de cada país.”
Na avaliação de Seabra, Brasil e México demandarão mais atenção, seguidos
pela Venezuela e Colômbia. “O Brasil tem grande potencial de crescimento e
muitas tecnologias para serem implantadas. Recursos já empregados em
outros mercados e que aqui ainda não emplacaram.”
Seabra será responsável também pela introdução de novas tecnologias no
segmento de injeção plástica. “O principal desafio, no entanto, é aumentar
a participação da companhia no mercado latino-americano e conduzir de
forma consistente essa evolução.”A América Latina responde por cerca de
15% do faturamento mundial da Husky, que, em 2006, alcançou US$ 1 bilhão.
O Brasil representa 20% do total faturado na região. O segmento de câmaras
quentes, importante braço de atuação da Husky no País, participa com algo
entre 20% e 25% das vendas brasileiras. “A nacionalização desse item chega
a 80%, permitindo o Finame.”
O segmento de câmaras quentes está tão aquecido no Brasil que a
expectativa é de dobrar o faturamento em 2007, enquanto a unidade
brasileira de forma geral deve registrar crescimento em torno de 15%. “A
Husky vai manter o crescimento no setor de fabricação de câmaras quentes,
que começou em 2004 e vem dobrando a cada ano. Além disso, pretendemos
aumentar a participação no mercado automotivo e packaging, e consolidar a
liderança nos sistemas de pré-formas PET”, afirma.Seabra tem catorze anos
de experiência no setor. Formado em engenharia de produção, possui
especializações nas Universidades de Michigan, Wharton e Ivey School
of Business e, desde 2005, é presidente da Câmara de Comércio Brasil-
Canadá.
Simone Ferro |
|