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Faturamento de máquinas para plástico
sobe pouco
O
faturamento nominal das indústrias de máquinas para o processamento de
resinas plásticas aumentou 4% no primeiro semestre de 2007 em relação ao
mesmo período do ano anterior, passando de pouco mais de R$ 300 milhões
para cerca de R$ 312 milhões. O índice ficou aquém dos 10% registrados
pelo setor de bens de capital mecânico, cujo faturamento nominal ficou em
R$ 28,9 bilhões de janeiro a junho de 2007, de acordo com o balanço
divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos (Abimaq), no dia 19 de julho, na sede da entidade, em São
Paulo.
Além de divulgar os números do setor, o encontro com a imprensa marcou a
despedida do então presidente Newton de Mello. No dia 20, tomou posse a
nova diretoria da Abimaq, cuja presidência está a cargo de Luiz Aubert
Neto (ver boxe nesta matéria). O consumo aparente aumentou 3,6% de janeiro
a junho, alcançando quase R$ 665 milhões. O valor se refere ao
faturamento, descontadas as exportações e somadas as importações, ou seja,
o que o mercado brasileiro demandou de máquinas para o processamento de
plásticos no período analisado.
Na avaliação de Newton de Mello, dois fatores comprometeram o desempenho
do mercado de plásticos: as importações de máquinas asiáticas, em especial
de injetoras, e a entrada de produtos manufaturados da China, que
prejudicaram a produção nacional e, conseqüentemente, frearam os
investimentos na ampliação das capacidades instaladas.
O mesmo ocorreu com o setor têxtil. “A elevação das importações de tecidos
prejudicou a demanda nacional de máquinas para esse segmento.” As
exportações brasileiras de máquinas para plástico caíram 2% no mesmo
período, enquanto as importações tiveram alta de 9,8%, saltando de mais de
US$ 181 milhões para quase US$ 200 milhões.
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Os pedidos em carteira caíram 5,3% e o nível de utilização da capacidade
instalada passou de 89,34% para 86,64%, baixa de 3%. O número de
empregados foi reduzido em 3,1%. Os índices da Abimaq apontam ainda a
recuperação do consumo aparente a partir de março. Em abril, tornou a cair
para se elevar novamente em maio e junho.
Os principais destinos das exportações foram: Argentina, México, Colômbia
e Estados Unidos. Já as importações vêm da Alemanha, Itália, Estados
Unidos e Japão. A China ocupa a quinta posição. Porém, entre 2005 e 2006,
o volume importado daquele país aumentou mais de 56%.
Restrição chinesa – Depois de tentar, sem resultados, mover ação antidumping contra as importações chinesas, a Abimaq pleiteia a restrição
voluntária por parte do governo chinês às exportações de injetoras para o
Brasil. A entidade alega que esse comércio pode minar a indústria
nacional. “O ministro do comércio exterior da China tem poder para
convocar os fabricantes de máquinas e determinar a redução das exportações
para o Brasil”, diz Mello.
A Abimaq também não obteve resposta ao pleito de ampliação das alíquotas
de importação de 14% para 35%. “O objetivo não é impedir o livre comércio
ou fechar o mercado nacional, o que seria um retrocesso, porém precisamos
eliminar as importações fraudulentas ou subfaturadas que, na maioria dos
casos, são de equipamentos com similar nacional.” O escritório da Abimaq
na China, inaugurado em 2006, auxilia a entidade nessas questões.
Combater a concorrência predatória, como classifica a Abimaq, também está
na pauta da nova diretoria. De acordo com o presidente eleito, as
injetoras chinesas são vendidas no Brasil a US$ 5 o quilo. Somos a favor
da importação de máquinas desde que isso traga inovação tecnológica para o
setor. Também queremos igualdade com relação aos tributos, afirma Aubert.
Segundo ele, a máquina brasileira nova tem até 38% de impostos.
Entre as ações previstas pela nova diretoria estão a criação de novos
grupos de trabalho, como o de Inovação Tecnológica. “Faremos parcerias
estratégicas com os centros de excelência nessa área, tais como o IPT,
ITA, FAPESP, universidades federais e instituições internacionais.”
O Grupo de Mercados terá o objetivo de estimular o comércio exterior e
transformar a Abimaq numa “agência” fomentadora de negócios para os
associados, com foco especial nos países da América do Sul. “A região
deverá ser vista como uma extensão do nosso mercado.”
Aubert anunciou ainda ações mais agressivas na América do Norte, Europa e
Ásia. Outra iniciativa será a criação de um banco de dados, reunindo
informações relevantes sobre o mercado nacional e internacional e que seja
acessível a todos os associados.
Simone Ferro
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Abimaq empossa novo
presidente |
A nova diretoria da Associação Brasileira
da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) tomou posse no dia 20
de julho. À frente da presidência, para o triênio 2007/2010, está o
engenheiro mecânico de produção Luiz Aubert Neto, de 47 anos, diretor
da Aubert Engrenagens, empresa especializada na fabricação de
engrenagens e redutores para as indústrias naval, metalúrgica,
mineradora, siderúrgica, de papel e celulose, de açúcar e álcool,
entre outras.
Além da experiência de 25 anos no comando da indústria familiar,
fundada há quase seis décadas, Aubert é antigo colaborador da Abimaq.
Já atuou como presidente e vice-presidente de câmara setorial e, nos
últimos três anos, foi diretor-tesoureiro da entidade. Ao tomar posse,
Aubert reafirmou os pontos defendidos na campanha que |
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fazia oposição à gestão de Newton
de Mello, como a proposta de profissionalizar a casa e recuperar a sua
representatividade. “O Brasil está em 10° lugar no ranking mundial dos
produtores de bens de capital, o que significa que somos um setor
estratégico para o desenvolvimento do País e precisamos de uma
entidade forte e profissionalizada, capaz de representar a indústria
perante os principais fóruns nacionais e internacionais. Vamos fazer
isso com a colaboração e participação de todos os associados”, afirma.
Atualmente a Abimaq reúne cerca de 1.150 fabricantes de máquinas e
equipamentos de um universo estimado em 4 mil empresas. Mais de 70%
das empresas são de pequeno e médio porte. O setor responde por 210
mil empregos diretos, e movimentou R$ 55,2 bilhões no ano passado e
exportou US$ 9 bilhões. |
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