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Tubos
Plásticos sucedem os metais
em segmento de alta pressão
Texto de Domingos Zaparolli e fotos de Cuca Jorge
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Tubos plásticos beneficiam usinas de açúcar e
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O
plástico, cada vez mais, está se credenciando no País como uma atraente
alternativa ao uso de metais na produção de tubos para transporte de
fluidos. A Suzano Petroquímica lançou em maio deste ano duas novas
especialidades em polipropileno voltadas para a confecção de tubos, uma
para atender o mercado de construção civil e outra para o segmento de
prospecção de petróleo offshore.
No ano passado, a Ipiranga iniciou a produção no País da resina PE-100,
que amplia o leque de aplicações de polietileno de alta densidade (PEAD)
na produção de tubos.
Por outro lado, ganha espaço no Brasil a adoção do PRFV, o compósito
formado por resinas plásticas termofixas e fibra de vidro em tubos de
saneamento, irrigação e em aplicações industriais. E já há empresas que
estudam a produção local de tubos elaborados utilizando a resina epóxi
com fibras de vidro, voltados para a produção de tubulações altamente
resistentes à corrosão, empregadas pela indústria petrolífera.
“O plástico é altamente competitivo em dutos com pressão abaixo de 30
kg”, diz Adriano Meirelles, presidente da Associação Brasileira de Tubos
Poliolefínicos e Sistemas (ABPE). O material, segundo ele, apresenta uma
série de vantagens, entre elas: leveza, durabilidade e uma tecnologia de
soldagem automatizada.
Esse conjunto de vantagens levou, nos últimos anos, a um grande salto no
uso de materiais plásticos em tubulações. Em 1990, segundo a ABPE, a
demanda de tubos de plástico no mundo foi de 2 milhões de km. O consumo
levou doze anos para dobrar de tamanho e chegar a 4 milhões de km em
2002. Mas outros 2 milhões de km foram incorporados em apenas quatro
anos, chegando a uma demanda de quase 6 milhões de km em 2006. Europa e
América do Norte lideram o uso do material em tubulações, mas as vendas
na América do Sul estão entre as que, proporcionalmente, mais crescem.
Meirelles associa o aumento de demanda ao desenvolvimento tecnológico
das resinas plásticas, que permitiram, nos últimos anos, a produção de
tubos que suportam graus mais elevados de pressão ou a confecção de
tubos com paredes mais finas, gerando economia de material e aumentando
a competitividade do plástico em relação aos metais.
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Um exemplo é o que ocorre com
o PEAD. A resina de polietileno tradicional para a confecção de tubos
é a PE 80, que permite o uso, dependendo do fluido a ser carregado, em
tubulações com pressão de até 20 bar. Nos últimos anos, chegou ao
mercado a PE 100, capaz de atender a pressões de até 25 bar.
Mantendo-se o uso da tubulação na mesma pressão, a resina permite uma
economia de
material na produção da parede de até 25%. Os dados são da ABPE. Em
breve, uma nova resina deve chegar ao mercado, a PE 125, que promete
agüentar até 30 bar de pressão. A resina já está em fase de testes nos
laboratórios das petroquímicas internacionais. |
| Meirelles: evolução das resinas favoreceu o avanço
do mercado |
A conseqüência dessa evolução constante pode ser acompanhada nos dados
mundiais de consumo da resina em tubulações, que passaram de 1,5 milhão de
toneladas em 1998 para 3,5 milhões de toneladas em 2006. No Brasil,
informa Meirelles, o uso da resina em tubulações lisas subiu, em um prazo
de dois anos, de 20 mil toneladas/ano para 25 mil toneladas, alcançadas em
2006. Os principais mercados de destino são tubulações para água, gás,
mineração, irrigação e telecomunicações.
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