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Fibra de curauá substitui a de vidro

A GE Plastics South America, subsidiária brasileira da GE Plastics, divisão da General Electric recentemente adquirida pelo grupo saudita Saudi Basic Industries Corporation (Sabic), entrou com pedido de depósito de patente internacional para um composto termoplástico de poliamida 6 com fibra natural de curauá, originário da região amazônica, em substituição à fibra de vidro. O desenvolvimento resulta de estudo feito em conjunto com o grupo de pesquisas do prof. dr. Marco-Aurélio De Paoli, do Instituto de Química da Unicamp, que compartilha em partes iguais com a GE Plastics os direitos da patente.

Segundo explicações de Edson R. Simielli, diretor de marketing para a América Latina, a fibra de vidro deixa de ser utilizada e a de curauá substitui, ainda, de 20% a 30% da resina, como um todo. Com propriedades mecânicas e térmicas semelhantes às da PA 6 reforçada com fibra de vidro, o novo composto oferece como vantagem adicional menor densidade (ao redor de 15%), diferencial que a indústria automotiva deverá apreciar bastante.

Outro benefício é de ordem ecológica, aspecto muito valorizado nos tempos atuais: quando incinerado, o produto não deixa resíduos posto que o curauá é um material orgânico, ao contrário da fibra de vidro, uma substância inorgânica. A planta curauá é comum na região amazônica, em especial no estado do Pará, onde tem largo uso na fabricação de cordas e redes, por sua elevada resistência mecânica.

Outro ponto a favor do novo composto fica por conta dos recursos economizados no processo de moldagem, pois, enquanto a fibra de vidro confere aos compostos abrasividade e, por conseqüência, provoca maior desgaste dos moldes e roscas, o novo produto à base de fibra de curauá preserva mais essas ferramentas e, portanto, reduz custos.
 
Divulgação O projeto começou em meados de 2004 e constitui o primeiro depósito de uma patente em nível mundial do Centro de Tecnologia da GE Plastics de Campinas, em São Paulo, onde a empresa tem seu parque industrial.
Planta possui elevada resistência mecânica

 O novo produto tem amplo potencial de aplicação: todas as que atualmente empregam o composto de PA convencionalmente reforçado com fibra de vidro, como peças e componentes das indústrias automobilística e eletroeletrônica, entre outras. “No futuro e com o suporte da LNP, dos Estados Unidos, outras resinas poderão ser utilizadas”, conclui Simielli.                                                                    M. A. S. R.

 
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